Por dentro da tela: Tormentos

Hoje apresento um dos meus filmes preferidos, Tormentos. Lembro que assisti por acaso porque sempre passava na HBO e um dia resolvi dar o benefício da dúvida e acabei me apaixonando por ele (sou meio fanática pela Claire Forlani rs). Fui procurar informações e vi que era baseado em um livro da Nora Roberts, na época eu estava com uns 16 anos e não tinha lido nenhum material dela. Confesso que na época o número de páginas da publicação me apavorou, mas resolvi ler e não me arrependo. A leitura foi fácil e a narrativa, apesar de pesada por ter conteúdos de violência, foi bem tranquila de ler.  Lembro que fiquei feito louca indo todos os dias na livraria e nunca achava o livro em questão, até que achei e fiz a loucura de pagar 70 reais nele... cheguei em casa e minha mãe queria me deserdar haha. Enfim, vamos aos dados do filme:


 Duração de 1h35min 
 Dirigido por Stephen Tolkin 
 Com:Claire Forlani, Jacqueline Bisset
 Gênero Drama, Romance

SINOPSE: Progress, Carolina do Norte. Desde garota Tory Bodeen (Claire Forlani) tinha poderes paranormais. Ela conseguia sentir que algo aconteceria e disse para sua melhor amiga, Hope Lavelle (Shae Keebler), que alguém as observava enquanto nadavam no rio. Elas combinam voltar à noite no rio mas, por algo sem importância, Tory é espancada pelo pai, perde a hora e apenas consegue "ver" Hope sendo morta. Era 23 de agosto de 1989. Logo após o enterro, Tory e sua família deixam a cidade. Após 18 anos ela retorna, disposta a ter uma loja em Progress. Entretanto o clima é hostil, principalmente pelo comportamento de Faith Lavelle (Josie Davis), a gêmea de Hope, e por Margaret Lavelle (Jaqueline Bisset), a mãe de Faith, que é muito rica e oferece uma boa quantia para que Tory deixar a cidade. Ela recusa e, para piorar, descobre que a morte de Hope foi só o 1º homicídio de uma série, que sempre acontecia em 23 de agosto. 



Autora: Nora Roberts
Título Original: Carolina Moon
Ano: 2002
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 546 

SINOPSE: Tory Bodeen é uma mulher que foi massacrada no corpo e no espírito, mas que nunca perdeu a esperança. Tory foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferro e cinto de couro, e onde seus talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga que sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. Porém Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Passados 18 anos, Tory retorna a sua cidade natal decidida a encontrar paz, mas viver tão próxima das lembranças infelizes será mais difícil e assustador do que ela poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto.


Agora vou deixar alguns trechos do livro em questão, são os meus preferidos... quando li tive que passar para o computador para não perdê-los. Não me recordo as páginas ou capítulos em que eles estão, mas vale a pena conferir...


  Acordou no corpo de uma amiga morta. Tinha oito anos, era alta para a idade, frágil de ossos, delicada de feições. O cabelo era da cor do milho sedoso, e caía-lhe pelas costas estreitas, embelezando-as. A mãe adorava escová-lo todas as noites, cem vezes, com a escova de prata de cerdas suaves que estava sobre a graciosa cômoda de madeira de cerejeira.
    O corpo da criança recordava-se, sentia cada passagem demorada da escova fazendo-a imaginar-se um gato a ser escovado. Lembrava-se de como a luz incidia obliquamente nas caixinhas e nas garrafas de cristal e cobalto, e batia na escova de prata que reluzia sobre o cabelo.
Lembrava-se do cheiro do quarto, sentia-o naquele momento. Gardênia. Sempre gardênia para a mamãe.
   E no espelho, à luz da luminária, conseguia ver a palidez oval do seu rosto, tão  jovem, tão bonito, com aqueles olhos azuis e profundos e a pele suave. Tão vivo.
   Chamava-se  Hope. 


  Não a ouvi sair de casa. Podia ter olhado pela janela e tê-la visto. Mas não. Fiquei enrolada no escuro, até que adormeci.  
E enquanto eu dormia ela morreu.
  Ao contrário do que se diz dos gêmeos, não senti quebrasse nenhum elo entre nós. Não tive qualquer premonição ou sonho sobre qualquer coisa má que fosse acontecer. Não senti a dor nem o medo dela. Dormi simplesmente, como acho que a maioria das crianças dorme, profunda e descansadamente, enquanto a pessoa que compartilhou comigo o útero e o nascimento morria, sozinha.
Foi a Tory que sentiu essa quebra, essa dor e esse medo.    
  Naquela altura não acreditei, optei por não acreditar. A Hope era minha irmã e não dela, e como se atrevia ela a ser uma parte tão íntima do que era meu? Como muitos outros, preferi acreditar que a Tory tinha estado no pântano, naquela noite, e que tinha fugido e deixado a Hope enfrentar o terror sozinha. (FAITH)


  A sua melhor amiga, a sua irmã do coração.Morrera naquela noite, no pântano, enquanto ela estava trancada no quarto, a soluçar depois da última surra que levara.
   E ela soubera. E vira. E não pudera fazer nada.
   A culpa assolou-a, fresca como dezoito anos antes.
   - Não posso ajudar-te - repetiu. - Mas vou voltar.
   Tínhamos oito anos, naquele verão. Naquele verão distante, em que nos parecia que os dias intensos e abafados iriam durar para sempre. Foi um verão de inocência e de imprudência, e de amizade, o tipo de mistura capaz de formar uma bela redoma de vidro à volta do nosso mundo. Uma noite mudou tudo isso. Desde então, nada voltou a ser o mesmo para mim. Como poderia ser o mesmo! (TORY)


3 comentários:

  1. Nunca assisti, mas parece ser interessante. Vou procurar! ueheuhe
    beijos

    Marina Alessandra do blog Pelos Dezoito
    @mariinaale

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  2. O livro eu conheço, mas não li. Já o filme eu nunca ouvi falar, mas parece bem legal... gostei.

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  3. O filme parece muito bom!^^ Querooo ver. O nome é bem sugestivo.
    Beijos!
    Paloma Viricio-Jornalismo na Alma

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