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29 novembro 2021

Resenha: Tem alguém na sua casa - Stephanie Perkins

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Editora: Intrínseca
Ano: 2021
Páginas: 320

                                                            

Thriller eletrizante de Stephanie Perkins que deu origem à produção da Netflix é uma homenagem aos filmes de terror da década de 1990 A cidadezinha de Osborne, no interior do Nebraska, amanhece com duas notícias igualmente chocantes para seus moradores: a primeira é que Ollie Larsson, “garoto-problema” da escola, pintou o cabelo de rosa. A outra? O assassinato brutal da jovem Haley Whitehall. E logo fica evidente que a morte dela não será a última, porque um assassino está à solta, e ninguém está a salvo.

Makani Young sabe bem disso. Morando há quase um ano com a avó, a jovem está se adaptando ao novo lar, mas ainda é atormentada por seu passado no Havaí. E, conforme os alunos de sua escola começam a ser assassinados de forma cada vez mais perturbadora, ela se dá conta de que sua hora talvez esteja mais próxima do que imagina. [+]

09 junho 2021

Resenha: A mão que te alimenta - A. J. Rich

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Editora: Record
Ano: 2019
Páginas: 266


                                                             


Não se deixe enganar pelas aparências.

Depois de uma manhã agitada no curso de psicologia forense, Morgan não vê a hora de voltar para casa, no Brooklyn, e trabalhar em sua dissertação. Tudo o que ela queria era ficar sozinha, mas seu noivo, Bennett, está a sua espera. Ao chegar, ela encontra a porta entreaberta. Morgan teme que algum dos seus três cães tenha fugido. Ela abre a porta com o ombro, esperando ser recebida pelos animais. Porém, nenhum deles aparece de imediato. Há marcas no chão, pegadas de cachorros.

Nuvem, o cão-da-montanha-dos-pirineus, é a primeira a vir ao seu encontro, mas sem o ânimo habitual. Seus pelos estão vermelhos de um lado, como se ela tivesse se sujado em uma parede com tinta fresca. Sangue. Morgan procura sinais de ferimentos, mas não encontra nada. Nem nos dois pit-bulls, George e Chester.

Ela avança pelo corredor, e as manchas de sangue que encontra parecem cada vez maiores. Por fim, vê Bennett caído no chão do quarto, a perna em cima da cama. Logo percebe que ele está olhando para cima. Ou estaria, se ainda tivesse globos oculares. A pele das mãos foi arrancada. E a perna em cima da cama não está ligada ao resto do corpo, ela foi arrancada.

Bennett foi atacado, destroçado e morto pelos cães. Mas como isso pode ter acontecido, se Nuvem, Chester e George são extremamente dóceis? Algo não faz sentido nessa história, e tudo fica ainda mais estranho quando Morgan, ao tentar localizar a família de Bennett, descobre que esse não era seu nome verdadeiro. Mas mal sabia ela que encontrar o noivo morto foi só o início de seu maior pesadelo.


06 agosto 2020

Resenha: O Silêncio da Cidade Branca - Eva García Sáenz de Urturi

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Editora: Intrínseca
Ano: 2020
Páginas: 416
Tradutor: Cristina Calvacanti

 
      


Livro que deu origem ao filme homônimo disponível na Netflix

Duas décadas após uma série de estranhos assassinatos assolar a cidade de Vitoria, no País Basco, os bizarros crimes voltam a acontecer justamente quando Tasio Ortiz de Zárate, antiga celebridade local e o homem preso pelas mortes, está prestes a sair da cadeia. Casais começam a aparecer mortos em locais históricos da cidade, e o especialista em perfis criminais Unai López de Ayala, que vinte anos antes era apenas um jovem obcecado pelos misteriosos homicídios, é chamado para ficar à frente do caso.

Todas as vítimas têm idades múltiplas de cinco, sobrenomes compostos originais da região e seus corpos são expostos sem roupas nos espaços públicos. Embora tenha que lidar com uma tragédia pessoal enquanto lidera a investigação, Unai está determinado a impedir que novos assassinatos aconteçam, mas seus métodos pouco usuais vão desagradar tanto autoridades quanto seus superiores.

Parte de uma trilogia com mais de 1 milhão de livros vendidos, O silêncio da cidade branca une mitologia, arqueologia, segredos de família e psicologia criminal em um thriller macabro e emocionante.



20 janeiro 2019

Resenha: O desaparecimento de Stephanie Mailer - Joël Dicker

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Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 576

Uma grande expectativa toma conta da badalada cidade de Orphea, nos Hamptons. A população aguarda ansiosamente a estreia de seu primeiro festival de teatro. Mas o prefeito está atrasado para a cerimônia.

A poucos metros dali, Samuel Padalin percorre as ruas desertas em busca da esposa. Diante da casa do prefeito, um corpo é encontrado. E, no interior da residência, a cena é ainda pior: uma família inteira foi assassinada com extrema violência.

Vinte anos após a resolução do homicídio, novos fatos mudarão para sempre a história de Orphea. A jornalista Stephanie Mailer confronta as autoridades e afirma que houve um gravíssimo erro na investigação. Então, ela desaparece. O que aconteceu com a jornalista? E o que de fato ocorreu em 30 de julho de 1994?

Em uma narrativa repleta de reviravoltas e sequências inesperadas, o premiado escritor Joël Dicker se reafirma como uma das vozes mais criativas do momento ao entrelaçar brilhantemente diversos personagens e tramas. Um livro intrigante, ao mesmo tempo sofisticado, divertido e marcado por uma fina ironia.


Classificação:        



"Ao vasculhar o estacionamento com o olhar, vi Stephanie entrar em seu carro. Ela me fez um sinal e gritou:
- Até logo, capitão Rosenberg!
Mas não houve "até logo".
Porque foi nesse dia que ela desapareceu." Página 20




O desaparecimento de Stephanie Mailer é uma obra de Joël Dicker, escolhida pela Intrínseca para fazer parte da primeira caixinha do clube de assinaturas da editora, o Intrínsecos. Recebi em outubro a caixa e fiquei encantada com o cuidado da editora na composição, além de o livro ser lindo foram enviados alguns itens que foram importantes para a trama assim como uma revistinha sobre a obra e o autor. O livro foi lançado oficialmente no começo de janeiro e pode ser encontrado em todas as livrarias. 

Stephanie Mailer é uma jornalista que decidiu morar em Orphea após ser dispensada de seu emprego anterior. Quando a jovem confronta o capitão de polícia, Jesse Rosenberg, sobre um crime acontecido na cidade em 1994 o homem não acredita ter cometido um erro durante as investigações, porém com o desaparecimento de Stephanie ele percebe que poderia estar errado na forma como conduziu a investigação do quádruplo homicídio que envolveu a família do prefeito da cidade e uma jovem que estava nas imediações da casa. 

Com a ajuda de Anna, a única mulher na força policial de Orphea, e Derek - seu parceiro na época das investigações dos homicídios -, Jesse corre contra o tempo para descobrir o culpado por ter ceifado a vida da família do prefeito, Meghan Padalin e agora o responsável pelo sumiço de Stephanie Mailer. Enquanto isso o atual prefeito da cidade, Alan, que assumiu o cargo após a morte de seu antecessor precisa restaurar a calma na cidade e manter o festival de teatro que marca os vinte anos após o crime que chocou a pacata cidade. Um personagem envolvido no início das investigações, em 1994, ressurge com uma peça e afirma saber quem foi o responsável pelos assassinatos que marcaram a cidade, o que ameaça o trabalho da polícia e faz com que os moradores comecem a tirar suas próprias conclusões. Uma leitura intrigante, o autor soube conduzir a história e revelar a trama apenas nas últimas páginas do livro, deixando o leitor ansioso para descobrir qual é a ligação entre o crime em 1994 e o desaparecimento de Stephanie Mailer em 2014. 


"- Na sua opinião, Derek, essa fita de vídeo pode nos ajudar a entender melhor isso tudo?
- Espero que sim, Anna. Se observarmos o público, talvez possamos detectar um detalhe que nos tenha escapado. Devo confessar que, na época da investigação, o que aconteceu durante a peça não nos pareceu muito interessante. É graças a Stephanie Mailer que estamos levando isso em conta agora." Página 217



Como sou apaixonada por thrillers, desde que recebi a caixa já estava ansiosa para iniciar a leitura, porém consegui iniciar apenas no finalzinho de dezembro e me apaixonei pelo livro. A história é envolvente, os personagens são complexos e a forma com que o autor conduz o leitor para investigar com os policiais de Orphea é fenomenal, somado ao desfecho inesperado tornaram a leitura ainda mais interessante. 

Sobre a edição só tenho elogios, gostei muito da capa amarela, o pacotinho de evidências e a revista foram bem trabalhados e fizeram com que a leitura fosse mais completa. Para os leitores que não conseguiram essa edição especial, foi lançada em janeiro a edição com a capa normal (que também é linda). Como leio muitos thrillers acabo sendo bastante crítica com as obras, mas não tenho nada a reclamar de O desaparecimento de Stephanie Mailer, muito pelo contrário, o livro entrou na lista de favoritos e assim como A verdade sobre o caso de Harry Quebert, outro livro do autor, está indicadíssimo para os amantes de um bom mistério policial. 



"Orphea estava em ebulição. A notícia de que uma peça de teatro iria revelar a identidade de um assassino que havia saído impune se espalhara pela região como um rastilho de pólvora. Passado um fim de semana, a imprensa desembarcou em massa na cidade, junto a hordas de turistas em busca de emoções fortes e um pouco de sensacionalismo, que se somavam aos moradores, igualmente consumidos pela curiosidade." Página 360

13 dezembro 2018

Resenha: A essência do mal - Luca D'Andrea

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Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 368

Jeremiah Salinger ganha a vida fazendo documentários, até que se muda com a família para uma região remota da Itália. Lá, após um acidente com o helicóptero em que está fazendo uma filmagem, passa a ser atormentado pela ideia de que existe nas montanhas ao redor uma força que não consegue entender e a que chama de A Besta.

Anos depois, em um passeio com a filha no Bletterbach — um desfiladeiro com toneladas de fósseis —, Jeremiah escuta uma conversa que lhe dá um novo foco na vida. Em 1985, três jovens foram mortos ali, e seus corpos, desmembrados por um assassino que nunca foi descoberto.

Para solucionar o mistério, que marcou uma cidade inteira por décadas, Jeremiah mergulha em um quebra-cabeça macabro e fascinante.



Classificação:       


"Ainda tinha os pesadelos.
Eu revia a Besta. Ouvia o sibilo. Mas a Besta estava menos presente, a sua voz estava mais abafada, como se pertencesse a outra vida. Não era mais uma lembrança que me devorava, mas alguma coisa indefinida e indefinível. Longe, para minha sorte." Página 106


A essência do mal é um livro que estava em minha lista de desejados desde o lançamento, porém como coincidiu de terem lançamentos que gostaria de ler antes só fui solicitar para a Intrínseca recentemente e se arrependimento matasse já estaria acabada. Como vocês já perceberam, adoro livros sobre investigação criminal e apesar de o autor envolver sobrenatural na narração acabei me apaixonando pelo livro, a história é envolvente, os personagens foram bem construídos e a trama é surpreendente.

Tudo começa quando Jeremiah Salinger sofre um acidente enquanto gravava um documentário apresentando a rotina dos homens que trabalhavam no Socorro Alpino dos Dolomitas, neste deslizamento ele é o único a sobreviver e faz uma promessa para Annelise, sua mulher, e pelo bem da família afirma que terá um ano sabático e não irá mais se arriscar. Algum tempo depois, Clara pede ao pai que a leve em um museu e lá Jeremiah escuta sobre o Massacre de Bletterbach, acontecido em 1985, em que três jovens foram desmembrados na caverna e trinta anos depois o culpado ainda não tinha sido descoberto. Como forma de se manter ativo, Jeremiah começa a investigar mais sobre o que aconteceu com Evi, Markus e Kurt, mas isso pode ser muito mais perigoso do que se arriscar durante as filmagens de seu documentário.

Quanto mais Jeremiah investiga, mais percebe que os moradores não querem que a verdade seja descoberta, além disso o homem acredita que o massacre pode estar relacionado com o seu acidente e que um ser sobrenatural pode estar por trás dos dois ocorridos. Esta é uma narração eletrizante que faz o leitor acompanhar as investigações de Jeremiah e descobrir se o quê aconteceu em Bletterbach é obra de um ser sobrenatural ou o ápice da maldade humana. 
  

"- Você tem essa menina, Salinger. Você pode ser feliz. Essa não é a sua gente. Não é o seu lugar. Você não acha - ele apontou a minha filha na janela - que tem algo melhor pelo que lutar?" Página 175


A essência do mal é um dos thrillers que ficou para a lista de favoritos do gênero, confesso que estava receosa com o lado sobrenatural que o autor Luca D'Andrea inseriu na narração, porém isso tornou a obra singular e não uma história semelhante às dezenas que já li. Jeremiah é um personagem obstinado e que em muitas vezes me fez questionar a sua sanidade, pois suas buscas acabaram tendo consequências terríveis em sua vida pessoal, acidentes e o distanciamento de sua mulher e filha, mas o desfecho da história me surpreendeu e fez com que o protagonista conseguisse se redimir de todas as suas falhas durante a investigação. Clara, a filha de Jeremiah, é uma adição importante para a história e torna a leitura um pouco mais leve em suas aparições, além de ser uma peça importante para a resolução da trama. 

E se não bastasse a história ser maravilhosa, a edição da Intrínseca ficou perfeita. O livro é em capa dura e a imagem escolhida ilustra a essência do livro, os capítulos são narrados por Jeremiah e fazem com que o leitor mergulhe com o protagonista na investigação do massacre e tire suas próprias conclusões, mas tenha em mente que nada é o que parece ser em sua superfície. Esta é uma trama complexa e quanto mais o protagonista investiga, mais ele descobre que existem muito mais segredos a serem desenterrados da cidade e que pessoas próximas de sua família podem fazer parte deste mistério. Sem dúvidas recomendo a leitura para todos os leitores que gostam de thrillers e, assim como eu, gostam de mergulhar nas investigações dos personagens e descobrir por sua conta o quê aconteceu com as vítimas. 


"B de "besteira".
Mas eu não fiquei para descobrir novos detalhes sobre o massacre do Bletterbach. Fiz isso para afastar a Besta. Se me concentrasse na história do Bletterbach, eu não pensaria em todo aquele branco que a tempestade fizera cair sobre Siebenhoch, nem na velocidade com que a minha mente havia desabado. Um prego para substituir outro prego." Página 183


12 setembro 2018

Resenha: A Garota do Lago - Charlie Donlea

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Editora: Faro Editorial
Ano: 2017
Páginas: 296

ALGUNS LUGARES PARECEM BELOS DEMAIS PARA SEREM TOCADOS PELO HORROR...

Summit Lake, uma pequena cidade entre montanhas, é esse tipo de lugar, bucólico e com encantadoras casas dispostas à beira de um longo trecho de água intocada.
Duas semanas atrás, a estudante de direito Becca Eckersley foi brutalmente assassinada em uma dessas casas. Filha de um poderoso advogado, Becca estava no auge de sua vida. Atraída instintivamente pela notícia, a repórter Kelsey Castle vai até a cidade para investigar o caso.

E LOGO SE ESTABELECE UMA CONEXÃO ÍNTIMA QUANDO UM VIVO CAMINHA NAS MESMAS PEGADAS DOS MORTOS...

E enquanto descobre sobre as amizades de Becca, sua vida amorosa e os segredos que ela guardava, a repórter fica cada vez mais convencida de que a verdade sobre o que aconteceu com Becca pode ser a chave para superar as marcas sombrias de seu próprio passado...


Classificação:      



"Do nada, uma pequena narrativa tomava forma a respeito da vida e morte de Becca Eckersley. Existiam diversas lacunas na história e muitas perguntas sem resposta. Contudo, o processo se achava em movimento e Kelsey sabia, como um trem que desce morro abaixo, que não havia possibilidade dessa história ser freada e não ganhar as páginas da revista." Página 102


A Garota do Lago foi publicado em 2017 pela Faro Editorial e escrito por Charlie Donlea. Antes de comprá-lo não havia visto nada sobre a obra, durante minha busca no Dia da Mulher no site da Saraiva acabei me deparando com o livro e gostei bastante da sinopse. Logo que chegou fiquei tentada a lê-lo, afinal queria ler algo diferente do que estava lendo na ocasião.

O livro começa dando ao leitor uma visão do que aconteceu com Becca Eckersley, uma estudante dedicada e filha de um conhecido advogado, a garota cursava pós-graduação e havia ido ao chalé da família em Summit Lake para um final de semana voltado para os estudos.
Ao chegar à cidadezinha, Becca passou o dia inteiro estudando em um café de uma conhecida da família, ao voltar para casa recebe um conhecido e acaba sendo morta. 

Duas semanas depois do assassinato de Becca Eckersley, Kelsey Castle volta ao trabalho como jornalista, mesmo ainda não tendo acabado seu período de afastamento. Seu chefe faz questão de mandá-la para Summit Lake investigar o assassinato da jovem, pois nada parecido havia acontecido na região e os jornalistas têm faro para matérias interessantes.

Embarcando na investigação de refazer os passos da jovem mulher, Kelsey conversa com um médico e o policial responsável pela investigação do assassinato que, até então, não tinha ninguém na lista de suspeitos. Todas as provas do caso estavam sendo escondidas, Kelsey começa a xeretar por todos os lados para tentar entender o porquê da polícia não estar investigando com todo o seu potencial o que acontecera com a garota Eckersley.

Aos poucos a vida de Becca vai tomando forma diante das buscas de Kelsey e ela pôde começar a vê-la na jovem garota brutalmente assassinada, então é preciso encarar aqueles que buscam prejudicar a sua investigação e por fim descobriu o que aconteceu com a garota em Summit Lake. 

Os capítulos são intercalados entre a vida de Becca Eckersley e a busca de Kelsey Castle por respostas. Então o leitor, assim como a jornalista, vão conhecendo um pouco mais dos detalhes da vida da reservada Rebecca até o ponto de seu assassinato. Kelsey também passou por um trauma, o que a faz pensar que poderia ter sido ela a garota morta, dando ainda mais perseverança para revelar o que aconteceu no chalé em Summit Lake

Este é um livro de suspense que prende o leitor, apesar de deixar algumas pontas soltas e fatos não bem resolvidos ao longo da leitura. O desfecho é algo que acabou não me agradando muito, durante a leitura fiquei ansiosa para entender o que aconteceu com Becca em seu último dia, pegando qualquer pista que o autor jogava na narração, porém a conclusão foi bem simples tendo em vista a trama em geral. 

A capa me chamou atenção e foi um dos pontos que me levou a adquirir a obra, além do meu vício pela leitura de thrillers, com relação aos outros aspectos editoirais não tenho o que reclamar, a revisão está boa, capítulos bem delineados, as introduções dos capítulos contam com dados importantes para entender o que virá a seguir. Sem dúvidas é uma obra que teria tudo para se tornar um favorito, salvo a conclusão que acabou deixando a desejar um pouco. 


"Ali, no meio da cena do crime, Kelsey soube que não estava apenas escrevendo um artigo para preencher a cota de laudas de sua labuta mensal. Ela estava à procura de respostas, para devolver alguma dignidade a uma garota inocente." Página 116


21 junho 2018

Resenha: A Deusa Cega - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #1)

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Editora: Fundamento
Ano: 2013
Páginas: 344

O corpo desfigurado de um traficante de drogas. Um homem coberto de sangue vagando pelas ruas da capital da Noruega. E um advogado criminal de fama obscura assassinado com um tiro. Três eventos aparentemente isolados instigam o faro apurado de uma investigadora sagaz e irônica, que junto com seu colega mergulha em um caso com poucas pistas e muitas perguntas sem respostas. Em meio a boatos envolvendo advogados e o tráfico de drogas, mensagens codificadas e uma enorme rede de corrupção que pode chegar aos altos escalões do governo, a autora Anne Holt descreve uma teia de crimes e batalhas políticas na qual somente a deusa da Justiça pode se dar ao luxo de ter os olhos vendados.





Classificação:     




"Por meio dela, a família acreditava estar em contato com a realidade das pessoas comuns, e ela amava seu trabalho.
Ao mesmo tempo, tinha muito medo do que fazia. Começara a notar ultimamente que sua alma vinha sendo afetada pelo contato diário com os assassinatos, os estupros, os maus-tratos e as demais doses cotidianas de violência às quais ficava exposta. Tudo o que via e ouvia acabava colado à pele." Página 77




Finalmente li o primeiro livro da série Hanne Wilhelmsen, cujos livros 2 e 3 já foram resenhados no blog. A série policial de Anne Holt conta com volumes independentes e 4 deles já foram lançados no Brasil, pela Editora Fundamento

Em A Deusa Cega, somos apresentados à Hanne Wilhelmsen, uma policial de Oslo, extremamente dedicada e que conta com um instinto aguçado para desvendar os crimes aos quais é designada. Neste primeiro volume, em pouco tempo acontecem três fatos que aparentemente não têm ligação, mas aos poucos Hanne vai delineando o caso e percebe que estes crimes fazem parte de algo bem maior. 

Karen Borg é advogada e em uma corrida matinal acaba topando com um cadáver desfigurado, um homem norueguês coberto de sangue é encontrado caminhando sem rumo pela cidade e é o principal suspeito do crime, porém ele pede que Karen seja a sua advogada. Pouco depois um famoso advogado criminalista é assassinado, então Hanne, juntamente de Hakon Sand, começam a investigar os crimes e se eles têm uma ligação. 

Este é o típico livro policial em que as informações são apresentadas ao leitor em doses homeopáticas, dando a oportunidade de investigar junto com os personagens e, em muitas vezes, as informações apresentadas são contraditórias e fazem toda a investigação voltar à estaca zero. 

Com relação à edição, o livro é ótimo, a capa é bonita e combina com a capa de 1222, a diagramação é simples e os capítulos são divididos por datas para mostrar aos leitores o progresso da investigação com o passar do tempo, a revisão está boa e apesar de o livro ser um pouco maior do que os que já li da autora, a leitura é rápida e fluida. Como vocês já sabem, sou apaixonada por livros assim e a série Hanne Wilhelmsen me cativou desde o início e foi interessante ler este primeiro volume para compreender um pouco mais a personalidade da protagonista. Já iniciei a leitura de 1222, quarto livro lançado pela Fundamento e oitavo livro da série e estou ansiosa por mais histórias da protagonista. 




"Teria sido por tudo aquilo que sua intuição bloqueara sua suspeita mais lógica? Seu cérebro dizia que era ele, mas seu instinto policial, seu maldito instinto que tanto elogiavam, havia protestado." Página 300





30 maio 2018

Resenha: O que restou - Alexandra Oliva

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Editora: Rocco
Ano: 2018
Páginas: 320

Um reality show de sobrevivência numa floresta, doze competidores testando seus limites, uma catástrofe capaz de pôr em dúvida nossa percepção do real. Romance de estreia de Alexandra Olivos, O que restou é um inquietante suspense de toques pós-apocalípticos. Na trama, Zoo e mais 11 concorrentes enfrentam as provas de um reality show ambientado numa floresta hostil, quando seu país é destruído por uma catástrofe em larga escala. Isolados de tudo e de todos e alheios aos acontecimentos, será que eles serão capazes de distinguir a realidade do simulacro em que se enredaram? Em meio ao esgotamento físico e psicológico e a um cenário assustadoramente devastado, Zoo reflete sobre a vida que deixou para trás, questionando as regras do jogo para o qual se candidatou. E enquanto luta para não ser eliminada, percebe que o mundo por trás das câmeras pode ter mudado drasticamente, sem que ela tenha se dado conta.


Classificação:     


"Ela está apreensiva, mas a experiência lhe ensinou como agir nessas situações: respirar fundo e canalizar o medo para transformá-lo em motivação. Por qualquer critério ela é uma mulher excepcional, mas com exceção deste momento e de abundantes tomadas objetificadoras de seu físico, ela não vai ter muito tempo na tela. Quietinha demais, dirá o editor. Em suas entrevistas de qualificação ela foi mais desenvolta, pois não precisava se acalmar através da respiração nem controlar o medo. Mas até mesmo ela sabe que não entrou no elenco por sua personalidade." Página 163



O que restou é um livro que mostra o que as pessoas fazer para sobreviver, nesta obra 12 competidores de um reality show são deixados à mercê do tempo e dos animais em uma floresta, sendo constantemente monitorados e avaliados por meio de provas de sobrevivência e de estratégia. O livro é de autoria de Alexandra Oliva e lançado no Brasil pela Rocco, e acabei interessada na leitura justamente pela história lembrar Jogos Vorazes, além de gostar de leituras que mostram a capacidade humana de se adaptar às situações mais variadas.

O livro foca na personagem Zoo, uma das participantes do reality show que acabou se separando do grupo e segue sozinha até encontrar um garoto que começa a ajudar na busca por informações sobre a civilização. À medida que os dois chegam na cidade, Zoo percebe que não está mais no programa há algum tempo e é preciso focar em sobreviver ao que quer que esteja acontecendo.

Com o pensamento voltado para a sua sobrevivência e o retorno à sua antiga vida, Zoo parte com a companhia de Brennan e aos poucos começa a ter noção de que durante o tempo que passou na floresta, todo o país sofreu com uma catástrofe de grandes proporções e além de precisar sobreviver às adversidades do programa agora Zoo precisa sobreviver ao que está acontecendo e que já dizimou grande parte da população.



"Não importa o quê, vou seguir em frente. Vou romper sua linha de chegada, esteja onde estiver, e vou trazer comigo esse ser vivo cenográfico deles para que a minha vitória fique bem clara." Página 183



O que restou é uma leitura que mexe com qualquer um, pois o leitor pode se colocar no lugar dos personagens e pensar o que faria caso precisasse lutar por sua vida durante esse tempo exposto no reality show ou, como Zoo, após o programa e durante essa crise pela qual o país passava mesmo sem que ela tivesse noção na época. Esta não é uma leitura fácil e apesar do livro ser pequeno, demorei bem mais do que o normal porque quis apreciar cada capítulo e realmente me via como uma das personagens lutando por suas vidas. É bacana o contraponto que a autora fez entre a batalha pela vida no reality show, que apesar de tudo os competidores eram amparados e como isso se refletiu no instinto de sobrevivência de Zoo ao ser afastada de seus concorrentes. Brennan é uma boa adição à história e confesso que gostei mais dos capítulos em que o garoto aparecia porque apesar de tudo o que estava acontecendo, ele foi um porto seguro para Zoo. 

Com relação à edição, gostei bastante da capa que mostra aos leitores um pouquinho do que irão encontrar na história. Os capítulos são bem divididos e como já apresentei, alternam entre o reality show e a vida de Zoo após de distanciar de seus concorrentes, a diagramação é simples, mas bem feita, assim como a revisão que está ótima. Esta não é uma leitura fácil, mas tenho certeza de que todos os leitores que gostam de suspense irão se apaixonar por O que restou.  





"Algo dentro de mim se liberta, um desafogo quase prazeroso; não preciso mais explicar nada. Eu batalhei. Batalhei, lutei, me esforcei - e fracassei. Encontro paz nessa ideia, em fazer tudo o que poderia ter feito; em fracassar se, ter culpa nisso. Pelo menos eu não desisti." Página 256


16 maio 2018

Resenha: O pior dos crimes - Rogério Pagnan

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Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 336

A história completa do assassinato que chocou o Brasil Construído em ritmo de thriller, O pior dos crimes esmiúça o trágico caso que conseguiu estarrecer a opinião pública de um país rotineiramente violento. Em 29 de março de 2008, Isabella, de 5 anos, foi atirada ainda com vida pela janela do sexto andar do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte da capital paulista, e morreu pouco depois de chegar ao hospital. O que se seguiu foi uma investigação e um processo repletos de pistas mal perseguidas, depoimentos de suspeitos com “pegadinhas”, uso de informações falsas, pressões indevidas para a obtenção de confissões, perícias criminais deficientes e um Ministério Público empolgado com os holofotes. Se o caso Nardoni representou ou não um erro judicial, se houve elementos suficientes para uma condenação “acima de qualquer dúvida razoável”, o leitor será capaz de dizer a partir da leitura deste instigante livro-reportagem.



Classificação:    



O Pior dos Crimes é uma obra lançada pela Editora Record e de autoria do jornalista Rogério Pagnan, para marcar os dez anos do assassinato de Isabella Nardoni. Recebi o livro do GER por ação, ou seja, mandaram para todos os parceiros como forma de divulgação, mas mesmo que não tivesse recebido a obra estaria em minha lista de próximas leituras. Como sempre falo, adoro histórias policiais e de cunho investigativo, estou buscando seguir nessa carreira, então isso me motiva a procurar ler o máximo sobre investigação policial e pericial. 

Depois do caso Madeleine McCann (que usei como tema para meu TCC) a morte de Isabella Nardoni foi o crime que mais me deixou indignada, já que ambas foram negligenciadas por quem deveria protegê-las. E esse foi um dos pontos que mais me irritou durante a leitura de O Pior dos Crimes, já que o autor faz questão de dizer aos quatro ventos que as provas periciais e o inquérito estavam comprometidos e que o pai e a madrasta da garotinha foram condenados sem provas sólidas. 

O livro é bem construído de forma a situar o leitor na vida do pai de Isabella desde a infância, assim como a da mãe e da madrasta. Além de apresentar seus passos durante o fatídico 29 de março de 2008, segue com investigações, provas periciais e a condenação do casal. A narração de Rogério Pagnan é bastante informativa, mas totalmente parcial e  pelo que vi em resenhas não fui a única que achou que o autor estava querendo limpar a barra do casal. A obra é interessante para aqueles que acompanharam o desenrolar das investigações ou que têm interesse em seguir na carreira policial (como é o meu caso), porém para as pessoas que não estão familiarizadas com livros de cunho criminal pode ser um pouco chocante a naturalidade com que o autor trata a morte da garotinha e as provas forenses. 



" - O senhor quer mesmo dizer que acredita que uma pessoa entrou no apartamento, sem arrombar a porta, utilizando cópia de uma chave, que essa pessoa feriu sua filha na testa, provocou asfixia em sua filha, cortou a tela de proteção da janela, tendo antes aberto a janela do quarto, limpou o sangue de Isabella, recolheu os instrumentos utilizados para cortar a tela de proteção e saiu do apartamento, trancando a porta, tudo no tempo em que você permaneceu ausente?" Página 163