Resenha: As Sete Irmãs - Lucinda Riley

Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 480

Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes.

Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.

Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.

Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.


Classificação:         



"A verdade é que eu tinha mais medo do que qualquer uma delas. Enquanto todas as minhas irmãs tinham criado asas e deixado  o ninho, eu havia ficado, escondendo-me por trás da necessidade da minha presença quando Pa começou a envelhecer. Isso além da desculpa de que combinava perfeitamente com a carreira que eu escolhera, que era bastante solitária." Página 28




Lançado em 2016 pela Editora Arqueiro, As Sete Irmãs, inicia a série homônima e neste primeiro volume nos apresenta a história de Maia D’Aplièse, a primeira criança adotada por Pa Salt, um milionário cuja vida foi devotada a encontrar meninas pelo mundo e adotá-las, dando-lhes o nome segundo as Plêiades, a constelação das sete irmãs.  Apesar das Plêiades contarem com sete estrelas, em sua busca pelo mundo Pa Salt conseguiu encontrar apenas seis garotas: Maia, Ally, Estrela, Ceci, Tiggy e Electa, Mérope - a última irmã - nunca chegou à Atlantis. 

Maia é a única das irmãs que ainda vive no local em que foi criada e apesar de nunca deixar sua casa às margens do lago Léman, na Suíça, Pa Salt convence a filha mais velha a visitar uma amiga e pouco depois Maia recebe a notícia de que o pai morreu repentinamente. Ao voltar para casa e a babá, Ma, contatar todas as irmãs, o advogado da família informa às garotas de que Pa Salt deixou uma carta para cada uma delas com uma pista de como encontrarem suas famílias biológicas caso seja do interesse das filhas. Quando recebe a ligação de um ex-namorado, Maia decide partir para o Brasil e descobrir mais sobre sua origem, porém isso não é fácil já que Pa Salt deixou uma pista da época em que o Cristo Redentor estava sendo construído. 

Por ser uma excelente tradutora, Maia tem o contato de Floriano - um autor cujo livro estava sendo traduzido por Maia - e o homem se dispõe a ajudá-la a investigar a história da família que há séculos vive na Casa das Orquídeas e que segundo Pa Salt, faz parte da origem da filha mais velha. Embarcando nesta busca pela sua origem, Maia é apresentada à Izabela Bonifácio por meio de cartas enviadas a sua melhor amiga, Loen, assim como tudo o que aconteceu após as decisões que tomou durante a sua breve vida. 


"Deitada na areia quente, eu me perguntava se minha relutância tinha a ver com o fato de cada passo me levar mais perto da verdade sobre meus verdadeiros pais. Eu não tinha ideia se eles estavam vivos ou mortos, ou, na verdade por que Pa Salt me dera uma pista que me levara tão mais distante no passado do que logicamente eu precisaria ir." Página 245


As Sete Irmãs é um livro relativamente grande, porém a narração de Lucinda Riley é extremamente fluida e cativante, motivos pelos quais terminei a leitura em apenas três dias. A história de Maia é emocionante, sua busca por respostas desde o seu nascimento até os motivos porque Pa Salt adotara meninas pelo mundo são bem fundamentadas e acabei engatando a leitura do segundo livro, A irmã da tempestade, assim que concluí a leitura deste. 

Quando a editora divulgou o lançamento do quarto livro da série, A irmã da pérola, os parceiros falaram muito e acabei solicitando As Sete Irmãs para conhecer a série e foi a melhor escolha que fiz porque este está entre os melhores livros que já tive a oportunidade de ler. Maia é uma personagem cativante, assim como sua bisavó Izabela, é interessante ver como as decisões tomadas por uma pessoa podem afetar gerações. Pa Salt é um homem enigmático e apesar de já ter falecido no início do livro, estou bastante curiosa para saber mais sobre o que o motivou a adotar as garotas pelo mundo. 

Com relação à edição só tenho elogios, começando pela capa que deixa à mostra tudo o que encontraremos durante a leitura. A revisão e diagramação estão ótimas, os capítulos são intercalados entre a vida de Maia e Izabela, fazendo a conexão entre passado e presente e dando ao leitor a riqueza de detalhes sobre a origem da protagonista. As Sete Irmãs é um livro envolvente e apaixonante e, sem dúvidas, um dos melhores livros que já li. 


" - E você é linda, minha queria Maia. Desejo tantas coisas boas para você no futuro. Mas, acima de tudo, desejo que você encontre o amor. É a única coisa que torna suportável a dor de estar viva. Por favor, lembre-se disso." Página 453

9 comentários:

  1. Rafa!
    Para mim a Lucinda é uma das melhores escritoras de todos os tempos.
    Já li esse livro e viajei entre o passado e o presente da protagonista, toda a saga do pai e das irmãs e agora desejo os outros livros da série.
    Li ainda pela Editora NC, agora tenho de ir em busca dos outros livros na Arqueiro.
    Desejo uma semana produtiva e abençoada!
    “Bem aventurados os que mudam suas atitudes sem esperar um ano novo.” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

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  2. Achei bem interessante a história do livro Gostei da base do livro que é auto-descoberta não sei se eu entendi bem a premissa mas pelo que eu li acho que é isso então acho que deve ser uma boa leitura

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  3. Eu não tenho muita curiosidade de ler, mas já li algumas outras resenhas que como a sua, são só elogios quanto a essa obra da Lucinda, e acredito que os outros livros da série venha a estar no mesmo patamar. Acho realmente que a busca por respostas da Maia deve deixar o leitor super envolvido na história, e prender até o final, mas não tenho ele na minha lista de leitura, pelo menos por agora.

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  4. Ainda não tive a oportunidade de ler nada da Lucinda Riley, já li algumas resenhas desse livro e todas com elogios, gosto de livros com a leitura fluida e cativante, adorei a capa e gostaria muito de ler se tiver oportunidade!!!

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  5. Já tinha visto essa capa mas realmente nada que me chamasse atenção, mas agora lendo a sinopse e tua considerações noto que perdi tempo, um livro cheio de surpresas que deve prender o leitor e deixá-lo cheio de palpites.
    Series assim me desanimam um pouco a menos que eu tenha todos os volumes em casa, pois ler um hoje e outro ano que vem eu me perco além de esquecer basicamente tudo.

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  6. Oi Rafa!
    Como na outra resenha, eu gostei bastante da história do livro e gente elas viajam pro Rio, claro que quero ler auhauah
    As vezes o livro pode ser enooorme e a escrita super fluida, e já vi livros com 160 páginas e com a escrita muito travada, então o que importa mesmo é a qualidade do livro.
    Eu me empolguei pela sua descrição do livro, parece realmente muito interessante!
    E a capa com o cristo no fundo, adorei!
    Bjs

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  7. Nesse livro dá a impressão que a Maia D’Aplièse vivia numa zona de conforto, e não queria sair dela... até que, de repente, ela tem que virar a vida do avesso e mergulhar numa aventura, seguindo as pistas de sua origem, ainda mais num cenário tão lindo quanto o Rio de Janeiro. Adorei!

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  8. 480 páginas precisa ter coragem pra ler. Mas se você deu cinco estrelas, acho que um dia (quem sabe) posso arriscar. O fato de as personagens estarem no Brasil me deixou muito curiosa.

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  9. Fiquei muito curiosa sobre essa série a primeira vez que li uma resenha sobre ela, mas não sabia se passava no Brasil toda a "investigação" desse livro. Nunca li nada da Lucinda, mas sempre tive curiosidade, pra falar a verdade, os livros dela nunca me chamaram muito atenção, mas essa série foi tão comentada e com resenhas tão boas que fiquei super curiosa pra ler.

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