Resenha: A guardiã da minha irmã - Jodi Picoult

 
Sinopse: Anna não está doente, mas parece estar. Aos treze anos, já passou por inúmeras cirurgias, transfusões de sangue e internações, para que sua irmã mais velha, Kate, possa combater a agressiva leucemia que a castiga desde pequena. Concebida por fertilização in vitro para ser uma doadora de medula óssea perfeitamente compatível com a irmã, Anna nunca questionou seu papel, até agora. Como a maioria dos adolescentes, ela está começando a buscar sua verdadeira identidade. Mas, ao contrário da maioria dos adolescentes, ela sempre foi definida em função de sua irmã. Até o dia em que Anna toma uma decisão que para grande parte das pessoas seria inconcebível, que vai destroçar sua família e trazer consequências fatais para a irmã que ela tanto ama.
Classificação:


"Pode acreditar, se alienígenas chegassem à Terra hoje e pesquisassem por que os bebês nascem, iam concluir que a maioria das pessoas tem filho por acidente, porque beberam demais certa noite, ou porque os métodos anticoncepcionais não são cem por cento, ou por mil outros motivos que não são muito bonitos.
Por outro lado, eu nasci com um propósito muito específico. Não fui o resultado de uma garrafa de vinho barata, ou de uma lua cheia, ou do calor do momento. Nasci porque um cientista conseguiu misturar os óvulos da minha mãe e o esperma do meu pai de modo que criasse uma combinação determinada de um precioso material genético. Na verdade, quando Jesse me contou como os bebês são feitos e eu, a grande cética, decidi perguntar aos meus pais se aquilo era verdade, acabei sabendo mais do que gostaria. Eles me fizeram sentar e me contaram toda a historinha de praxe, é claro - mas também explicaram que escolheram especificamente o meu embriãozinho porque eu ia poder salvar a minha irmã, Kate. " Pág 13/14.






"Kate e eu somos irmãs siamesas, só não dá para ver o ponto pelo qual estamos ligadas. O que torna a separação muito mais difícil. " Pág 100.







Publicado pela Editora Verus, A guardiã da minha irmã tem como protagonista a menina Anna Fitzgerald que foi concebida para salvar a vida da irmã mais velha, Kate que desde os dois anos de idade luta contra a LPA, um tipo raro de Leucemia. Aos treze anos, a Anna começa a se questionar sobre o seu papel dentro da família - que ela diz ser bastante disfuncional - e se seus pais realmente a amam ou a aturam apenas porque ela é a repositora da Kate. Sim, você leu certo. Anna é a repositora da Kate, algo falha na mais velha? Anna está lá para doar seu orgão/tecidos ou o que ela precise. Em uma parte do livro elas têm uma conversa que deixa bem claro essa situação:



"Kate está tentando fazer palavras cruzadas.
- Alguém sabe uma palavra de quatro letras para recipiente? - ela pergunta...
- Anna - murmuro.
Minha mãe se vira.
- O quê?
- Um sinônimo de recipiente com quatro letras - digo saindo do quarto de Kate. "
Pág 262.



Com todas essas dúvidas, a adolescente toma uma decisão. Processar os pais. Ela conta com a ajuda de Campbell Alexander, um advogado que ao início não dá muito crédito a Anna e manda ela ir no Planejamento Familiar. É claro que esse processo desestruturou a família completamente. O processo girou em torno de uma emancipação médica que a garota queria, que pode ser resumido em: ter o controle do próprio corpo. Desde pequena ela passava grande parte de seu tempo em hospitais, doando coisas para a irmã. O que levou Anna a tomar essa decisão é que Kate estava com falha renal e precisava de um rim, mas a garota sabia que dessa vez era um rim, na semana que vem era o fígado e na outra poderia ser o coração. Definitivamente teria que ter um basta. Quem não ficou muito contente foi Sara, a mãe das meninas. Brian, o pai, era bombeiro e em uma altura do livro levou Anna para morar com ele no quartel. Já Jesse, irmão mais velho das meninas, lidou com a doença de Kate de uma forma bem diferente: era incendiário.

Cada capítulo é narrado por um personagem, o que deixa a leitura mais agradável e possibilita ao leitor entender o que se passa na cabeça de todos os personagens e como eles lidam com a situação. O livro é grandinho, tem 433 páginas, porém eu li com uma rapidez que eu me impressionei, é um livro que em uma hora você está gargalhando e em outra você não consegue conter as lágrimas. A leitura flui e você não consegue parar de ler, várias vezes eu dormi sobre o livro, pois estava exausta mas não conseguia parar de ler... A capa é linda, eu achei perfeita. Ela lembra aquele trecho que eu coloquei acima, em que a Anna diz que ela e Kate são siamesas. Creio que ambas se sentem assim, pois só contam uma com a outra. Kate por viver indo e voltando de hospitais, já Anna diz que é conhecida como "a garota que tem a irmã doente" e não gosta que as pessoas sintam pena dela.

Eu achei o livro lindo. Eu já havia visto o filme - Uma prova de amor - que é o filme baseado em A guardiã da minha irmã e conta com Cameron Dias no papel de Sara, Sofia Valissiera no papel de Kate e Abigail Breslin como Anna. Mas não se enganem, o filme tem o final diferente do livro. Este conta com um final surpreendente e trágico. Uma dica, não leiam os últimos capítulos em público. Fato. Eu chorei muito, mas muito mesmo. Praticamente desidratei. Eu recomendo e creio que lerei esse livro por mais pelo menos umas 10 vezes. É perfeito.

" Eu me pergunto se ela viu Jesse se formar na academia de polícia, se sabe que ele ganhou uma condecoração da prefeitura ano passado por seu papel no desmantelamento de uma rede de tráfico de drogas. Eu me pergunto se sabe que o papai passou a beber muito depois que ela foi embora, e teve que lutar com unhas e dentes para sair dessa. Eu me pergunto se ela sabe que eu ensino crianças a dançar. Que toda vez que vejo duas menininhas na barra, abaixando para fazer pliês, eu penso em nós. " Pág 432.

2 comentários:

  1. Creio que vou amar a história, sou bastante chorona também. Choro até pela morte do cachorro do amigo do vizinho do meu irmão. Parabéns pela resenha, agora deu vontade de ler o quanto antes.

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  2. Eu não li o livro, mas assisti ao filme e confesso que esse é um dos meus filmes favoritos e também o que eu mais chorei, me envolvi muito com a história e com a forma como ela foi apresentada e chorei, praticamente, o filme inteiro. Acho que seria muito interessante ler o livro também, e provavelmente também choraria com a leitura. Ótima resenha, deu até mais vontade de ler o livro e até mesmo assistir ao filme novamente.

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