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28 dezembro 2020

Resenha: Quase uma Rockstar - Matthew Quick

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Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 256


                                                               

Amber Appleton tem dezessete anos, está no ensino médio e mora em um ônibus. Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber, a mãe e Bobby Big Boy, o leal vira-lata da adolescente, estão acampados no Amarelão, o transporte escolar que a mãe de Amber dirige. Apesar de as coisas não estarem boas para o seu lado, Amber, que se autoproclama Princesa da Esperança, se recusa a desistir.

Em vez disso, ela foca todas as energias em ajudar as pessoas à sua volta: incluem-se aí a mãe alcóolatra, os amigos estranhos e excluídos, o Padre Chee e as Divas Coreanas por Cristo, uma octogenária cega e pessimista e um veterano de guerra solitário que escreve haicais. Mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, Amber não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento ela vai recuperar a esperança? [+]


19 outubro 2020

Resenha: Bom dia, Verônica - Andrea Killmore

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Edição: 1
Editora: DarkSide Books
Ano: 2016
Páginas: 256

         

Em "Bom dia, Verônica", acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado.

Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade. 



22 setembro 2020

Resenha: Malorie - Josh Malerman

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Editora: Intrínseca
Ano: 2020

Páginas: 288


                                                


Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.

Ainda não há explicação. Nenhuma solução.

Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS.

Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas.

Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.

Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez. [+]

 

 

07 setembro 2020

Por dentro da tela: O vendedor de sonhos

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Ano: 2016
Duração: 93 min

 

 

SINOPSE 


 

Júlio César (Dan Stulbach), um psicólogo decepcionado com a vida em geral, tenta o suicídio, mas é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o "Mestre" (César Troncoso). Uma amizade peculiar surge entre os dois e, logo, a dupla passa a tentar salvar pessoas ao apresentar um novo caminho para se viver. 

 

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06 agosto 2020

Resenha: O Silêncio da Cidade Branca - Eva García Sáenz de Urturi

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Editora: Intrínseca
Ano: 2020
Páginas: 416
Tradutor: Cristina Calvacanti

 
      


Livro que deu origem ao filme homônimo disponível na Netflix

Duas décadas após uma série de estranhos assassinatos assolar a cidade de Vitoria, no País Basco, os bizarros crimes voltam a acontecer justamente quando Tasio Ortiz de Zárate, antiga celebridade local e o homem preso pelas mortes, está prestes a sair da cadeia. Casais começam a aparecer mortos em locais históricos da cidade, e o especialista em perfis criminais Unai López de Ayala, que vinte anos antes era apenas um jovem obcecado pelos misteriosos homicídios, é chamado para ficar à frente do caso.

Todas as vítimas têm idades múltiplas de cinco, sobrenomes compostos originais da região e seus corpos são expostos sem roupas nos espaços públicos. Embora tenha que lidar com uma tragédia pessoal enquanto lidera a investigação, Unai está determinado a impedir que novos assassinatos aconteçam, mas seus métodos pouco usuais vão desagradar tanto autoridades quanto seus superiores.

Parte de uma trilogia com mais de 1 milhão de livros vendidos, O silêncio da cidade branca une mitologia, arqueologia, segredos de família e psicologia criminal em um thriller macabro e emocionante.



25 agosto 2019

Resenha: Areia Movediça - Malin Persson Giolito

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Editora: Intrínseca
Ano: 2019
Páginas: 352


Toda história tem mais de um lado. Em qual deles você vai acreditar?

A vida de Maja Norberg parecia incrível: ela era jovem, bonita, inteligente e popular. Nada iria dar errado. Até que houve o tiroteio na escola: seu namorado e sua melhor amiga estão mortos e ela é a única acusada dos crimes. Maja não consegue refazer mentalmente os caminhos que a colocaram nessa situação, mas uma coisa é certa: ela é a adolescente mais odiada da Suécia.

Após nove meses na prisão, é hora do julgamento. Os advogados estão usando todos os recursos possíveis para provar sua inocência, mas a promotoria, a mídia e os olhares de todos à sua volta nitidamente desejam o oposto.

Narrado do ponto de vista de Maja, que trata o leitor como um confidente, Areia movediça entrelaça as memórias da garota a um cenário de tensão racial e econômica que, aos poucos, ajuda a revelar as peças de um surpreendente quebra-cabeças. Panorama perspicaz de uma juventude desmoronando, o livro toca em temas como imigração, conflito de classes e o isolamento adolescente, embalados por uma ótima narrativa de crime e tribunal. [+]



Classificação:    





"Sempre havia algo mais dentro dele. Era mais do que tristeza. Não era ódio; o ódio é simples, e Sebastian nunca foi fácil de entender. Nunca tive medo do que ele poderia fazer comigo, nem mesmo no fim, mas estava sempre ansiosa. Mesmo naquelas primeiras semanas, tudo era sempre mais de uma coisa, era uma mistura: difícil, fácil e agradável, engraçado, horrível e maravilhoso." Página 188



Areia Movediça é o livro de autoria de Malin Persson Giolito cuja série homônima lançada pela Netflix foi baseada, no Brasil a obra foi lançada pela Editora Intrínseca e desde a divulgação do lançamento - tanto do livro, quanto da série - fiquei interessada em conferir a história. Sou apaixonada pela área de investigação criminal e este livro apresenta o crime, além de toda a investigação e o júri, o que torna a leitura completa e interessante para aqueles leitores que gostam deste gênero.

Maja Norberg é uma adolescente aparentemente normal, seu namorado Sebastian vêm de uma família com boas condições financeiras e ela acaba aproveitando todas as oportunidades que o dinheiro lhe proporciona. Um dia tudo muda, Sebastian invade a sala de aula e mata seus colegas de classe, e Maja é a única sobrevivente do massacre. Agora a adolescente está sendo julgada como cúmplice do namorado e apesar de as chances de ser inocentada serem mínimas, Maja não desiste de provar sua inocência, apesar de ser a responsável pela morte de Sebastian, ela afirma que não sabia dos planos de Sebastian para aquela manhã.

Areia Movediça é um livro envolvente e que mostra ao leitor o antes e o depois da vida de Maja, dando a oportunidade de conhecer melhor as nuances e a personalidade da protagonista, além de ter uma visão dos motivos de Sebastian para fazer o que fez. Outra personagem de importância na história é Amanda, melhor amiga e confidente de Maja, que foi uma das vítimas do ataque à escola, além de ser peça fundamental para a investigação do que aconteceu, é uma das personagens bastante exploradas durante a apresentação da história de Maja.

A autora traz em Areia Movediça questionamentos sobre a sociedade em que vivemos, além de mostrar os diversos gatilhos que poderiam ter motivado Sebastian a cometer este crime. São abordados no livro temas como a diferença entre classes sociais, imigração, o distanciamento dos adolescentes, drogas, conflitos raciais e depressão, o que torna a leitura um pouco difícil se você é sensível a temas mais complicados de serem abordados. O desfecho da história me surpreendeu e pretendo assistir a série na Netflix logo para ver como ficou a adaptação do livro para as telas.

O trabalho editorial não deixou a desejar, a capa filme chama atenção dos leitores que - assim como eu - gostam desse estilo de capa. Os capítulos são bem divididos e em bom tamanho, tornando a leitura fluida, e há uma divisão bem marcada quando há cenas de flashbacks da vida de Maja. O livro ser contado em primeira pessoa pela protagonista dá ao leitor uma melhor visão de como Maja está enfrentando tudo o que tem passado ao longo de sua adolescência e o quanto sua vida mudou após o atentado de Sebastian, a cobertura da mídia é bastante explorada na narração e por ser um crime que tem como país a Suécia, acaba sendo bem mais noticiado do que seria se a autora escolhesse os EUA como país de origem, por exemplo. Esta leitura é indicada para os leitores que são apaixonados por histórias de investigação criminal e aqueles que se interessaram pela premissa da série, tenho certeza de que não irão se arrepender.




"Não consigo ver os jornalistas, mas sua empolgação com essa nova história aumentou em vários graus a temperatura no tribunal. Eles estão ansiosos para relatar isso, e já esqueceram de que há pouco estavam contando uma história completamente diferente. Agora, eles permitirão que seus leitores e espectadores conheçam de verdade  o homem mais rico da Suécia." Página 209

06 julho 2019

Por dentro da tela: O Bom Sam

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Data de lançamento: 16 de maio de 2019
Duração: 1h 29min
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA



Quando um misterioso bom samaritano, mais conhecido como "Good Sam", passa a distribuir 100 milhões de dólares para pessoas aparentemente aleatórias de Nova York, a repórter Kate Bradley (Tiya Sircar) é encarregada de descobrir a identidade e o motivo por trás das ações do sujeito. O que ela não esperava é ver a própria vida transformada dos pés a cabeça. 






Classificação:        






O Bom Sam é aquele filme que você fica instigado a conferir por causa da sinopse e logo  nos primeiros minutos já se apaixona pela produção. A forma com que a história nos mostra que há razões para acreditar em empatia, generosidade e em milagres é emocionante e me deixou extremamente feliz por ter escolhido este filme para assistir.

Kate Bradley é filha de um senador e trabalha como repórter no Canal 12, lá ela sempre é levada a cobrir as matérias que envolvem desgraça, porém por ser extremamente impulsiva e se colocar em situações perigosas, a diretoria a afasta da cobertura de notícias perigosas. Mesmo contrariado, seu chefe lhe dá a missão de investigar o caso de uma senhora que recebeu 100 milhões de dólares na porta de casa e a única pista é um saco verde com um oito pintado. Ao entrevistar a mulher, Kate começa a buscar mais informações sobre a identidade da pessoa que agora ficou conhecida como O Bom Samaritano, quando mais pessoas recebem a mesma quantia e da mesma forma, Kate vai mais a fundo e tornou pessoal a descoberta da identidade desta pessoa, pois ela acredita que ninguém faz uma caridade desta sem ter um motivo obscuro.

O Bom Sam é um filme que nos leva a acreditar que ainda existem pessoas boas no mundo, é claro que Kate demora um pouco para aceitar isso, e com razão, porém o desfecho da produção é maravilhoso. Sem dúvidas este foi um dos melhores filmes que vi em 2019 e indico para todos que querem uma história cativante e que nos faz acreditar na bondade das pessoas.




[Resultado - Top Comentarista de Junho]

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Boa tarde, leitores.

Para o Top Comentarista de Junho tivemos cinco postagens válidas:



A sorteada foi:


Na postagem de Lançamentos da Intrínseca foram feitos cinco comentários e o sorteado foi:




Parabéns, Ana. Entrarei em contato por e-mail para solicitar seus dados. 

24 dezembro 2018

Por dentro da tela: Bird Box

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Data de lançamento: 21 de dezembro de 2018 
Duração: 1h 57min
Direção: Susanne Bier
Elenco: Sandra Bullock, Trevante Rhodes, Sarah Paulson
Gêneros: Terror, Suspense
Nacionalidade: EUA



Em um mundo pós-apocalíptico, Malorie (Sandra Bullock) e seus filhos precisam chegar em um refúgio para escapar do Problema, criaturas que ao serem vistas fazem pessoas se tornarem extremamente violentas. De olhos vendados para não serem afetados, a família segue o curso de um rio para chegar à segurança.




Classificação:     




Bird Box é uma adaptação que saiu no catálogo da Netflix dia 21 de dezembro e tem sido muito divulgada nos últimos dias. O filme é baseado no livro de Josh Malerman, Caixa de Pássaros, lançado no Brasil pela Editora Intrínseca e já resenhado aqui no blog. 

Assim como todos os que já tiveram a oportunidade de ler a obra, estava ansiosíssima para o lançamento, consegui ver ontem e me surpreendi. Como fiz a leitura de Caixa de Pássaros em 2015 não lembro de muitos detalhes do livro e acredito que isso foi fundamental para que deixasse de lado a impressão de que a adaptação "não é fiel" e aproveitasse o filme. 

A produção nos mostra um mundo pós-apocalíptico em que as pessoas precisam usar vendas se quiserem sobreviver. Assim como no livro, o filme mescla cenas do começo do surto até cinco anos depois em que Malorie precisa sair de seu esconderijo com os filhos para buscar um local seguro para ficarem. 

Malorie estava grávida quando tudo começou, após uma consulta de rotina pode ver o quê acontecia com as pessoas que viam as criaturas e logo após se suicidavam. Uma das vítimas foi a irmã de Malorie e agora ela precisa encontrar um jeito de sobreviver, uma estranha a ajuda e logo após tira a sua própria vida. Malorie agora mora em uma casa com pessoas estranhas e elas precisam encontrar um meio de se ajudar e sobreviver a esse caos. Cinco anos depois, Malorie e seus filhos - Garoto e Menina - embarcam em uma viagem extremamente difícil, mas que poderá ser a sua única esperança. 

Como adaptação o filme pode ter desapontado alguns leitores, porém como li a obra anos atrás e não lembro de muitos detalhes achei o filme fantástico. Sandra Bullock deu um show de atuação, como sempre, as crianças foram muito bem escolhidas e conseguiram cativar o telespectador. As cenas foram bem desenvolvidas, as paisagens são maravilhosas, os efeitos são bem trabalhados e sem dúvidas é um filme marcante. O único ponto que senti falta no filme foi a super audição das crianças, que é bastante explorada no livro, porém nada que tenha me deixado insatisfeita com a adaptação, muito pelo contrário, o filme é maravilhoso. 






16 setembro 2018

Por dentro da tela: Pais e Filhas

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Data de lançamento 19 de maio de 2016 
Duração: 1h 56min

Gênero: Drama
Nacionalidades: Itália, EUA



Nova York, 1988. Novelista mentalmente instável (Russell Crowe) tenta criar sozinho a filha de cinco anos após a morte da esposa. Vinte anos depois, a garota, já adulta (Amanda Seyfried), cuida de crianças com problemas psicológicos e ainda tenta entender sua complicada infância.





Classificação:      






Pais e Filhas é um filme que estava esperando para assistir há muito tempo. Gosto muito dos filmes da Amanda Seyfried e a sinopse deste acabou me deixando intrigada, já que mostra o quanto a vida da pequena Katie mudou com os acontecimentos em sua infância. Sua mãe faleceu em um acidente de carro e seu pai era bastante instável. O homem chegou a deixá-la na casa dos tios para fazer tratamento e melhorou por um tempo, porém tinha convulsões frequentes e em um dos episódios veio a falecer.

Vinte anos depois, Katie não consegue se envolver com nenhum homem e tem uma vida bastante conturbada. O único ponto em que ela é estável é em sua carreira, já que ajuda crianças com problemas psicológicos e precisa trabalhar com seus demônios internos para conseguir ajudar quem designam para ela. 

A produção intercala cenas de Katie em sua infância, com sua vida já adulta, dando uma dimensão maior de sua vida e como seu caráter foi formado na primeira infância. Um relacionamento amoroso é inserido na fase adulta e Katie acaba se autossabotando diversas vezes, já que não sabe lidar com o afeto recebido. 

Pais e Filhas é um filme emocionante, a atuação da Amanda Seyfried está perfeita e passa ao telespectador toda a carga dramática na vida de Katie. Com uma história complexa, atores excelentes e cenas desesperadoras, Pais e Filhas me conquistou logo nos primeiros minutos. Sem dúvidas é um filme indicadíssimo para aqueles que gostam de dramas familiares e histórias que envolvem o lado psicológico das relações.