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13 setembro 2012

Resenha: Aqueles que nos salvaram - Jenna Blum

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Gênero: Romance
Editora: Casa da Palavra
Autor: Jenna Blum
Ano: 2011
Número de páginas: 390

Sinopse: Uma história que ultrapassou todas as barreiras e preconceitos religiosos e ideológicos em nome do amor. Aqueles que nos salvaram conta a história de Anna, uma jovem de 18 anos com um futuro promissor aos olhos do pai, um simpatizante nazista: casar-se e ter filhos com um oficial alemão. Ao se apaixonar por um médico judeu, no entanto, sua vida muda completamente. Revelando uma história de paixão e amor condenado, um retrato sobre a vida durante a guerra e um impressionante drama da relação mãe e filha, o livro explora profundamente aquilo que escolhemos suportar ou resistir para sobreviver e o legado da culpa. O romance, narrado de forma envolvente pela autora, Jenna Blum, permaneceu na lista dos mais vendidos do New York Times durante um ano.

Classificação:     


Anna se inclina para frente e estapeia Trudy no rosto com toda a sua força.  Trudy, estarrecida, se esforça para recuperar o fôlego. Mas, antes que consiga, Anna se aproxima e a pega pelo queixo, forçando Trudy a olhá-la, como fazia quando ela era criança.
- Como se atreve a dizer tal coisa? – Diz Anna – Agora, você vai me ouvir. Eu vou lhe dizer uma vez, e uma vez apenas: eu fiz por você, Trudy. Qualquer coisa que sempre fiz, foi tudo por você. (Capítulo 45 - Página 291)


   Aqueles que nos salvaram, publicado pela editora Casa da Palavra e escrito por Jenna Blum. Começo falando sobre a capa – que se adéqua totalmente a narração – além de muito bonita, ela nos mostra Trudy ainda pequena em um trilho de trem, sozinha. O que aconteceria se Anna tivesse aceitado a proposta do oficial Obersturmführer Horst de fugir com ele e deixar a menina aos cuidados de outras pessoas.

   O livro é dividido em 62 capítulos que não são colocados em ordem cronológica, estes são divididos em passado e presente. O primeiro começa no ano de 1940, quando Anna conhece o médico Judeu com quem tem uma relação e desta Trudy é concebida. Já no futuro, Trudy é doutora em história. Anna acaba de perder o marido e a filha não quer que ela vá morar com ela, então procura colocá-la em um asilo, porém não têm vagas o que a obriga a filha a levar Anna para morar em sua casa.

   De fácil leitura, o livro faz uma amarração impressionante entre o passado e o presente destas duas mulheres. Os capítulos se conectam sem que a narrativa se perca ou possa ser mal compreendida. Anna procura esquecer o passado, já Trudy busca com todas as suas forças entender o que aconteceu durante sua infância. Por conta desta vontade de compreender o que se passou com sua mãe durante os anos de guerra e entender os sonhos freqüentes com um oficial da ss, Trudy ajuda sua amiga Ruth e fazer entrevistas com pessoas que viveram durante esse período de conflito – alemães e judeus- e apenas ao final do livro ela descobre todos os sacrifícios que sua mãe teve de fazer para poupar as suas vidas ( mesmo estes não tendo sido confirmados por Anna). As cenas de violência não são fáceis, por várias vezes eu me imaginei no lugar de Anna. Tendo que sofrer todas as humilhações e abusos pelos quais ela passou para que sua filha não fosse morta. Eu recomendo esse livro e posso dizer que é um dos melhores livros que eu já li.


* Resenha de minha autoria que já foi publicada em outro blog literário (com meu consentimento)  e agora reproduzida no La Vie Est Ailleurs. - Rafa

2 comentários:

  1. Eu achei o livro bem interessante,a começar pela capa,após ler a sinopse e resenha fiquei com vontade de ler.
    Abraço!

    Bruno
    http://oexploradorcultural.blogspot.com

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  2. Que capa linda é essa? :O
    Me apaixonei, simples assim, HSUAHUS.
    Principalmente depois de saber que é um dos melhors livros que já leu, haha, quero muito ♥
    beeijo!

    ResponderExcluir

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