Por dentro da tela: Dance Off

 Direção: Alex Di Marco
 Gênero: Comédia / Musical 
 Origem: Estados Unidos 
 Duração: 94 minutos



Brandon e sua antiga namorada de infância frequentam estúdios de dança rivais e acabam se enfrentando em um concurso de dança que dará um prêmio de 25 mil dólares.







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Brandon e Jasmine foram parceiros de dança durante anos, melhores amigos e dupla vencedora de muitos concursos de dança importantes. Um dia, porém, Brandon é obrigado a deixar a garota por causa da separação de seus pais e uma mudança de cidade. Jasmine continuou dançando e é a melhor de seu estúdio de dança, ao contrário de sua irmã caçula, a jovem tem todo o apoio de sua mãe - o que chega a ser incômodo para a protagonista. 

Por outro lado, Brandon continua a dançar e seu grupo é selecionado para participar de um concurso que dará ao vencedor 25 mil dólares, porém a sua escola de dança está em péssimas condições e o diretor acredita que não conseguirá enviar seus alunos para o concurso. Porém uma doação anônima faz com que a equipe de Brandon possa ir competir e lá ele descobre que um de seus adversários é a equipe de sua antiga companheira de dança. Tentando se reaproximar aos poucos e sendo podado pela mãe da jovem, Brandon busca se reconectar com a garota que fez parte de toda a sua infância e ao mesmo tempo derrotá-la na pista de dança. 

Esse é um filme de dança que não me chamou atenção no começo - e confesso que essa foi a segunda vez que vi a produção, porém da primeira vez ainda não acompanhava o trabalho da Kathryn McCormick e sem dúvidas isso me fez assistir uma segunda vez para tirar a má impressão que fiquei da produção e valeu bastante a pena. O filme é bem clichê, adversários que se apaixonam e não podem ficar juntos, com relação a isso não tenho muito a comentar, porém as cenas de dança são fenomenais. Algumas estão disponíveis no Youtube e aqueles que assim como eu gostam de ver apresentações de dança, o filme conta com coreografias muito boas. Se vocês se interessaram em ver Dance Off, corram na Netflix que o filme está disponível no catálogo e depois me contem o que acharam. 



Por dentro da tela: Nerve - Um jogo sem regras

Título Original: Nerve
Ano: 2016
Diretor: Ariel Schulman, Henry Joost
Elenco: Emma Roberts, Dave Franco, Emily Meade
Duração: 97min

A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial.



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Nerve foi uma escolha totalmente aleatória na Netflix e acabou se tornando uma tremenda surpresa. O filme começa quando Vee DeMarco é questionada por sua melhor amiga, Sydney, sobre o seu modo de viver à margem e sem muitas aventuras. Sydney é uma das jogadoras de Nerve, uma competição online em que os participantes são divididos em observadores e jogadores. Quem observa escolhe os desafios propostos aos jogadores e a cada tarefa realizada determinada quantia é depositada na conta do jogador, porém ao falhar ou desistir o jogador não terá direito a nada. 

Em um impulso, Vee decide se cadastrar no Nerve como jogadora e sua primeira tarefa é beijar por 5 segundos um estranho, porém ela não imaginava que este desafio aparentemente tão simples está prestes a mudar sua vida. O homem que ela escolhe é Ian, outro jogador, então os observadores começam a vê-los como um casal e agora os desafios envolvem ambos. Porém o jogo começa a ficar bem mais arriscado e apesar de pensar um pouco antes de realizar as tarefas, Vee acaba entrando cada vez mais em um jogo impossível de se desistir ou vencer. 

Nerve é um filme alucinante em que Emma Roberts deu um show de atuação como a tímida Vee, que aos poucos descobre sua força e se vê presa a um jogo que à princípio não tinha a determinação de entrar ou sequer ganhar. Ian é um garoto misterioso e que acaba entrando na vida da protagonista em um desafio, mas que lhe dá forças para lutar contra o que lhes fora imposto ao se inscrever em Nerve. Este filme foi divulgado na época em que o jogo Baleia Azul veio à tona, já que ambos são voltados para o público jovem e não sei se são semelhantes com relação aos desafios, só posso dizer que o filme é verossímil e que fiquei com o coração na boca na maior parte das cenas, sem dúvidas é um filme que cumpriu o que propôs - alertar aos jovens sobre os perigos da internet. 




Lançamentos da Intrínseca


Olá, leitores.

Confiram os lançamentos de julho da nossa parceira, Intrínseca






Piano vermelho, de Josh Malerman: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.





Breve história de sete assassinatos, de Marlon James: Livro vencedor do Man Booker Prize de 2015, cujo autor é destaque da Festa Literária de Paraty, em julho. Em 3 de dezembro de 1976, às vésperas das eleições na Jamaica e dois dias antes de Bob Marley realizar o show Smile Jamaica para aliviar as tensões políticas em Kingston, sete homens não identificados invadiram a casa do cantor com metralhadoras em punho. O violento ataque feriu Marley, a esposa e o empresário, entre várias outras pessoas. Poucas informações oficiais foram divulgadas sobre os atiradores. Uma obra brilhante e arrebatadora que explora um período de grande instabilidade na história da Jamaica.




Em busca de abrigo, de Jojo Moyes: Tocante romance de estreia de Jojo Moyes, Em busca de abrigo é uma trama sobre três gerações de mulheres em uma família que não se conhece de verdade, tão cheia de surpresas quanto a vida real. Uma prévia do talento de Jojo Moyes para escrever sobre relacionamentos, família e, sobretudo, amor.






As upstarts, de Brad Stone: O livro conta a história dos dois grandes expoentes da chamada economia do compartilhamento: a Uber e o Airbnb. Por meio de sua análise bem embasada e entrevistas com os fundadores das duas empresas, vemos como o enorme ímpeto e autoconfiança de um empreendedor pode mudar o mundo e gerar fortunas, mas também turvar seu discernimento e ameaçar tudo o que foi conquistado.





O árabe do futuro 3: Uma juventude no Oriente Médio (1985-1987), de Riad Sattouf: terceiro volume da premiada série O árabe do futuro, que narra a infância nada comum do quadrinista Riad Sattouf, passada entre a Líbia, a Bretanha e a Síria. No mais novo capítulo da história do adorável menino de cabeleira loura e cacheada e de sua família itinerante, vemos um Riad no alto de seus sete anos, tentando a seu modo se adequar aos costumes e às dinâmicas do vilarejo em que mora na Síria e se entrosar com seus primos e amigos da escola.



Amor & gelato, de Jenna Evans Welch: Um verão na Itália, uma antiga história de amor e um segredo de família. Depois da morte da mãe, Lina tem que realizar um último pedido: ir até a Itália para conhecer o seu pai. Do dia para a noite, ela se vê na encantadora paisagem da Toscana, passeando pelos famosos pontos turísticos que no passado marcaram a juventude da mãe. Guiada por um antigo diário, Lina agora vai construir a própria história, descobrir o amor e aprender a lidar com o luto.





Hotel Valhala: Guia dos mundos nórdicos, de Rick Riordan: Muitos já ouviram falar do corajoso exército de Odin e dos grandiosos guerreiros vikings que vivem em Valhala, treinando dia e noite para lutar no Ragnarök… Porém, poucos sabem que muitos desses guerreiros chegam ao Hotel Valhala sem a mínima ideia do que estão fazendo ali. Para resolver esse problema, o livro Hotel Valhala: Guia dos mundos nórdicos, um companion book da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, oferece todo o conhecimento de que um novo hóspede precisa para sobreviver durante a hospedagem eterna na pós-vida viking.






Como as crianças aprendem, de Paul Tough: agora relançado com novo título, foi publicado no Brasil originalmente em 2014 como Uma questão de caráter. O livro permaneceu por mais de um ano na lista de mais vendidos do The New York Times e foi traduzido para 27 idiomas.






Como ajudar as crianças a aprenderem, de Paul Tough: Um guia prático que oferece a pais, responsáveis, professores e legisladores ferramentas para ampliar seu entendimento das necessidades de investimento e inovação quando se trata de educar crianças em circunstâncias adversas.

Por dentro da tela: A Batalha do Ano

Título Original: Battle of the Year
País de Origem: EUA
Gênero: Drama / Musical
Tempo de Duração: 01 hora 50 minutos
Ano de Lançamento: 2013




O filme segue a história de uma equipe americana de breakdancing, ou “B-boy”, formada por jovens com problemas sociais e familiares. Eles são liderados por um treinador rígido (Josh Holloway), que os leva à França para participarem da competição Battle of the Year, na qual equipes de 18 países lutam pelo título de campeões mundiais.




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Quem acompanha o blog há algum tempo já sabe que amo danças em geral, então quando vi A Batalha do Ano disponível no catálogo da Netflix não hesitei em assistir e confesso que me surpreendi. O filme não aborda só a dança, mas sim coloca o foco sobre a determinação de jovens considerados problemáticos pela sociedade e a sua vontade de mudar de vida e sair das ruas. 

Tudo começa quando a equipe de breakdancing patrocinada por grandes empresas começa a ficar acomodada, um treinador novo é inserido para mudar essa realidade e logo de cara o homem decide dispensar todos os dançarinos e uma nova seleção é feita com jovens prodígios de todo o país. Os melhores são selecionados, mas existem apenas 12 vagas no time dos sonhos, então todos os selecionados são levados a um presídio abandonado e agora começa a batalha para provar que merecem um lugar na equipe. A cada semana um é dispensado e em caso de desrespeitar as regras impostas pelo treinador é expulsão imediata. Uma coreógrafa é chamada para ajudar os garotos e isso gera um certo rebuliço já que são jovens com os hormônios em ebulição, mas logo Stacy mostra que não está lá para brincadeiras. A equipe se desenvolve e fortalece, chegando à Batalha do Ano, mas será que estão preparados para serem os melhores do mundo?

A Batalha do Ano é um filme excepcional que mostra que sem lutar por seus sonhos você não chegará a lugar nenhum. Todos os jovens trazem a dor e a luta em seus corações, com as vidas ameaçadas por gangues e famílias despedaçadas, mas que mostram que o amor pela dança é bem maior do que as adversidades. Josh Holloway teve uma atuação brilhante como técnico dos garotos, mostrando a eles todas as suas batalhas internas como o luto e alcoolismo que quase destruíram sua vida, dar-lhe forças para mudar a vida dos dançarinos. Caity Lotz é uma das minhas atrizes favoritas e Stacy me conquistou logo em sua primeira aparição e como única mulher da produção, ela roubou a cena em todas as vezes que apareceu. Sem dúvidas é um filme maravilhoso e pretendo ver muitas vezes mais. 





Resenha: Tudo o que nunca contei - Celeste Ng

Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 304
Tradutor: Julia Sobral Campos

Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem.
Quem ou o que fez com que Lydia — uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone — fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície.
Conforme analisa e expõe os segredos da família Lee — os sonhos que deram lugar às decepções, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos —, Celeste Ng desenvolve um romance sobre as diversas formas com que pais, filhos e irmãos podem falhar em compreender uns aos outros e talvez até a si mesmos. Uma uma observação precisa e dolorosa do fardo que as expectativas da família representam e da necessidade de pertencimento. Um romance que explora isolamento, sucesso, questões de raça, gênero, família e identidade e permanece com o leitor bem depois de virada a última página.

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"Marilyn, sem saber que a filha mais nova está ouvindo com tanta atenção, tanto anseio, enxuga as lágrimas e devolve os diários à estante, fazendo uma promessa a si mesma. Vai descobrir o que aconteceu com Lydia. Vai descobrir quem é o responsável. Vai descobrir o que deu errado." Página 79


Tudo o que nunca contei é um dos lançamentos de janeiro da nossa parceira, Intrínseca, e é um livro que me chamou bastante atenção já que adoro leituras que envolvem mistérios familiares. Na obra escrita por Celeste Ng, o leitor é apresentado para a família Lee - cujos seus membros são deixados à margem na cidade em que moram por causa de sua descendência chinesa. Marilyn é uma dona de casa que teve todos os seus planos frustrados por causa de uma gravidez não planejada em que teve de deixar a faculdade e seus sonhos de se tornar uma médica de lado para cumprir com os deveres maternais. Por outro lado, James é um professor realizado em sua vida e que cuida da casa e dos filhos com zelo e na esperança de que as crianças sejam bem-sucedidas em tudo o que quiserem fazer.

Quando Lydia, a filha do meio, desaparece na calada da noite seus pais não entendem o que pode ter acontecido já que a filha é, segundo eles, uma garota normal, estudiosa e com vários amigos. Pouco depois de anunciar o desaparecimento da garota, ela é encontrada no fundo do rio que costumava ir quando criança, mas que nunca entrava porque tinha medo da água. Os pais começam a investigar com as amigas de Lydia seus últimos passos, porém descobrem o pior - que sua filha não tinha amigos e criou uma vida fantasiosa para mostrar à família o quanto era popular e entrosada com as pessoas da sua idade. É neste momento que a fundação do lar, até então perfeito, começa a ruir. Os irmãos de Lydia vivendo à sombra da irmã morta, o pai procurando afeto fora de casa e a mãe percebendo o quanto falhou com a própria filha ao fazer com que ela realizasse os sonhos que Marilyn fora obrigada a abandonar. 


"No instante seguinte, soube que aquilo não mudaria nada. Ainda sentia o chão instável sob seus pés. Até na ausência de Lydia, o mundo não se equilibraria. Ele, os pais e suas vidas girariam em torno da lacuna deixada por ela. Seriam sugados para o vácuo que ficaria em seu lugar." Página 156


Tudo o que nunca contei mostra de forma dolorosa o quanto uma morte pode afetar o sustentáculo de uma família já que todos começam a perceber o quanto a pessoa era diferente do que imaginavam, sejam pais, irmãos ou até mesmo amigos. A forma com que Lydia enganou a todos com relação à vida descomplicada que levava, sempre estudiosa e cercada de amigos foi algo que teve ligação ao seu fim. Os problemas começam vir à superfície e a família precisa encarar a morte da filha como sendo consequência dos seus atos, sendo assim - analisando de forma fria - os pais tiveram culpa no desaparecimento de Lydia, como já nos mostra a sinopse do livro.

Esta foi uma leitura difícil já que todos podem ver Lydia como um reflexo da sua adolescência, pois as inseguranças e desejos de um futuro brilhante devem ter atrapalhado o presente em determinado ponto da vida dos leitores. A narrativa de Celeste Ng explora conflitos familiares, romance e mistério envolvendo a vida dos Lee que só será explicado nas páginas finais, então paciência meu caro leitor. Mas não desista, este é um livro excelente.


A capa é simples e que remete aos diários da adolescente morta - que têm importância durante o desenrolar da história. A diagramação é também simples, mas cumpre seu papel, assim como a revisão bem-feita que ajudam a tornar a leitura fluida e intrigante para os leitores. O final é interessante - e me surpreendeu de certa forma, mas tornou a história ainda mais verossímil. Sem dúvidas uma boa leitura com a história bem estruturada, personagens intrigantes e um desfecho sem igual.


"Não pensou nem mesmo na expressão chocada e ansiosa de Nath quando descobrisse onde ela estivera. Ao olhar para o lago ali fora, ela não tinha como saber que dali a três meses estaria em seu fundo." Página 196