Resenha: Orange is the new Black - Piper Kerman

Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 304
Tradutor: Lourdes Sette, Cláudio Figueiredo


Em Orange Is the New Black, Piper apresenta casos curiosos, perturbadores, comoventes e divertidos do dia a dia no presídio. Cercada de criminosas, logo percebe que aquelas mulheres são muito mais complexas do que ela imaginava. Ao mesmo tempo que aprende a conviver com regras arbitrárias e um rigoroso código de conduta, Piper revela as alegrias e angústias das presidiárias e analisa a crueldade com que o sistema carcerário as desumaniza e faz com que sejam invisíveis ao mundo exterior.

Classificação:       


"Fiquei envergonhada pelo tamanho do alívio que senti: não queria considerar aquele homem, ou nenhum funcionário da prisão, meu protetor, mas, naquele momento, ele era a coisa mais próxima de um ser humano que eu encontrara." Página 48



Confesso que até o lançamento do livro Orange is the new Black não tinha tanto interesse em acompanhar a série no Netflix. Já havia visto várias imagens com citações da série, sempre muito bem humoradas e algumas que me fizeram refletir, mas meu interesse não havia passado do nível de curtir o que postavam no Facebook. Tudo mudou com a ação da editora em função do lançamento desta obra, resolvi participar e como poderia solicitar uma nova obra decidi me aventurar em OITNB e posso afirmar que não me arrependi.

Aos 23 anos Piper Kerman era uma jovem de classe média que estava um tanto entediada com sua vida, acabara de se formar e conhecer Nora. As duas iniciam um relacionamento e Piper decide acompanhar a amante em seus negócios ilícitos que envolviam tráfico de drogas e contavam com muito dinheiro em jogo. Passados 11 anos disso, Piper já estava namorando Larry e o casal estava feliz, porém seu passado bateu a sua porta e a mulher é condenada a quinze meses de reclusão. 

Recebendo o apoio de seu namorado, seus pais e sogros, além de todos os seus amigos e estranhos que se sensibilizaram por seu caso, Piper é enviada para Danbury para cumprir sua sentença e lá conhece várias detentas e suas histórias. Dentre elas destacam-se Natalie, sua companheira de cela, Janet Ioga e Pop, que são as que a autora mais teve convivência e situações inusitadas. Prepare-se para entrar em uma aventura narrada por Piper e com altas doses de companheirismo, sarcasmo e superação. 



"Se a gente fosse rápida, dava para correr até a janela e vislumbrar pela última vez seu visitante indo embora. Larry só me contou mais tarde, quando eu estava a salvo em casa, como era devastador para ele se virar e me ver acenando atrás da vidraça, e depois dar meia-volta, descer o morro e me deixar sozinha." Página 120


O livro me surpreendeu desde o início da leitura, Piper é uma jovem que poderia ser eu ou você, escolhas erradas fazem parte da vida, e ela assumiu seus erros do passado para conseguir ter um futuro sem pendências. Apresentou-se voluntariamente à justiça e cumpriu de forma exímia os quinze meses de detenção que, como a autora diz, era pouco comparado aos anos que suas colegas passaram no sistema prisional americano. Este é um livro que retrata o que a autora passou desde quando conheceu Nora até sua saída da detenção, é claro que o livro é relativamente fino para o período de tempo que ela se propoem a apresentar, sendo apenas o mais interessante parte do livro, mas tenho certeza de que isso já bastou para entender melhor como funcionava o presídio em que ela ficou seus quinze meses de sentença.  

Os livros, o apoio da família e as amizades que ela fez em Danbury fizeram com que Piper conseguisse superar esta fase e seguir em frente e, para mim, foi o que mais me chamou atenção durante a leitura. Nenhum dos amigos de Piper deixou-a na mão e frequentemente iam visitá-la, sendo que Larry ia vê-la todas as semanas. A capa é bonita e inspirada em um photoshoot da série, a revisão está ótima e a diagramação facilita a leitura, mas o que eu - como leitora míope - mudaria é o tamanho da fonte, já que acabou me cansando e acredito que diminuiu um pouco o ritmo da leitura. Indispensável para os fãs e indicado para os curiosos, Orange is the new Black me surpreendeu e tenho certeza de que irá encantar todos os leitores. 


"O mundo continuava a girar apesar de eu ter sido transportada para um universo paralelo. Queria desesperadamente voltar para casa, e quando dizia "casa", isso significava "onde quer que Larry esteja", mais do que Manhattan, mas os sete meses restantes se estendiam à minha frente. Agora sabia que seria capaz de enfrentá-los, mas ainda era cedo demais para começar a contar os dias."  Página 188

4 comentários:

  1. Putz....Não sabia que tinha livro!!!!

    Eu não senti muita vontade de acompanhar a série....Mas a resenha tá muito boooa. Parabéns!

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  2. Oi Rafa!
    Acho que vivi o mesmo dilema que você. Até agora, eu só curtia coisas sobre este livro, mas agora irei ler. E vou assistir a série também!

    Beijos,

    Blog - Minha velha Estante

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  3. Oláa Rafa!
    Assisti o primeiro ep da série, mas não me animei muito
    quem sabe lendo o livro não sinta curiosidade em ver a série. haaha
    Parabéns pela resenha

    Beijos, Thaynara
    @Livroscbolinhos

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  4. Eu ainda pretendo assistir a esse seriado, porque sempre vejo pessoas comentam a respeito e elogiando o mesmo; e quando soube que havia também um livro, fiquei ainda mais interessada e provavelmente vou querer ler o livro também, que parece ser bem interessante.

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