[Semana Especial A menina que roubava livros] Dia 2

Olá, leitores.


Neste segundo dia da Semana Especial A menina que roubava livros a proposta é apresentar os quotes que mais me chamaram atenção durante a leitura. 


Com certeza, o meu favorito é:




Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.

Já repeti essa citação centenas de vezes, até minha mãe comenta que ela tem tudo a ver comigo. 

O livro é recheado de citações muito boas, vou deixar algumas das minhas favoritas e quero saber de vocês, leitores, quais gostaram mais?



O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade.
Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei - do que os humanos são capazes.
Algumas pessoas passam por sua vida, outros a acompanham até que não lhes seja mais possível, outro estão mais perto do que parecem.
 O que uma pessoa diz e o que acontece costumam ser duas coisas diferentes.
Imagine sorrir depois de levar um tapa na cara. Agora, imagine fazê-lo vinte e quatro horas por dia.



[Semana Especial A menina que roubava livros] Dia 1


Olá, leitores.

A postagem de hoje é sobre um livro que tem muito significado em minha vida literária, afinal, foi o primeiro livro que comprei. Antes de contar a minha história com A menina que roubava livros e como comecei a buscar os livros da Intrínseca, aproveito para contar para vocês que o livro surpresa da caixinha do mês de Dezembro do Intrínsecos será O construtor de pontes do Markus Zusak e este mês será duplamente especial, já que é o mês em que a Intrínseca completa 15 anos.


Por isso, o blog estará participando da Semana Especial A menina que roubava livros e até o dia 26/11 terão muitas postagens legais sobre o tema. Aproveito para convidar vocês, leitores, a darem ideias sobre os temas que querem que eu aborde ao longo dessa semana. 


Como conheci A menina que roubava livros?




Em 2007, meu último ano do ensino médio, resolvi em cima da hora dar uma festa de aniversário e acabei ganhando dois vales das Livrarias Curitiba. Na época estava começando a gostar de ler e buscava livros mais fáceis, porém quando fui resgatar os vales a vendedora acabou me convencendo a comprar A menina que roubava livros porque era um dos livros mais vendidos na época e ela tinha certeza de que eu gostaria. Acabei lendo umas cem páginas e abandonei a leitura, acredito que não tinha maturidade suficiente para a leitura. 

Um ano depois, minha mãe resgatou o livro na estante e devorou em poucos dias, depois da leitura ela não sossegou enquanto eu não tentasse ler novamente e desta vez a leitura me deixou apaixonada. Desde os primeiros capítulos percebi que havia amadurecido e concluí a leitura em poucos dias, chorei desesperadamente durante a leitura e finalmente pude aproveitar o livro como ele merecia. Por isso, desde essa experiência tenho para mim que um livro pode não agradar da primeira leitura, porém à medida que você evolui a leitura pode ter um significado completamente diferente. 

Foi com A menina que roubava livros que firmei meu gosto pela leitura e desde então busquei conhecer melhor o trabalho da Intrínseca, comprei vários livros e em 2014 consegui a tão sonhada parceria. É a única editora que tenho parceria ininterrupta há cinco anos e tenho um carinho especial por eles e todas as publicações.

Agora quero saber de vocês, leitores, qual é a sua história com A menina que roubava livros?  


Resenha: Sete Minutos no Paraíso - Sara Shepard

Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2016
Páginas: 336
Tradutor: Joana Faro

No sexto e ultimo volume da série The Lying Game, da mesma autora de Pretty Little Liars, Emma se torna a principal suspeita pela morte da irmã gêmea, Sutton Mercer. Depois de se passar por Sutton na tentativa de descobrir quem a matou e por que, agora é a vida de Emma que corre perigo, e ela terá que correr contra o tempo para encontrar o assassino da irmã, antes que vá parar atrás das grades ou algo pior aconteça. Neste final arrebatador, para uma série eletrizante, Emma finalmente descobre o assassino de Sutton, mas ele está disposto a qualquer coisa para manter a verdade morta e enterrada junto com a vítima.


Classificação:        


"Os segredos de Emma, assim como os meus, iam se revelando mais rápido que a capacidade dela de inventar novas mentiras para escondê-los. Eu sabia por experiência própria o que acontece no final de um Jogo da Mentira.
Você é capturada." Página 88


Sete Minutos no Paraíso é o livro que encerra a série The Lying Game, de autoria de Sara Shepard e lançada no Brasil pela Editora Rocco. Assim que terminei a leitura de Juro pela minha vida, emendei a leitura deste livro, já que precisava muito saber como terminaria a série e só tenho elogios. Este foi, sem dúvidas, o melhor livro da série e da autora. 

Neste livro, começamos a entender um pouco mais sobre o passado das gêmeas e como aconteceu a separação em que Sutton foi entregue para os Mercer e Emma criada em casas de acolhimento. Além disso, podemos ter uma melhor visão sobre como foram as últimas horas de vida de Sutton, pois Emma consegue mais informações e a própria Sutton volta a "lembrar" dos fatos. Ao excluir Becky da lista de possíveis suspeitos, a investigação volta à estaca zero, porém nos primeiros capítulos de Sete Minutos no Paraíso já conhecemos um novo suspeito e Emma volta toda a sua atenção para isso, já que têm dois assassinatos para investigar, apesar de um ser considerado suicídio para a polícia local. 

Quando um corpo é encontrado no Cânion em que Sutton estava em suas últimas horas de vida, a farsa de Emma é ameaçada e diante de uma identificação positiva do corpo, a família de Sutton não permite mais que a jovem continue morando com eles. Emma recorre a Ethan e é afastada da vida que teve nos últimos meses, agora conta apenas com o namorado para provar a sua inocência e ter sua vida de volta. 

Sete Minutos no Paraíso é um livro viciante e que leva o leitor a cada capítulo analisar  os suspeitos e ver o que Emma deixou passar em sua busca por respostas. A autora conseguiu amarrar todos os pontos que ficaram em aberto nos livros anteriores e concluiu a série com maestria. Sutton teve seu encerramento, Emma teve a sua identidade de volta e o seu futuro garantido, mas tudo isso teve um custo alto para a família Mercer.

A capa segue o padrão das anteriores, o que é interessante para manter a identidade da série. Assim como a diagramação, simples e funcional, os capítulos são divididos entre a narração da vida de Emma e os flashbacks do espírito de Sutton, os capítulos são curtinhos e dão mais fluidez ao texto, letras em bom tamanho e a revisão está ótima, proporcionando uma leitura sem interrupções por falhas deste tipo. Sou suspeita em falar, já que a série de TV The Lying Game é uma das minhas favoritas - apesar de ter sido cancelada sem uma conclusão decente - mas os livros me deram uma visão melhor da história das gêmeas e confesso que adorei mais os livros do que a forma como a adaptação foi feita, sem dúvidas se tivessem seguido os livros fielmente a série seria bem mais reconhecida. 


"Eu teria ficado quase emocionada com a determinação de Quinlan em levar meu assassino à justiça se ele não estivesse agindo como um completo idiota. Já era ruim o bastante estar morta. Agora, para completar, a polícia estava atrás da pessoa errada." Página 175




Resenha: A Forma da Água - Guillermo del Toro e Daniel Kraus

Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 352

Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser. 

Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade. Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.

Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A Forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.


Classificação:    



"A desvantagem da vida recém-descoberta de Hoffsteler era  uma nova ingenuidade. A Occam não tinha interesse em solucionar mistérios relativos a diferentes tipos de existência. A empresa buscava a mesma coisa que Mihalkov: aplicações militares e aeroespaciais." Página 145


A Forma da Água é um livro de autoria de Guillermo del Toro e Daniel Kraus, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca. Fiz a solicitação para avaliação porque fiquei intrigada com a sinopse, a capa me chamou atenção e a divulgação do filme também foi levada em consideração, já que a história estava na mídia havia algum tempo. Demorei um pouco para iniciar a leitura e acabei demorando para terminá-lo já que a história é densa e tive que dar uma pausa algumas vezes para refrescar a mente. O livro conta com poucos diálogos e muito texto, o que se torna um pouquinho cansativo e a leitura acaba ficando mais lenta. 

O livro nos mostra a história de Elisa Espósito, uma jovem que viveu à margem da sociedade desde muito pequena, é órfã e muda, morou até os 18 anos em orfanatos e quando teve a sua liberdade - uma muda de roupa e alguns trocados - descobriu um lugar para morar, um pequeno apartamento no andar superior ao cinema Arcade. Uma década depois, Eliza tem uma vida tranquila e  trabalha no período noturno como faxineira da Occan, porém tudo muda quando a sala F1 aparece em sua rota de limpeza. Lá ela tem contato com o novo projeto, em um tanque ela descobre o Deus Brânquia, um ser mítico que foi retirado da Amazônia para ser alvo de pesquisa para aplicações militares. 

De outro lado, o livro nos apresenta Richard Strickland, o homem que foi enviado para efetuar a captura do homem-peixe e ficou mais de um ano na floresta a sua procura. Neste tempo o homem perdeu seus companheiros, sua família e parte de sua humanidade na busca, ao voltar com o Deus Brânquia para os Estados Unidos, ele faz parte do grupo de pesquisadores que estão investigando as aplicações do ser para beneficiar o governo, porém sua pesquisa poder estar com os dias contados à partir do momento em que Elisa Espósito é designada para  a limpeza da sala F1. 

A Forma da Água é um livro impactante e com uma forte crítica social, porém estava com bastante expectativa para a leitura e acabei achando cansativa a forma com que a história foi apresentada. Elisa é uma personagem forte e conta com a ajuda de amigos para concluir o plano de resgatar o Deus Brânquia, já Richard é seu oposto, extremamente ambicioso o homem passa por cima de tudo e todos para conseguir o que deseja. O desfecho é ótimo, realmente um ponto positivo para a história, e acabou me deixando animada para conferir o filme. Sobre a edição só tenho elogios, a capa ilustra bem o que encontraremos durante a leitura, a divisão da história é feita em quatro partes e os capítulos são curtos, facilitando as pausas durante a leitura. A diagramação está ótima e há ainda algumas ilustrações da história para aguçar ainda mais a imaginação dos leitores. Para os leitores que gostam de ficção científica, esta obra é uma boa pedida, para mim, por outro lado, foi uma leitura um tanto arrastada, mas pretendo relê-lo em outro momento e ver se mudo de opinião. 


"Não, ele não é um animal, é uma pessoa. Elisa tem certeza disso, e Giles fica feliz em concordar. Para completar, a criatura é arrebatadora, um bilhão de pedras preciosas cintilantes moldadas em forma de homem por um artista de brilhantismo superior ao de Giles." Página 261



Resenha: Juro pela minha vida - Sara Shepard


Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2016
Páginas: 304
Tradutor: Joana Faro


No quinto livro da série The Lying Game, da mesma autora de Pretty Little Liars, Sara Shepard, Emma Mercer segue se fazendo passar pela irmã-gêmea Sutton enquanto investiga a misteriosa morte da garota. Mas agora uma nova personagem surge na trama: Becky, a mãe biológica das meninas. Cada vez mais próxima de descobrir o que aconteceu na noite em que Sutton foi morta, Emma percebe que Becky não é exatamente o que parece (e que Sutton não era a única da família a esconder segredos). Como Emma, o leitor é convidado a juntar as peças de um intrincado quebra-cabeça e resolver o mistério por trás da morte de Sutton. A narrativa ágil de Sara Shepard faz de Juro pela minha vida um thriller psicológico irresistível. 


Classificação:     




"Ela não era mais a adorável e pequena Emma e não podia se dar ao luxo de ser a amarga adolescente Emma que começava a aceitar o repentino reaparecimento de sua mãe. Ela era uma pessoa completamente diferente. Era a Emma que vinha canalizando Sutton. Era uma garota dura e prática que precisava lutar para sobreviver, fazer perguntas difíceis e ouvir verdades que talvez não quisesse saber." Página 74


Juro pela minha vida é o quinto livro da série The Lying Game, de autoria de Sara Shepard e lançado no Brasil pela Editora Rocco. No livro anterior, Caça ao Tesouro, Emma conseguiu tirar Thayer da lista de suspeitos, porém sua mãe reapareceu após ter a abandonado há 13 anos. Becky, sua mãe biológica, é a pessoa a qual Emma precisa descartar como suspeita do assassinato de sua irmã gêmea, mas a investigação irá ser complicada já que ela passou cinco anos de sua vida morando com a mãe e isso pode interferir em seu julgamento. 

Esse livro é interessante porque não foca apenas em resolver o assassinato de Sutton, mas sim no passado de Emma e agora a protagonista precisa colocar tudo em perspectiva e não se deixar levar pelo ressentimento que ter sido abandonada lhe causou. Aos poucos a jovem percebe que Becky é uma pessoa problemática desde adolescente e tem um passado com seus pais adotivos, o que pode ser bastante revelador para a sua história. Por outro lado, o relacionamento com o Sr. Mercer, pai de Sutton, se estreita e faz com que Emma tenha maior liberdade para a investigação, já que ele conta tudo o que sabe sobre o passado de Becky. 

Outra personagem inserida na trama é Celeste, uma jovem que diz enxergar auras e percebe que Emma esconde alguma coisa de todos. As garotas do Jogo da Mentira levam as investidas de Celeste como algo pessoal e decidem fazer um trote com ela, e com a ajuda de Nisha Banerjee - a ex-rival de Sutton - conseguem assustar a garota. Por ser o penúltimo livro da série era de se esperar que já fossem revelados os mistérios da série, porém este é o livro que mais me deixou intrigada, já que Emma voltou à estaca zero e todos os suspeitos que ela considerou anteriormente foram "inocentados". Nas últimas páginas um novo crime acontece, deixando muito mais perguntas do que respostas para o último livro da série. Já iniciei a leitura e estou morrendo de curiosidade para saber qual será o desfecho da série, por que apesar de conhecer o final dado à adaptação da história para a TV, sei bem que pode ser algo completamente diferente. 


"Eu fui um erro, e nossa mãe enfim encontrou um jeito de me apagar." Página 212


Os livros da Sara Shepard são completamente viciantes, a série Pretty Little Liars é maravilhosa, porém The Lying Game é a queridinha da minha estante. A forma com que a autora revela as informações sobre o último dia de Sutton, ao mesmo tempo em que o fantasma da garota segue a irmã gêmea para tentar acompanhar a investigação, mesmo que não possa lembrar o que aconteceu em suas últimas horas de vida, torna a leitura eletrizante. Emma busca desvendar o quê aconteceu com a irmã, além de fazer de tudo para sobreviver, já que é constantemente ameaçada para manter as aparências e continuar vivendo como se fosse Sutton Mercer. 

As capas da série são bem parecidas e adoro a identidade visual que a editora deu para os livros, a diagramação é simples e os capítulos são divididos entre a história de Emma e as lembranças de Sutton, dando dinâmica para a leitura. A revisão deixou passar alguns erros, mas nada que prejudique o bom entendimento da história.  Não vejo a hora de concluir a leitura de Sete minutos no paraíso e desvendar o quê aconteceu com Sutton Mercer e como ficará a vida de Emma após isso. 



"Ela tinha que estar sempre pronta para qualquer coisa. Não devia ter baixado a guarda, nem mesmo por uma noite. Suspirou. Não era justo. Ela não aguentava mais ficar sempre em alerta. Queria ser vulnerável, normal, só uma vez." Página 224

Resenha: Vox - Christina Dalcher

Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 320
Tradutor: Alves Calado

Uma distopia atual, próxima dos dias de hoje, sobre empoderamento e luta feminina.

O SILÊNCIO PODE SER ENSURDECEDOR #100PALAVRAS

O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.

Esse é só o começo...

Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.

...mas não é o fim.

Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.


Classificação:       


"Ele está com raiva, magoado e frustrado. Mas nada disso justifica as palavras que saem de sua boca em seguida, as que ele jamais poderá retirar, as que cortam mais fundo do que qualquer caco de vidro e me fazem sangrar por inteiro.
- Quer saber, amor? Acho que era melhor quando você não falava." Página 64


Vox é um dos últimos lançamentos da Editora Arqueiro e como já está evidenciado na sinopse, é um livro que está próximo do que estamos vivendo, a batalha das mulheres para ganharem seu espaço na sociedade além de perderem o estigma de seres frágeis e submissos, a autora traz a tona a batalha das minorias que são constantemente deixadas à margem da sociedade e a leitura pode ser desafiadora, caso você não concorde com o que é apresentado no livro. 

Desde a divulgação do lançamento já fiquei interessada na leitura e assim que a obra chegou, não hesitei em começar a leitura e fiquei fascinada com o livro. A distopia é atemporal e nos mostra a vida da Dra. Jean McClellan, uma neurologista que foi obrigada a deixar seu trabalho para virar uma mulher "do lar", agora a mulher fica em casa para manter tudo em ordem, tem quatro filhos e seu marido tem um cargo importante no governo. As mulheres são obrigadas a usar um contador de palavras, desde o nascimento, e caso o aparelho acuse 100 palavras, a cada palavra a mais a pessoa leva um choque, que vai aumentando de intensidade a cada dezena. Quando o irmão do presidente sofre um acidente, a Dra. Jean McClellan é uma das pessoas escolhidas para ajudar no tratamento da afasia, além de sua antiga equipe: Lin e Lorenzo. Após uma negociação sobre os benefícios que teria ao aceitar o trabalho, Jean percebe que nem todos estão aceitando bem este novo modelo de sociedade e há grupos de resistência espalhados pelos EUA tentando contornar a situação. 

Este é um livro que deveria ser leitura obrigatória nas escolas, principalmente para as jovens meninas que são silenciadas diariamente. A leitura é forte e pode ser um tanto chocante, porém é algo extremamente real e que considerando o rumo que o país está tomando, pode muito bem ser posto em prática nas próximas décadas. Não vou me prolongar quanto a isso porque cada pessoa tem seu posicionamento, mas esse livro é realmente um material que todos deveriam dar uma chance e entender o quanto a segregação pode levar uma sociedade à ruína. 


"Passei tempo  demais pensando em como tudo era antigamente, em como eu era, mas o futuro sempre permaneceu como um borrão. Isto é, até agora. Agora vejo fantasmas dos anos vindouros, a princípio apenas redemoinhos malformados, depois se fundindo em imagens absolutamente nítidas e coloridas." Página 209


Vox se tornou um dos meus favoritos de 2018, a autora criou uma história extremamente verossímil e a cada capítulo que lia ficava cada vez mais empolgada para saber como a obra terminaria. A forma com que ela colocou em evidência a divisão entre homens e mulheres, além da questão racial, religiosa e sexual, faz com que o leitor pense em como isso poderá acontecer caso alguém com poder suficiente dê margem à esta divisão. Este é um livro que, sem dúvidas, indico para todos que questionam a batalha do movimento feminista e todos os movimentos das minorias alegando que é vitimismo, pois isto não é vitimismo, mas sim a batalha por igualdade. 

Sobre a edição só tenho elogios, a capa é chamativa e ilustra bem o que o leitor encontrará durante a leitura. A diagramação é simples, os capítulos são curtos e dão mais fluidez para a leitura, a revisão está boa e contribui positivamente para a leitura. Tenho certeza que não consegui passar o quanto esse livro mexeu comigo, mas espero que até mesmo os leitores que estão com receio da leitura deem uma oportunidade para o livro, pois tenho certeza de que serão pessoas totalmente diferentes ao concluírem a leitura. 


"- A culpa não é sua. 
Mas é. E minha culpa não começou quando assinei o contrato de Morgan na quinta-feira. Minha culpa começou há duas décadas, na primeira vez em que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma das suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas. " Página 215




Resenha: Como se casar com um marquês - Julia Quinn

Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 339

Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.

Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.

Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.

É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente... Elizabeth Hotchkiss.

Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.

Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.


Classificação:      


"- Preste atenção quando falo. Você não é do tipo que fica sonhando acordada.
Elizabeth não conseguiu conter um sorrisinho diante da ironia. Ela não sonhava acordada havia cinco anos. Antes, costumava sonhar com amor, casamento, idas ao teatro, viagens para a França. Mas tudo isso cessara quando o pai morreu e suas novas responsabilidades deixaram claro que os pensamentos secretos eram apenas fantasias destinadas a nunca se tornarem realidade." Página 43



Como se casar com um marquês é o segundo livro de Agentes da Coroa, lançado no Brasil pela Editora Arqueiro e de autoria de Julia Quinn. Neste volume conhecemos a história do Marquês de Riverdale, melhor amigo de Blake Ravenscroft, protagonista de Como agarrar uma herdeira

Elizabeth Hotchkiss é uma jovem que assumiu a responsabilidade de manter a família unida após a morte de seus pais, para isso precisou assumir um trabalho de dama de companhia da Lady Danbury, uma senhora bastante complicada de se lidar, mas a jovem tira isso de letra. Ao perceber que seu dinheiro não seria o suficiente para mais alguns meses, Elizabeth encontra um livro na biblioteca de Lady D. e acaba levando-o para casa. Como se casar com um marquês é um livro de decretos que tem a finalidade de ajudar as jovens a conseguirem um casamento, para isso Elizabeth conta com a ajuda de sua irmã mais nova, Susan, que lê os decretos e repassa para a irmã praticá-los. 

Pouco após decidir que o casamento seria a única saída, Elizabeth conhece James Siddons, o novo administrador de Lady D. Intrigado com a jovem dama, James decide ajudá-la a praticar os decretos e assim garantir um bom casamento, porém deixa sua real identidade fora de questão e para Elizabeth, ele era apenas um administrador sem posses.  Esta proximidade faz com que os dois queiram algo a mais além da cooperação, porém isso poderá colocar os planos de Elizabeth para o futuro de sua família em risco, isto é, sem saber que o jovem é um marquês e poderá garantir a estabilidade tão almejada pelos Hotchkiss. 

Como se casar com um marquês é um livro leve e divertido, perdi as contas de quantas vezes dei gargalhadas com a interação entre os protagonistas. A história é cativante e desde o início o leitor torce para que Elizabeth e James fiquem juntos e o final é uma grande surpresa, mas sem dúvidas adorável. A escrita é envolvente e a autora se supera a cada nova obra. A capa é linda e segue o padrão adotado no primeiro volume, os capítulos são mais longos, porém há uma divisão que facilita a leitura, a diagramação é simples e a revisão está boa. Este é um livro indicadíssimo para aqueles que gostam de uma leitura leve e agradável, além de ser um romance de época maravilhoso. 



"Parecia razoável que, se ele aprendera tão bem a evitar o casamento, fosse também capaz de aplicar esse conhecimento na direção oposta. Com um pouco de empenho, Elizabeth conseguiria agarrar qualquer homem na face da Terra." Página 133





[Resultado - Top comentarista de Setembro]

Olá, leitores.

Hoje venho anunciar o resultado do top comentarista de Setembro. Já peço perdão pela demora, mas minha vida está uma correria que só e logo faço uma postagem explicando tudo. Em setembro tivemos 12 postagens válidas:



A postagem da resenha de Baía dos Suspiros recebeu 5 comentários válidos e o sorteado foi:  







Parabéns, Lily. Logo entrarei em contato por e-mail para solicitar seus dados. Muito obrigada a todos os participantes. 

Lançamentos da Intrínseca


Olá, leitores.


Confiram os lançamentos da nossa parceira:


Desde Einstein, o mundo não via um cientista tão reverenciado quanto Stephen Hawking. Com seu trabalho revolucionário em física e cosmologia, ele encantou milhões de leitores com a origem do universo e a natureza dos buracos negros, além de inspirar todos pela coragem e determinação que mostrou em sua luta contra a doença do neurônio motor. Agora, nesta reunião póstuma de seus trabalhos, podemos conhecer seus pensamentos a respeito das grandes questões que povoam nossas mentes desde os primórdios e daquelas mais prementes na atualidade.

Somos conduzidos assim a suas reflexões sobre a origem do universo, a existência de Deus e a natureza do tempo, assuntos sempre submetidos a seu intelecto afiado de cientista. Aliado à curiosidade que o impulsionou por toda a vida, ele projeta seu olhar também para o futuro, buscando soluções para problemas que ameaçam hoje o mundo como o conhecemos, tais como o aquecimento global, a fome e a urgência de um desenvolvimento sustentável. [+]





Nos anos 1940, quando o LSD foi descoberto, pesquisadores, cientistas e médicos acreditavam que a sociedade se preparava para uma iminente revolução no campo da psicologia. A substância alucinógena teria o potencial de revelar os mistérios do inconsciente, bem como oferecer avanços no tratamento de doenças mentais. Poucas décadas depois, o LSD se popularizou como droga recreativa, mas a intensa repressão ao movimento de contracultura fez com que as pesquisas com a substância fossem suspensas.

Após se debruçar sobre a história social dos alimentos em suas obras anteriores, o jornalista Michael Pollan parte em busca de uma compreensão aprofundada da psique humana e de como as substâncias psicodélicas poderiam auxiliar tratamentos médicos. Como mudar sua mente conta a história do renascimento das pesquisas com esses compostos depois de anos de coibição e esquecimento. Pollan se dedicou a variadas experiências com alucinógenos e notou que eles também seriam capazes de melhorar a vida de pessoas saudáveis. [+]




Depois de quase vinte anos à frente de uma Vara de Família, cuidando de casos de divórcios, pensão, guarda e convivência familiar, a juíza Andréa Pachá se viu diante de um novo desafio: assumir uma Vara de Sucessões, onde lidaria com julgamentos de inventários, testamentos e curatelas. É a partir das experiências dessas audiências que Pachá desenvolve seu novo livro Velhos são os outros.

Com talento singular para transformar as vivências no tribunal em ficção e uma capacidade impressionante de criar personagens muito vívidos e com desejos e motivações com os quais todos se identificam, Pachá narra acasos do tempo, da memória e das relações em família da perspectiva da Justiça mas sobretudo da perspectiva humana. Histórias delicadas, bem-humoradas e emocionantes sobre a longevidade pela qual tantos de nós anseiam — aquela que trará consigo as alegrias, dores, descobertas e perdas que só quem já caminhou bastante pode experimentar. [+