Resenha: A Deusa Cega - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #1)

Editora: Fundamento
Ano: 2013
Páginas: 344

O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro. Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas. Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.





Classificação:     




"Por meio dela, a família acreditava estar em contato com a realidade das pessoas comuns, e ela amava seu trabalho.
Ao mesmo tempo, tinha muito medo do que fazia. Começara a notar ultimamente que sua alma vinha sendo afetada pelo contato diário com os assassinatos, os estupros, os maus-tratos e as demais doses cotidianas de violência às quais ficava exposta. Tudo o que via e ouvia acabava colado à pele." Página 77




Finalmente li o primeiro livro da série Hanne Wilhelmsen, cujos livros 2 e 3 já foram resenhados no blog. A série policial de Anne Holt conta com volumes independentes e 4 deles já foram lançados no Brasil, pela Editora Fundamento

Em A Deusa Cega, somos apresentados à Hanne Wilhelmsen, uma policial de Oslo, extremamente dedicada e que conta com um instinto aguçado para desvendar os crimes aos quais é designada. Neste primeiro volume, em pouco tempo acontecem três fatos que aparentemente não têm ligação, mas aos poucos Hanne vai delineando o caso e percebe que estes crimes fazem parte de algo bem maior. 

Karen Borg é advogada e em uma corrida matinal acaba topando com um cadáver desfigurado, um homem norueguês coberto de sangue é encontrado caminhando sem rumo pela cidade e é o principal suspeito do crime, porém ele pede que Karen seja a sua advogada. Pouco depois um famoso advogado criminalista é assassinado, então Hanne, juntamente de Hakon Sand, começam a investigar os crimes e se eles têm uma ligação. 

Este é o típico livro policial em que as informações são apresentadas ao leitor em doses homeopáticas, dando a oportunidade de investigar junto com os personagens e, em muitas vezes, as informações apresentadas são contraditórias e fazem toda a investigação voltar à estaca zero. 

Com relação à edição, o livro é ótimo, a capa é bonita e combina com a capa de 1222, a diagramação é simples e os capítulos são divididos por datas para mostrar aos leitores o progresso da investigação com o passar do tempo, a revisão está boa e apesar de o livro ser um pouco maior do que os que já li da autora, a leitura é rápida e fluida. Como vocês já sabem, sou apaixonada por livros assim e a série Hanne Wilhelmsen me cativou desde o início e foi interessante ler este primeiro volume para compreender um pouco mais a personalidade da protagonista. Já iniciei a leitura de 1222, quarto livro lançado pela Fundamento e oitavo livro da série e estou ansiosa por mais histórias da protagonista. 




"Teria sido por tudo aquilo que sua intuição bloqueara sua suspeita mais lógica? Seu cérebro dizia que era ele, mas seu instinto policial, seu maldito instinto que tanto elogiavam, havia protestado." Página 300





Lançamentos da Intrínseca


Olá, leitores.

Confiram os lançamentos de junho da Intrínseca:




Tributo à tradição dos grandes romances americanos, o novo livro da vencedora do Prêmio Pulitzer acompanha Anna Kerrigan e Dexter Styles em um universo noir povoado por gangsteres, mergulhadores e banqueiros durante os tempestuosos anos 1940.

Com quase 12 anos, Anna acompanha o pai à casa de Styles, uma figura enigmática que pode ser crucial para a sobrevivência de sua família. Durante a visita, ela fica completamente hipnotizada pelo mar em volta da construção e pelo mistério que ronda a relação entre os dois homens.

Anos depois, o pai de Anna desaparece. Já adulta, ela se torna a primeira mulher mergulhadora e conserta os navios que vão ajudar o país durante a Segunda Guerra Mundial. É nesse cenário que, em uma noite de folga, reencontra Styles em uma boate. Certa de que ele pode ajudar a desvendar os segredos que envolvem a história do pai, Anna inicia uma relação tão improvável quanto perigosa. [+]




Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, após um acidente com o helicóptero em que está fazendo uma filmagem, passa a ser atormentado pela ideia de que existe nas montanhas ao redor uma força que não consegue entender e a que chama de A Besta.

Anos depois, em um passeio com a filha no Bletterbach — um desfiladeiro com toneladas de fósseis —, Jeremiah escuta uma conversa que lhe dá um novo foco na vida. Em 1985, três jovens foram mortos ali, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto.

Para solucionar o mistério, que marcou uma cidade inteira por décadas, Jeremiah mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante. [+





Buttercup é uma camponesa que se apaixona perdidamente por Westley, o jovem humilde que trabalha na fazenda do pai dela. Juntos, eles descobrem o amor verdadeiro, mas um trágico acidente envolvendo um navio pirata os separa.

Em poucos anos, Buttercup se torna a mulher mais bonita de todos os reinos e acaba sendo pedida em casamento pelo sádico príncipe Humperdinck. Mas nada, nem um poderoso príncipe amante da caça, é capaz de separar esse amor, e o destemido Westley volta para resgatar sua princesa que foi prometida a outro.

Em uma paródia aos épicos clássicos, William Goldman escreve um divertido romance com direito a tudo que o gênero tem a oferecer: piratas, duelo de esgrima, traições, tramas políticas da realeza e um romance apaixonante. Esta edição de luxo em capa dura traz os textos extras que William Goldman escreveu para as edições comemorativas de 25 e 30 anos da obra original — que misturam ficção e realidade e ajudam a compor o universo emblemático que transformou a obra em um fenômeno. [+]




Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada com Nick, um marido lindo e amoroso, aguardando o nascimento do primeiro filho rodeada pela linda família formada por sua irmã, a mãe atenciosa e a avó. Mas tudo parece ir por água abaixo quando ela acorda no chão da academia... dez anos depois!

Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem ela não gosta nem um pouco.

Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer. [+




Resenha: Eu nunca... - Sara Shepard

Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2014
Páginas: 288





Autora da bem-sucedida série Pretty Little Liars, Sara Shepard mostra que sabe mesmo prender a atenção dos adolescentes com histórias que mostram o lado obscuro de garotas bonitas e cheias de segredos. Segundo volume de sua outra série de sucesso, The Lying Game, Eu nunca... traz a jovem Emma Paxton vivendo sob a identidade de sua irmã gêmea morta. Mas quanto mais revira o passado de Sutton para descobrir quem a matou, mais a vida de Emma está em perigo. Afinal, todos a sua volta são suspeitos, nesta intrincada trama de mistério, intrigas, romance e reviravoltas.




Classificação:     




"Por um instante apenas, ela sentiu uma pontada de nostalgia por sua vida antiga, sua vida segura - algo que nunca imaginara sentir na época dos lares temporários. Havia chegado em Tucson imaginando que encontraria tudo o que sempre desejou: uma irmã, uma família para torná-la completa. Em vez disso, encontrou uma família que estava destruída e nem sabia, uma gêmea morta cuja vida parecia mais complicada a cada minuto e assassinos em potencial espreitando em todos os cantos." Página 18


Conheci The Lying Game em 2012 por causa da adaptação feita das obras, a série durou duas temporadas e na mesma época fiz a leitura do primeiro livro que ainda não tinha sido lançado no Brasil. A série foi cancelada e as obras ainda estavam na minha lista de desejados, então imaginem a felicidade que fiquei quando consegui a parceria com a Rocco que além de ser uma excelente editora, poderia solicitar o restante dos livros de The Lying Game e conhecer mais sobre Emma e Sutton. 

Eu nunca... é o segundo volume da série e neste livro já estamos mais adaptados com o que Emma está passando ao precisar viver com o segredo da irmã morta e se passar por ela para todos, a não ser Ethan, que descobriu   sua farsa desde o início. Durante a narração, a autora faz questão de incluir novos personagens e possíveis assassinos de Sutton, como as "Gêmeas do Twitter" que estudam na mesma escola e Thayer, irmão de uma das melhores amigas de Sutton, e que desapareceu pouco após a irmã de Emma. Apesar de ter certeza de que a irmã está morta, Emma ainda busca a identidade do assassino e os motivos pelos quais o fez, além de ter sangue frio de se passar pela irmã morta e convencê-la a ir para Tucson, para então coagir a garota a se passar pela gêmea recém descoberta. 

A história parece um tanto confusa da primeira vez que temos contato com a trama, porém é uma das minhas séries favoritas e o livro não deixa a desejar. De leitura rápida, a história dá algumas voltas e para a infelicidade dos leitores parece cada vez mais complicado descobrir o que realmente aconteceu com Sutton. As frases espirituosas que Sara Shepard incluiu como se fossem pensamentos de Sutton, já morta, são um ponto interessante da história e por algumas vezes dei boas gargalhadas com elas. Estou ansiosa para ler o volume seguinte, já que na série o Thayer era um dos personagens que mais chamavam a minha atenção e apesar de ser bastante mencionado em Eu nunca... acabou não aparecendo, para minha tristeza. 

A edição da Rocco está ótima - bem melhor do que a do meu primeiro volume - a capa segue o padrão da série, dando uma identidade visual para a coleção. Os capítulos são bem divididos e a leitura é fluida, a revisão e a diagramação estão ótimas. Não vejo a hora de receber o próximo volume, Duas verdades e uma mentira, e continuar a desvendar o que aconteceu com Sutton Mercer e por quanto tempo Emma terá que viver cercada de mentiras. 


"Pode acreditar, eu não tinha sido o tipo de garota que buscava o significado das coisas quando estava viva, não lia filosofia nem rezava para Buda ou seja o que for. Mas essa oportunidade com Emma, por mais assustadora que fosse, fazia com que me sentisse meio... abençoada. E também indigna. Eu claramente havia sido uma idiota em vida; por que estava recebendo essa dádiva especial? Ou será que isso acontecia com todo mundo depois da morte, ou pelo menos com aqueles que tinham assuntos inacabados?" Página 140 

Lançamentos da Rocco


Olá, leitores.

Confiram os lançamentos da nossa parceira: 






“Você prefere amar mais e sofrer mais, ou amar menos e sofrer menos? Para mim, esta é a única e verdadeira questão.” Com esta pergunta, o protagonista do novo romance de Julian Barnes, um dos maiores ficcionistas da atualidade, abre A única história, em que rememora o primeiro amor – e suas consequências ao longo de toda uma vida. Aos 19 anos, claro, Paul não sabia que o amor pode transformar uma vida para sempre, e mergulha de cabeça num conturbado relacionamento com Susan Macleod, uma mulher casada, mãe de duas filhas quase adultas, que ele conhece ao frequentar, durante as férias, o clube de tênis de um subúrbio de Londres. À medida que amadurece, porém, as demandas do amor tornam-se infinitamente maiores do que Paul poderia prever, até que o inesperado vira a história dos amantes pelo avesso e decisões dolorosas precisam ser tomadas. Ao tentar entender, mais de 50 anos depois, o que aconteceu com Susan e onde pode ter errado, o personagem de Barnes reflete sobre a potência do amor, o jovem que foi e o homem que se tornou. [+]







A britânica Sarah Waters é reconhecida por romances históricos que desafiam o olhar do leitor em relação ao passado e, não à toa, já lhe renderam três indicações ao Man Booker Prize, além de uma entrada na prestigiada lista dos melhores autores de língua inglesa da revista Granta. Os hóspedes, seu primeiro livro a alcançar o ranking dos mais vendidos do The New York Times, é ambientado na Inglaterra pós-Primeira Guerra, uma era de grandes desilusões e demanda por mudanças. Numa Londres em que a fome e o desemprego são realidade, uma empobrecida viúva e sua filha se veem obrigadas a alugar um quarto de sua outrora elegante casa em Camberwell para tentar sobreviver aos novos tempos. A chegada do jovem e moderno casal Barber, no entanto, transforma a vida das esnobes Sra. Wray e Frances de forma inesperada quando uma paixão devastadora surge, suscitando profundos questionamentos sobre os valores de uma época. [+]








Anne Rice encontra Dan Brown neste eletrizante thriller gótico que combina ciência, mitologia e religião. No épico desfecho da trilogia Ordem dos Sanguíneos, a jovem arqueóloga Erin Granger, o sargento Jordan Stone e o padre Rhun Korza tentam recuperar um tesouro perdido há milênios. Mas têm em seu encalço perigosas criaturas de habilidades sobrenaturais lideradas por um demônio chamado Legião, que já colocou as mãos no precioso Evangelho de Sangue, um livro escrito por ninguém menos que Jesus Cristo. Em sua eletrizante jornada ao redor do globo, eles vasculham as prateleiras empoeiradas dos arquivos do Vaticano e laboratórios medievais, até chegarem aos portões do próprio inferno, onde Erin precisará enfrentar a encarnação de seus maiores medos, antes que seja tarde demais. [+]






[Top Comentarista - Junho ]

Olá, leitores.


Em junho o prêmio para o top comentarista será o livro O QUE RESTOU, publicado pela Editora RoccoPara concorrer basta deixar um comentário nessa postagem e comentar nas postagens do blog. O sorteio será como o que foi realizado anteriormente, não será necessário comentar em todas as postagens, mas a cada comentário é uma chance a mais de ganhar.



Fique atento às regras:


  • Deixar um comentário nesta postagem com seu nome completo e e-mail para contato.
  • As postagens de promoções não serão válidas para o Top Comentarista.
  • Será contabilizado apenas um comentário por postagem.
  • O ganhador deverá ter endereço de entrega no Brasil.
  • A promoção é válida de 01/06/2018 a 30/06/2018 e os comentários deverão ser feitos até a data estipulada para o último dia da promoção e apenas em postagens publicadas entre estas datas. Lembrem-se de comentar algo RELEVANTE e que mostre que você leu a postagem.
  • O vencedor deverá responder o e-mail enviado pelo blog em até 4 dias. Caso não o faça, o sorteio será refeito. 
  • O prêmio será enviado pelo blog em até 45 dias contados a partir da resposta do vencedor. Em caso de atrasos o vencedor será informado.

[Resultado] Top comentarista de Maio

Olá, leitores.

Em maio contamos com 9 postagens válidas para o top comentarista: 



A postagem sorteada foi:
E o comentário sorteado foi: 

















Parabéns, Gislaine. Você ganhou o livro A MULHER NA JANELA, da Editora Arqueiro. Entrarei em contato por e-mail.
Agradeço a participação de todos os leitores e logo mais publico o top comentarista de junho. 

Resenha: O que restou - Alexandra Oliva


Editora: Rocco
Ano: 2018
Páginas: 320

Um reality show de sobrevivência numa floresta, doze competidores testando seus limites, uma catástrofe capaz de pôr em dúvida nossa percepção do real. Romance de estreia de Alexandra Olivos, O que restou é um inquietante suspense de toques pós-apocalípticos. Na trama, Zoo e mais 11 concorrentes enfrentam as provas de um reality show ambientado numa floresta hostil, quando seu país é destruído por uma catástrofe em larga escala. Isolados de tudo e de todos e alheios aos acontecimentos, será que eles serão capazes de distinguir a realidade do simulacro em que se enredaram? Em meio ao esgotamento físico e psicológico e a um cenário assustadoramente devastado, Zoo reflete sobre a vida que deixou para trás, questionando as regras do jogo para o qual se candidatou. E enquanto luta para não ser eliminada, percebe que o mundo por trás das câmeras pode ter mudado drasticamente, sem que ela tenha se dado conta.


Classificação:     


"Ela está apreensiva, mas a experiência lhe ensinou como agir nessas situações: respirar fundo e canalizar o medo para transformá-lo em motivação. Por qualquer critério ela é uma mulher excepcional, mas com exceção deste momento e de abundantes tomadas objetificadoras de seu físico, ela não vai ter muito tempo na tela. Quietinha demais, dirá o editor. Em suas entrevistas de qualificação ela foi mais desenvolta, pois não precisava se acalmar através da respiração nem controlar o medo. Mas até mesmo ela sabe que não entrou no elenco por sua personalidade." Página 163



O que restou é um livro que mostra o que as pessoas fazer para sobreviver, nesta obra 12 competidores de um reality show são deixados à mercê do tempo e dos animais em uma floresta, sendo constantemente monitorados e avaliados por meio de provas de sobrevivência e de estratégia. O livro é de autoria de Alexandra Oliva e lançado no Brasil pela Rocco, e acabei interessada na leitura justamente pela história lembrar Jogos Vorazes, além de gostar de leituras que mostram a capacidade humana de se adaptar às situações mais variadas.

O livro foca na personagem Zoo, uma das participantes do reality show que acabou se separando do grupo e segue sozinha até encontrar um garoto que começa a ajudar na busca por informações sobre a civilização. À medida que os dois chegam na cidade, Zoo percebe que não está mais no programa há algum tempo e é preciso focar em sobreviver ao que quer que esteja acontecendo.

Com o pensamento voltado para a sua sobrevivência e o retorno à sua antiga vida, Zoo parte com a companhia de Brennan e aos poucos começa a ter noção de que durante o tempo que passou na floresta, todo o país sofreu com uma catástrofe de grandes proporções e além de precisar sobreviver às adversidades do programa agora Zoo precisa sobreviver ao que está acontecendo e que já dizimou grande parte da população.



"Não importa o quê, vou seguir em frente. Vou romper sua linha de chegada, esteja onde estiver, e vou trazer comigo esse ser vivo cenográfico deles para que a minha vitória fique bem clara." Página 183



O que restou é uma leitura que mexe com qualquer um, pois o leitor pode se colocar no lugar dos personagens e pensar o que faria caso precisasse lutar por sua vida durante esse tempo exposto no reality show ou, como Zoo, após o programa e durante essa crise pela qual o país passava mesmo sem que ela tivesse noção na época. Esta não é uma leitura fácil e apesar do livro ser pequeno, demorei bem mais do que o normal porque quis apreciar cada capítulo e realmente me via como uma das personagens lutando por suas vidas. É bacana o contraponto que a autora fez entre a batalha pela vida no reality show, que apesar de tudo os competidores eram amparados e como isso se refletiu no instinto de sobrevivência de Zoo ao ser afastada de seus concorrentes. Brennan é uma boa adição à história e confesso que gostei mais dos capítulos em que o garoto aparecia porque apesar de tudo o que estava acontecendo, ele foi um porto seguro para Zoo. 

Com relação à edição, gostei bastante da capa que mostra aos leitores um pouquinho do que irão encontrar na história. Os capítulos são bem divididos e como já apresentei, alternam entre o reality show e a vida de Zoo após de distanciar de seus concorrentes, a diagramação é simples, mas bem feita, assim como a revisão que está ótima. Esta não é uma leitura fácil, mas tenho certeza de que todos os leitores que gostam de suspense irão se apaixonar por O que restou.  





"Algo dentro de mim se liberta, um desafogo quase prazeroso; não preciso mais explicar nada. Eu batalhei. Batalhei, lutei, me esforcei - e fracassei. Encontro paz nessa ideia, em fazer tudo o que poderia ter feito; em fracassar se, ter culpa nisso. Pelo menos eu não desisti." Página 256


Sextante completa 20 anos

Boa tarde, leitores.

A postagem de hoje é em homenagem aos 20 anos da Editora Sextante, parceira do blog. Em comemoração o pessoal da editora organizou um Ciclo de Palestras que se inicia dia 26/05, em São Paulo, com o autor Augusto Cury, porém infelizmente essa palestra já está esgotada.

Ainda no dia 26/05 às 15 horas haverá palestras com a Bruna Lombardi e Sri Prem Baba sobre o propósito e as escolhas para ser feliz, em seguida os palestrantes Daiana Garbin, Daniel Barros e Sophie Deram irão discursar sobre como ser feliz com seu corpo. 


No dia 27/05 haverá dois horários de palestra, às 11 horas e às 14 horas, e os assuntos destas irão ser voltados ao empreendedorismo e para a área financeira. 


Informações sobre ingressos, horários e palestrantes estão disponíveis no site do evento.




Resenha: O pior dos crimes - Rogério Pagnan

Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 336

A história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.



Classificação:    



O Pior dos Crimes é uma obra lançada pela Editora Record e de autoria do jornalista Rogério Pagnan, para marcar os dez anos do assassinato de Isabella Nardoni. Recebi o livro do GER por ação, ou seja, mandaram para todos os parceiros como forma de divulgação, mas mesmo que não tivesse recebido a obra estaria em minha lista de próximas leituras. Como sempre falo, adoro histórias policiais e de cunho investigativo, estou buscando seguir nessa carreira, então isso me motiva a procurar ler o máximo sobre investigação policial e pericial. 

Depois do caso Madeleine McCann (que usei como tema para meu TCC) a morte de Isabella Nardoni foi o crime que mais me deixou indignada, já que ambas foram negligenciadas por quem deveria protegê-las. E esse foi um dos pontos que mais me irritou durante a leitura de O Pior dos Crimes, já que o autor faz questão de dizer aos quatro ventos que as provas periciais e o inquérito estavam comprometidos e que o pai e a madrasta da garotinha foram condenados sem provas sólidas. 

O livro é bem construído de forma a situar o leitor na vida do pai de Isabella desde a infância, assim como a da mãe e da madrasta. Além de apresentar seus passos durante o fatídico 29 de março de 2008, segue com investigações, provas periciais e a condenação do casal. A narração de Rogério Pagnan é bastante informativa, mas totalmente parcial e  pelo que vi em resenhas não fui a única que achou que o autor estava querendo limpar a barra do casal. A obra é interessante para aqueles que acompanharam o desenrolar das investigações ou que têm interesse em seguir na carreira policial (como é o meu caso), porém para as pessoas que não estão familiarizadas com livros de cunho criminal pode ser um pouco chocante a naturalidade com que o autor trata a morte da garotinha e as provas forenses. 



" - O senhor quer mesmo dizer que acredita que uma pessoa entrou no apartamento, sem arrombar a porta, utilizando cópia de uma chave, que essa pessoa feriu sua filha na testa, provocou asfixia em sua filha, cortou a tela de proteção da janela, tendo antes aberto a janela do quarto, limpou o sangue de Isabella, recolheu os instrumentos utilizados para cortar a tela de proteção e saiu do apartamento, trancando a porta, tudo no tempo em que você permaneceu ausente?" Página 163