Resenha: 1222 - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #8)

Editora: Fundamento
Ano: 2013
Páginas: 303

A 1222 metros de altitude, um acidente de trem. Uma impiedosa nevasca. Um hotel centenário. E um assassinato! Uma ex-policial, tão astuta e brilhante quanto sarcástica e antissocial, é a única pessoa capaz de solucionar o mistério da morte de um dos 269 passageiros de um trem descarrilado. Isolados do resto do mundo por causa da neve, uma atmosfera de medo, hostilidade e desconfiança instala-se no hotel onde eles se refugiaram.

Mas Hanne não quer se envolver. Ela sabe que a verdade cobra um preço muito alto. Ao longo dos anos, sua busca por justiça lhe custou o amor de sua vida, sua carreira na polícia de Oslo e a própria mobilidade.

No entanto, encurralada por um assassino, encurralada pela pior nevasca da história, Hanne - e os outros passageiros - não tem saída.

Em uma situação extrema, as máscaras logo caem... E, nesse grupo, muitas pessoas não são o que parecem. Aliando sua capacidade de dedução a seu instinto, Hanne mergulha em um enigma difícil e surpreendente.


Classificação:      




"Tenho que admitir que parecia sem sentido arriscar a vida para resgatar sobreviventes que estavam seguros e aquecidos, confortavelmente instalados em um hotel charmoso. E não creio que o maquinista morto estivesse com alguma pressa em descer a montanha. Quanto à preocupação com os passageiros do misterioso vagão adicional, estavam eles seguramente instalados no alto e, sem a menor dúvida, no apartamento mais luxuoso da ala." Página 34



1222 é o oitavo volume da série Hanne Wilhelmsen, de autoria de Anne Holt e lançado pela Editora Fundamento. Dos quatro livros da série que foram lançados aqui, este é - de longe - o que mais gostei. Claro que por faltarem os volumes intermediários acabei perdendo muitas referências, porém nada que atrapalhe a leitura. 

Em 1222, Hanne não trabalha mais como investigadora da Polícia de Oslo por causa de um caso que terminou mal, deixando-a em uma cadeira de rodas há quatro anos. Agora ela está casada, tem uma filha pequena e está viajando para participar de um evento, porém na viagem de trem um acidente acontece e ela é obrigada, assim como a todos os passageiros do trem, serem levados ao Finse 1222, um hotel próximo de onde o trem estava. Apesar do descontentamento de todos, era a única solução viável, já que uma nevasca atingiu a área e os deixou isolados. O que Hanne não imaginava é que haveria um assassinato no hotel e como ex-policial, ela tentou ajudar em tudo o que podia para acalmar os 269 sobreviventes e os funcionários do hotel, já que por conta do tempo não teria como a polícia chegar ao local. 

Logo no primeiro dia, Hanne conhece um rapaz viajando desacompanhado e que fez questão de brigar com a primeira vítima, sendo assim Hanne acabou se aproximando dele para descobrir se de fato ele poderia ser um assassino. A ex-investigadora conta com a ajuda de um advogado, voluntário que resgatou os passageiros, a gerente do hotel e um médico que estava viajando para a mesma convenção que Hanne. Além desta investigação de assassinato, Hanne ainda tem que lidar com o boato de que pessoas importantes estavam viajando no trem em um vagão adicional, tornando ainda mais complicada a sua missão de manter todos os sobreviventes calmos para o resgate. 

Sou apaixonada por livros policiais. então gostei bastante das histórias criadas por Anne Holt e em 1222 o mistério é ainda maior do que nos volumes anteriores, já que o assassino é revelado nas últimas páginas. Hanne Wilhelmsen é uma personagem complexa e a cada livro conhecemos um pouco mais de sua vida e personalidade, já em 1222 somos apresentados para uma Hanne que luta contra o instinto de policial, pelo menos no início, mas que não pode deixar de lado a sua vocação mesmo que afastada de sua profissão, o que tornou a leitura ainda mais misteriosa. 

A edição está perfeita, a capa nos dá uma visão de como é o Finse 1222, além de lembrar bastante a capa do primeiro livro da série A Deusa Cega. A diagramação é bem trabalhada e a cada capítulo retoma a capa e nos dá uma descrição de como está o tempo na região em que os personagens estão. A revisão está boa e contribui para a fluidez da leitura, tornando a experiência ainda melhor. Sem dúvidas, este é um livro recomendado para todos que gostam de livros policiais e confesso que estou curiosa para ler os outros volumes da série e descobrir os outros crimes desvendados por Hanne Wilhelmsen.



"A mente humana tem a habilidade abençoada de bloquear as coisas com as quais não consegue lidar. Entretanto, o assassinato de Roar Hanson sinalizava uma mudança brutal do padrão da situação no Finse 1222, e eu tive a impressão de que os outros não percebiam o que tinha acontecido agora." Página 158


Resenha: A luz que perdemos - Jill Santopolo

Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272


Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.




Classificação:      



"Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante, teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer parte da história da minha vida," Página 21



A luz que perdemos foi lançado em 2018 pela Editora Arqueiro e é de autoria de Jill Santopolo. O livro nos apresenta um relacionamento iniciado em 11 de Setembro, dois jovens estavam na faculdade quando recebem a notícia do atentado e desde esse dia suas vidas estão ligadas, apesar de se afastarem diversas vezes. 

Lucy e Gabe se conheceram na manhã do atentado, milhares de vidas interrompidas fizeram com que ambos se entregassem ao momento e uma amizade se iniciou, porém neste mesmo dia Gabe volta com a ex-namorada e Lucy percebe que isso não teria futuro. Um ano depois de sua formatura, Lucy está comemorando seus 23 anos e reencontra Gabe, desta vez o relacionamento engata e os dois vão morar juntos até Gabriel decidir aceitar um trabalho como fotógrafo em zonas de conflito. Apesar de não concordar com a decisão, Lucy decide não abandonar sua carreira para acompanhar o namorado, então foca em sua carreira como roteirista e aos poucos sua vida segue sem Gabe. 

Aos poucos Lucy se restabelece e abre seu coração para Darren, casa-se e constrói uma família, porém Gabe continua sendo parte de sua história e constantemente aparece em seus pensamentos para lembrá-la do que poderiam ter caso o rapaz não tivesse aceitado o emprego. A luz que perdemos é uma história complexa, mas que nos mostra o quanto a vida muda à medida que amadurecemos, planos são postos de lado, trabalhos aparecem, pessoas partem e mesmo assim precisamos nos adaptar, continuar vivendo e aprendendo com as adversidades. 

A capa é linda, o que me fez solicitar o livro além da sinopse bem elaborada, a diagramação está boa e a revisão deixou passar alguns errinhos, mas nada que tire o foco da história maravilhosa. Quando solicitei a obra para a editora não imaginei o quanto ficaria abalada com a leitura, porque apesar de ter visto muitas pessoas comentando sobre o livro, pedi por impulso e me apaixonei pela história criada por Jill Santopolo. A leitura trás a tona um misto de emoções e o leitor torce para que tudo dê certo para Lucy, o desfecho é inesperado e faz com que o leitor se pergunte o quê faria no lugar da protagonista. Sem dúvidas, um livro excepcional. 




"Darren compreende tanta coisa em mim... Desde o início. Embora ele não consiga entender em absoluto minha ligação com você, mas não o culpo por isso." Página 115

Lançamentos da Rocco


Olá, leitores.


Confiram os lançamentos da nossa parceira, Editora Rocco:



Um dos principais nomes no concorrido segmento de literatura jovem atual, Marissa Meyer recria o passado da famosa Rainha de Copas, personagem do clássico Alice no País das Maravilhas, no aguardado lançamento Sem coração. Conhecida pela série Crônicas Lunares, na qual reconta tradicionais contos de fadas como Cinderela e Branca de Neve com uma abordagem futurista e inusitada, Marissa Meyer alcançou o topo da lista dos mais vendidos do The New York Times com Sem coração, e a preferência dos leitores com suas tramas de ritmo ágil e final surpreendente. A autora é um dos nomes confirmados para participar da 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 3 a 12 de agosto. 

Primeiro romance avulso da autora depois da bem-sucedida série Crônicas Lunares – Cinder, Scarlet, Cress, Winter e o spin-off Levana – Sem coração é a história da jovem de 17 anos que sonha em abrir uma confeitaria com sua melhor amiga e empregada, Mary Ann. Mas Catherine é de família nobre, e confeiteira é uma função exercida por meros plebeus. Para realizar seu sonho, Catherine tenta conquistar o rei, enviando para ele macarrons, tortas de limão e outras delícias. O que ela não previa era que o rei se apaixonasse por ela e a pedisse em casamento. E pior: numa das festas no palácio, ela conhece o Coringa, o novo bobo da corte, por quem se apaixona perdidamente. Nasce aí um amor proibido que marcará a vida de Catherine para sempre. 

Com uma narrativa cinematográfica, que revisita o universo de Lewis Carroll com personagens bem construídos e uma trama de ritmo frenético, Meyer oferece uma visão do País das Maravilhas diferente de qualquer outra já imaginada até aqui. Estão lá também Jest, o coringa, e a paixão da jovem confeiteira; o gato Cheshire, o fofoqueiro do Reino; e outros personagens do clássico de Lewis Carroll, revisitados por Marissa Meyer. 



Essa é uma história de amor. A história de Virgínia e Caio. De um encontro que aconteceu por acaso, em um show de rock, num bar de São Paulo, e de tudo de bom e ruim que ocorreu no meio, até que eles resolvessem apostar na relação e ficar juntos de verdade. O romance de um casal que nunca esteve pronto, que não se encontrou em um momento certo e ideal, mas que descobriu que a convivência é sempre mais importante do que o começo e os fins.

Virginia é fotógrafa, tem uma irmã gêmea com paralisia cerebral, uma família complicada, um passado cheio de histórias de amor fracassadas e um emprego do qual não sente nenhum orgulho. Caio é estiloso, está acostumado a fazer sucesso com as mulheres, acaba de se formar em publicidade e não sabe exatamente qual o caminho que quer seguir na vida. É um típico rapaz mimado, filho único, acostumado a viver às custas dos pais. 

A menina independente e forte e o rapaz mimado se encontram e sabem que estão vivendo algo especial, mas precisam decidir entre apostar no romance ou na carreira. Vão precisar também desenvolver a autoconfiança, para não perderem suas personalidades na rotina do dia a dia, entre as contas a pagar e os compromissos de trabalho. Um romance que vai fazer os adolescentes suspirarem e os adultos refletirem sobre as escolhas que fazem na vida.



Sem dizer uma só palavra, Newton Hidenori Ishii, agente de Polícia Federal, Classe Especial, se tornou um ícone na maior operação policial contra a corrupção no país. À frente das escoltas de algumas das primeiras prisões da Lava Jato, como as dos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, o servidor lotado em Curitiba – chefe da carceragem por onde passariam nomes como José Dirceu, Antonio Pallocci e Eduardo Cunha – começou a chamar a atenção da imprensa e do público pela fisionomia sempre circunspecta: nascia o icônico Japonês da Federal. As histórias por trás dos indefectíveis óculos escuros, entre elas revelações em primeira mão sobre o dia a dia atrás das grades de políticos e empresários, estão em O carcereiro – O Japonês da Federal e os presos da Lava Jato, livro do jornalista Luís Humberto Carrijo.

Em 2016, à frente da agência de comunicação que cuidava da assessoria de imprensa de uma entidade que representava os policiais federais, Carrijo intermediou e acompanhou uma entrevista de Newton ao repórter britânico Jonathan Watts, do jornal The Guardian. Ao longo da conversa, se deu conta de que, para além de um rosto emblemático da Lava Jato, o Japonês da Federal era um baú de revelações surpreendentes e testemunha viva de aspectos ainda inexplorados pela mídia. Depois disso, durante dois anos, Carrijo foi diversas vezes a Curitiba, produzindo o livro entre encontros com um entrevistado formal e evasivo diante do gravador – mas falante e sem papas na língua ao falar em off. [+]



Resenha: Ikigai - Héctor García, Francesc Miralles

Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 208

Descubra seu ikigai e encontre o propósito que vai guiar sua vida

Por que existem pessoas que sabem o que querem, enquanto outras definham na confusão? Segundo os japoneses, o segredo é encontrar seu ikigai, conceito que pode ser traduzido como razão para viver. Ter um ikigai claro e definido proporciona a satisfação e o propósito que justificam nossa existência, sendo, para muitos, também a chave da longevidade.

Em Ikigai: Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, os autores Francesc Miralles e Héctor García vão até Okinawa, a ilha japonesa de população centenária, e reúnem pela primeira vez em livro os hábitos e rotinas que mantém em dia a saúde da mente, do corpo e do espírito daquele povo. Um guia com informações claras e sucintas, além de listas, tabelas e ilustrações que colocam em suas mãos as ferramentas certas para entender e encontrar seu ikigai.


Classificação:      



"Para estar sempre ativo. inclusive quando não é necessário trabalhar, é preciso ter um ikigai no horizonte, um propósito que guie a pessoa ao longo de sua vida e a impulsione a criar beleza e utilidade para a comunidade e para si própria." Página 64


Ikigai - Os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz, foi lançado pela Editora Intrínseca e é de autoria de Héctor García e Franscesc Miralles. Confesso que quando recebi as informações do livro para divulgação do lançamento, achei interessante, porém optei por outras obras para a avaliação. Quando fui convidada para um evento das editoras Arqueiro, Sextante e Intrínseca, o livro foi apresentado e comecei a me interessar pela leitura e fiquei extremamente feliz quando a Helô avisou que este seria um dos brindes para os presentes, então não hesitei em começar a leitura, porém fui lendo um pouquinho por dia para absorver as informações e tentar utilizá-las em minha rotina.


Na obra os autores apresentaram várias formas de descobrir o seu Ikigai, exercícios para relaxamento, dicas dos centenários de cidades pequenas no Japão, além de muitas informações interessantes para aqueles que não conseguem lidar bem com a ansiedade e inseguranças da vida. Os capítulos são divididos de acordo com temas distintos como, por exemplo, a filosofia Ikigai, Os mestres da Longevidade, trabalho e dieta adotadas pelas pessoas que envelhecem com muita saúde - como é o caso de um senhor que dirigia até seus 100 anos -. Apesar de os autores fazerem um trabalho extremamente motivacional em Ikigai, o livro não é ruim de ler - como é o caso de alguns livros de autoajuda - as informações e dicas são simples e que podem vir fazer um bem imenso para a nossa rotina, além de serem mudanças que todos sabemos que são importantes, mas mesmo assim não adequamos às nossas necessidades. 


"Eles não apenas parecem alegremente ocupados, mas também percebemos que seguem os princípios para felicidade que Washington Burnap definiu há duzentos anos: grandes elementos essenciais para a felicidade nesta vida são algo para fazer, algo para amar e algo pelo que ter esperança". Página 124



Ikigai é um livro fácil e de leitura fluida, foi, sem dúvidas, uma surpresa. A edição está ótima, a diagramação está muito boa e o livro conta com tabelas e imagens para apresentar informações e exercícios para os leitores, dando uma melhor noção de como executá-los. A divisão de capítulos está ótima, assim como a revisão e todos os aspectos editoriais. 

Esta foi uma leitura muito importante para a fase da vida em que me encontro e pretendo, o mais rápido possível, começar a fazer o que foi apresentado no livro para melhorar a minha qualidade de vida. Leitura indicada para aqueles que, assim como eu, encontram-se em um momento de muita agitação e afazeres na vida, além de não ter um rumo definido e buscam novos horizontes. 



"Cedo ou tarde, todos teremos que enfrentar momentos difíceis, e a forma como lidamos com eles pode significar uma grande diferença em nossa qualidade de vida. Treinar a mente, o corpo e nosso estado emocional resiliente é fundamental para enfrentarmos os contratempos da vida." Página 175


Resenha: Asiáticos Podres de Ricos - Kevin Kwan

Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 490

Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.


Classificação:      



"- Pare com isso, mãe. Estou de saco cheio desse preconceito ridículo que você e os seus amigos têm contra os chineses do continente. Somos todos chineses. Só porque algumas pessoas precisam trabalhar para ganhar dinheiro não significa que sejam inferiores a você." Página 404


Asiáticos Podres de Ricos é de autoria de Kevin Kwan e lançado em 2018 pela Editora Record, recebi o livro por causa do Clube VIB - antes do lançamento - porém me enrolei com a leitura e terminei na semana passada. Confesso que quando recebi a obra não tive muito interesse na leitura até conferir o trailer da adaptação do livro e fiquei apaixonada, então iniciei a leitura, porém com o tempo curto acabei demorando bem mais do que imaginava já que o livro é um pouco maior dos que tenho costume de ler. 

Nesta leitura somos apresentados a Nicholas Young e Rachel Chu, um casal que vive em Nova York e está junto há algum tempo, mas sem planos de casamento. Quando o melhor amigo de Nick o convida para ser padrinho de seu casamento, Nick é obrigado a revelar para Rachel parte da sua vida em Cingapura. A mulher viaja sem conhecer nada sobre a família do namorado, a não ser Astrid (prima de Nick) e logo é jogada em um mundo totalmente diferente do que esperava. A família de Nick é podre de rica e os pais de Nick acreditam que ela não é a moça certa para o filho, então Rachel é obrigada a conviver com a família, amigos e pretendentes do namorado, que ainda não aceitam ter "perdido" Nick para Rachel. 

Esta é uma história extremamente divertida, os protagonistas são bem construídos, assim como todos os outros personagens, os locais são bem descritos e a cultura Cingapuriana é esmiuçada para os leitores, dando a oportunidade de extrair o máximo da obra. Rachel é uma protagonista forte e independente que se sente pisando em ovos com a família do namorado e neste tempo uma série de dúvidas e inseguranças fazem com que ela questione o que está sentindo e se isso é o suficiente para passar pelas provações que a família do namorado a está sujeitando. Com a leitura fiquei ainda mais animada para conferir a adaptação e não vejo a hora que o filme estreie. Sobre a edição não posso avaliar muito já que foi enviado para os parceiros a edição de prova, mas não tenho reclamações já que a obra estava em perfeitas condições para a leitura e acredito que a editora não tenha mudado muito na versão final. 




"- Não, principalmente agora, que tenho uma compreensão maior da sua família. Só queria ter certeza de que você é a mesma pessoa por quem eu me apaixonei em Nova York, só isso.
- E eu sou?
- Ah, agora que eu sei que você é cheio da grana ficou ainda mais bonito." Página 419


Resenha: A Deusa Cega - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #1)

Editora: Fundamento
Ano: 2013
Páginas: 344

O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro. Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas. Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.





Classificação:     




"Por meio dela, a família acreditava estar em contato com a realidade das pessoas comuns, e ela amava seu trabalho.
Ao mesmo tempo, tinha muito medo do que fazia. Começara a notar ultimamente que sua alma vinha sendo afetada pelo contato diário com os assassinatos, os estupros, os maus-tratos e as demais doses cotidianas de violência às quais ficava exposta. Tudo o que via e ouvia acabava colado à pele." Página 77




Finalmente li o primeiro livro da série Hanne Wilhelmsen, cujos livros 2 e 3 já foram resenhados no blog. A série policial de Anne Holt conta com volumes independentes e 4 deles já foram lançados no Brasil, pela Editora Fundamento

Em A Deusa Cega, somos apresentados à Hanne Wilhelmsen, uma policial de Oslo, extremamente dedicada e que conta com um instinto aguçado para desvendar os crimes aos quais é designada. Neste primeiro volume, em pouco tempo acontecem três fatos que aparentemente não têm ligação, mas aos poucos Hanne vai delineando o caso e percebe que estes crimes fazem parte de algo bem maior. 

Karen Borg é advogada e em uma corrida matinal acaba topando com um cadáver desfigurado, um homem norueguês coberto de sangue é encontrado caminhando sem rumo pela cidade e é o principal suspeito do crime, porém ele pede que Karen seja a sua advogada. Pouco depois um famoso advogado criminalista é assassinado, então Hanne, juntamente de Hakon Sand, começam a investigar os crimes e se eles têm uma ligação. 

Este é o típico livro policial em que as informações são apresentadas ao leitor em doses homeopáticas, dando a oportunidade de investigar junto com os personagens e, em muitas vezes, as informações apresentadas são contraditórias e fazem toda a investigação voltar à estaca zero. 

Com relação à edição, o livro é ótimo, a capa é bonita e combina com a capa de 1222, a diagramação é simples e os capítulos são divididos por datas para mostrar aos leitores o progresso da investigação com o passar do tempo, a revisão está boa e apesar de o livro ser um pouco maior do que os que já li da autora, a leitura é rápida e fluida. Como vocês já sabem, sou apaixonada por livros assim e a série Hanne Wilhelmsen me cativou desde o início e foi interessante ler este primeiro volume para compreender um pouco mais a personalidade da protagonista. Já iniciei a leitura de 1222, quarto livro lançado pela Fundamento e oitavo livro da série e estou ansiosa por mais histórias da protagonista. 




"Teria sido por tudo aquilo que sua intuição bloqueara sua suspeita mais lógica? Seu cérebro dizia que era ele, mas seu instinto policial, seu maldito instinto que tanto elogiavam, havia protestado." Página 300





Lançamentos da Intrínseca


Olá, leitores.

Confiram os lançamentos de junho da Intrínseca:




Tributo à tradição dos grandes romances americanos, o novo livro da vencedora do Prêmio Pulitzer acompanha Anna Kerrigan e Dexter Styles em um universo noir povoado por gangsteres, mergulhadores e banqueiros durante os tempestuosos anos 1940.

Com quase 12 anos, Anna acompanha o pai à casa de Styles, uma figura enigmática que pode ser crucial para a sobrevivência de sua família. Durante a visita, ela fica completamente hipnotizada pelo mar em volta da construção e pelo mistério que ronda a relação entre os dois homens.

Anos depois, o pai de Anna desaparece. Já adulta, ela se torna a primeira mulher mergulhadora e conserta os navios que vão ajudar o país durante a Segunda Guerra Mundial. É nesse cenário que, em uma noite de folga, reencontra Styles em uma boate. Certa de que ele pode ajudar a desvendar os segredos que envolvem a história do pai, Anna inicia uma relação tão improvável quanto perigosa. [+]




Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, após um acidente com o helicóptero em que está fazendo uma filmagem, passa a ser atormentado pela ideia de que existe nas montanhas ao redor uma força que não consegue entender e a que chama de A Besta.

Anos depois, em um passeio com a filha no Bletterbach — um desfiladeiro com toneladas de fósseis —, Jeremiah escuta uma conversa que lhe dá um novo foco na vida. Em 1985, três jovens foram mortos ali, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto.

Para solucionar o mistério, que marcou uma cidade inteira por décadas, Jeremiah mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante. [+





Buttercup é uma camponesa que se apaixona perdidamente por Westley, o jovem humilde que trabalha na fazenda do pai dela. Juntos, eles descobrem o amor verdadeiro, mas um trágico acidente envolvendo um navio pirata os separa.

Em poucos anos, Buttercup se torna a mulher mais bonita de todos os reinos e acaba sendo pedida em casamento pelo sádico príncipe Humperdinck. Mas nada, nem um poderoso príncipe amante da caça, é capaz de separar esse amor, e o destemido Westley volta para resgatar sua princesa que foi prometida a outro.

Em uma paródia aos épicos clássicos, William Goldman escreve um divertido romance com direito a tudo que o gênero tem a oferecer: piratas, duelo de esgrima, traições, tramas políticas da realeza e um romance apaixonante. Esta edição de luxo em capa dura traz os textos extras que William Goldman escreveu para as edições comemorativas de 25 e 30 anos da obra original — que misturam ficção e realidade e ajudam a compor o universo emblemático que transformou a obra em um fenômeno. [+]




Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada com Nick, um marido lindo e amoroso, aguardando o nascimento do primeiro filho rodeada pela linda família formada por sua irmã, a mãe atenciosa e a avó. Mas tudo parece ir por água abaixo quando ela acorda no chão da academia... dez anos depois!

Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem ela não gosta nem um pouco.

Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer. [+




Resenha: Eu nunca... - Sara Shepard

Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2014
Páginas: 288





Autora da bem-sucedida série Pretty Little Liars, Sara Shepard mostra que sabe mesmo prender a atenção dos adolescentes com histórias que mostram o lado obscuro de garotas bonitas e cheias de segredos. Segundo volume de sua outra série de sucesso, The Lying Game, Eu nunca... traz a jovem Emma Paxton vivendo sob a identidade de sua irmã gêmea morta. Mas quanto mais revira o passado de Sutton para descobrir quem a matou, mais a vida de Emma está em perigo. Afinal, todos a sua volta são suspeitos, nesta intrincada trama de mistério, intrigas, romance e reviravoltas.




Classificação:     




"Por um instante apenas, ela sentiu uma pontada de nostalgia por sua vida antiga, sua vida segura - algo que nunca imaginara sentir na época dos lares temporários. Havia chegado em Tucson imaginando que encontraria tudo o que sempre desejou: uma irmã, uma família para torná-la completa. Em vez disso, encontrou uma família que estava destruída e nem sabia, uma gêmea morta cuja vida parecia mais complicada a cada minuto e assassinos em potencial espreitando em todos os cantos." Página 18


Conheci The Lying Game em 2012 por causa da adaptação feita das obras, a série durou duas temporadas e na mesma época fiz a leitura do primeiro livro que ainda não tinha sido lançado no Brasil. A série foi cancelada e as obras ainda estavam na minha lista de desejados, então imaginem a felicidade que fiquei quando consegui a parceria com a Rocco que além de ser uma excelente editora, poderia solicitar o restante dos livros de The Lying Game e conhecer mais sobre Emma e Sutton. 

Eu nunca... é o segundo volume da série e neste livro já estamos mais adaptados com o que Emma está passando ao precisar viver com o segredo da irmã morta e se passar por ela para todos, a não ser Ethan, que descobriu   sua farsa desde o início. Durante a narração, a autora faz questão de incluir novos personagens e possíveis assassinos de Sutton, como as "Gêmeas do Twitter" que estudam na mesma escola e Thayer, irmão de uma das melhores amigas de Sutton, e que desapareceu pouco após a irmã de Emma. Apesar de ter certeza de que a irmã está morta, Emma ainda busca a identidade do assassino e os motivos pelos quais o fez, além de ter sangue frio de se passar pela irmã morta e convencê-la a ir para Tucson, para então coagir a garota a se passar pela gêmea recém descoberta. 

A história parece um tanto confusa da primeira vez que temos contato com a trama, porém é uma das minhas séries favoritas e o livro não deixa a desejar. De leitura rápida, a história dá algumas voltas e para a infelicidade dos leitores parece cada vez mais complicado descobrir o que realmente aconteceu com Sutton. As frases espirituosas que Sara Shepard incluiu como se fossem pensamentos de Sutton, já morta, são um ponto interessante da história e por algumas vezes dei boas gargalhadas com elas. Estou ansiosa para ler o volume seguinte, já que na série o Thayer era um dos personagens que mais chamavam a minha atenção e apesar de ser bastante mencionado em Eu nunca... acabou não aparecendo, para minha tristeza. 

A edição da Rocco está ótima - bem melhor do que a do meu primeiro volume - a capa segue o padrão da série, dando uma identidade visual para a coleção. Os capítulos são bem divididos e a leitura é fluida, a revisão e a diagramação estão ótimas. Não vejo a hora de receber o próximo volume, Duas verdades e uma mentira, e continuar a desvendar o que aconteceu com Sutton Mercer e por quanto tempo Emma terá que viver cercada de mentiras. 


"Pode acreditar, eu não tinha sido o tipo de garota que buscava o significado das coisas quando estava viva, não lia filosofia nem rezava para Buda ou seja o que for. Mas essa oportunidade com Emma, por mais assustadora que fosse, fazia com que me sentisse meio... abençoada. E também indigna. Eu claramente havia sido uma idiota em vida; por que estava recebendo essa dádiva especial? Ou será que isso acontecia com todo mundo depois da morte, ou pelo menos com aqueles que tinham assuntos inacabados?" Página 140 

Lançamentos da Rocco


Olá, leitores.

Confiram os lançamentos da nossa parceira: 






“Você prefere amar mais e sofrer mais, ou amar menos e sofrer menos? Para mim, esta é a única e verdadeira questão.” Com esta pergunta, o protagonista do novo romance de Julian Barnes, um dos maiores ficcionistas da atualidade, abre A única história, em que rememora o primeiro amor – e suas consequências ao longo de toda uma vida. Aos 19 anos, claro, Paul não sabia que o amor pode transformar uma vida para sempre, e mergulha de cabeça num conturbado relacionamento com Susan Macleod, uma mulher casada, mãe de duas filhas quase adultas, que ele conhece ao frequentar, durante as férias, o clube de tênis de um subúrbio de Londres. À medida que amadurece, porém, as demandas do amor tornam-se infinitamente maiores do que Paul poderia prever, até que o inesperado vira a história dos amantes pelo avesso e decisões dolorosas precisam ser tomadas. Ao tentar entender, mais de 50 anos depois, o que aconteceu com Susan e onde pode ter errado, o personagem de Barnes reflete sobre a potência do amor, o jovem que foi e o homem que se tornou. [+]







A britânica Sarah Waters é reconhecida por romances históricos que desafiam o olhar do leitor em relação ao passado e, não à toa, já lhe renderam três indicações ao Man Booker Prize, além de uma entrada na prestigiada lista dos melhores autores de língua inglesa da revista Granta. Os hóspedes, seu primeiro livro a alcançar o ranking dos mais vendidos do The New York Times, é ambientado na Inglaterra pós-Primeira Guerra, uma era de grandes desilusões e demanda por mudanças. Numa Londres em que a fome e o desemprego são realidade, uma empobrecida viúva e sua filha se veem obrigadas a alugar um quarto de sua outrora elegante casa em Camberwell para tentar sobreviver aos novos tempos. A chegada do jovem e moderno casal Barber, no entanto, transforma a vida das esnobes Sra. Wray e Frances de forma inesperada quando uma paixão devastadora surge, suscitando profundos questionamentos sobre os valores de uma época. [+]








Anne Rice encontra Dan Brown neste eletrizante thriller gótico que combina ciência, mitologia e religião. No épico desfecho da trilogia Ordem dos Sanguíneos, a jovem arqueóloga Erin Granger, o sargento Jordan Stone e o padre Rhun Korza tentam recuperar um tesouro perdido há milênios. Mas têm em seu encalço perigosas criaturas de habilidades sobrenaturais lideradas por um demônio chamado Legião, que já colocou as mãos no precioso Evangelho de Sangue, um livro escrito por ninguém menos que Jesus Cristo. Em sua eletrizante jornada ao redor do globo, eles vasculham as prateleiras empoeiradas dos arquivos do Vaticano e laboratórios medievais, até chegarem aos portões do próprio inferno, onde Erin precisará enfrentar a encarnação de seus maiores medos, antes que seja tarde demais. [+]