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11 setembro 2018

Resenha: Todas as coisas belas - Matthew Quick

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Editora: Intrínseca
Ano: 2018
Páginas: 272

Você é livre para ser quem quiser — mesmo que isso tenha um preço.

Depois de O Lado Bom da Vida, Matthew Quick cria romance para todos que desejam se encontrar Consagrado no Brasil com o best-seller O Lado Bom da Vida, Matthew Quick traz ao público jovem uma ode à liberdade, abordando as complexas questões de identidade que marcam a transição para a idade adulta.

Aos 18 anos, Nanette O’Hare é a típica boa garota. No fundo, porém, ela nunca se sentiu realmente parte do grupo, sufocando em um permanente desconforto com diversas atitudes das amigas e com os padrões sociais. Mas tudo muda quando, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor preferido, o clássico cult O ceifador de chicletes, e fica fascinada com a mensagem de que ela pode ser de fato quem é. Nanette se torna amiga do recluso autor e se apaixona por Alex, um jovem poeta que também é fã do livro. Encantada com esse novo mundo que se abre, ela se permite, pela primeira vez, tomar as próprias decisões. No entanto, aos poucos Nanette percebe que a liberdade pode ser um desejo arriscado e começa a se perguntar se a rebeldia não cobra um preço alto demais.


Classificação:     





"Ele apenas  ouvia tudo o que eu tinha a dizer, e dava para ver que seu interesse era genuíno, então talvez apenas não me achasse bonita. Aquilo era um medo novo para mim. De repente, eu queria ser linda, adorada, desejada." Página 71




Todas as coisas belas foi lançado pela Editora Intrínseca e  foi umas minhas solicitações já que apesar de ter o livro O lado bom da vida, ainda não havia lido nada do autor e a sinopse acabou me chamando atenção. 

O livro nos conta a história de Nanette O’Hare, uma garota de 18 anos, vinda de uma boa família e estrela do time de futebol. Um dia seu professor lhe apresenta o livro O ceifador de chicletes e, aos poucos, Nanette se envolve com a leitura e começa a buscar respostas. Ao conhecer o autor, Nigel Booker, a garota tem muitas perguntas, porém ele é enfático ao dizer que poderiam ser amigos desde que ela não falasse sobre o livro. Booker acaba apresentando Nanete para Alex, um garoto que também gostou do livro e os dois se tornam amigos rapidamente.

Ao contrário de Nanete, que é contida em suas ações, Alex vive intensamente e luta pelo que acredita, porém toda essa paixão pela vida faz com que ele se envolva em muitas confusões e imite o protagonista de O ceifador de chicletes em sua busca por justiça.  Outro personagem interessante na narração é Oliver, um garoto que vê em Alex um protetor, e Nanete uma amiga. A vida dos quatro personagens é modificada com o livro O ceifador de chicletes e, às vezes, o destino prega peças, mas o importante seguir em frente e aprender com as adversidades. 



"- Me sinto girando de costas no meu casco há muitos anos. Completamente tonta. A vida parece um borrão, e o carrossel gira cada vez mais depressa. Às vezes mal consigo me segurar no cavalo. E quero morder todas essas merdas dessas mãos que ficam tentando me alcançar, porque não sei mais quais são boas e quais são ruins. Como se não existisse mais diferença entre bom e mau. Será que dá pra entender?" Página 151



Quando fiz a solicitação de Todas as coisas belas, não tinha muitas expectativas para a leitura além de conhecer a escrita de Matthew Quick e com relação a isso não me decepcionei. Porém em muitas passagens durante a narração fiquei com vontade de entrar no livro e dar um chacoalhão na Nanette. A protagonista não me agradou em nada, apesar de no começo fazer tudo o que esperavam dela, quando ela conhece Booker começa a "meter o louco" e toda a sua vida desanda, em determinado ponto da história a protagonista começa a falar de si em terceira pessoa e isso acabou me irritando durante a leitura. Depois de muito pensar, resolvi acreditar que foi intencional esse desconforto como se o autor quisesse mostrar que outra pessoa estivesse vivendo ao invés de Nanette, mas não funcionou para mim. Alex é outro personagem que não tive afinidade, pois é o pobre menino rico que quer mudar o mundo e acaba sendo inconsequente com relação a tudo o que faz. Oliver, por outro lado, é o personagem que mais gostei, apesar de não aparecer tanto. 

Com relação à edição não tenho ressalvas, começando pela capa que acaba chamando bastante atenção pelas cores fortes e dando um ar jovem ao livro. A diagramação está ótima, assim como a revisão, que tornam a leitura agradável apesar de um tanto arrastada. Pretendo ler as outras obras do autor para ver se eu realmente comecei pelo livro menos cativante, mas para aqueles que estão curiosos para conhecer a história é interessante dar uma chance, quem sabe tenham uma opinião diferente da minha. 



"- Todo mundo espera que a vida seja mais fácil para os jovens. Talvez o objetivo em nosso país seja alcançar uma vida mais fácil, então vemos a verdade como algo que traz mau agouro. Conheço muita gente no meu dia a dia de trabalho e posso dizer, com toda a certeza: a vida é bem difícil para quase todos." Página 209

4 comentários:

  1. Oi Raffa, tudo bem?
    Nunca tinha ouvido falar deste livro, mas do autor sim. Ainda não li O Lado Bom da Vida e nem pretendo porque assisti ao filme e odiei. Com relação a este livro, não sei se me interessei pela estória, mas achei a capa bem linda.
    Beijos

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  2. O título é bem interessante, mas imaginei um enredo totalmente diferente. Não sei se me prenderia a atenção, só mesmo lendo para saber. Que coisa doida essa mudança na narrativa da protagonista falando em 3ª pessoa, alguma mensagem deve ter nisso tudo.

    Evandro

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  3. Rafa!
    Não li nada do autor ainda.
    Gosto de leituras que trazem essa abordagem mais pessoal sobre a busca do que fazer, ou de quais perspectivas de vida teremos.
    Fico feliz que tenha se identificado, tem fases que são assim em nossa vida.
    “O maior problema e o único que nos deve preocupar é vivermos felizes.” (Voltaire)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA SETEMBRO - 5 GANHADORES - BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  4. O autor teve uma boa ideia mas eu acho que não conseguiu desenvolver por completo as cenas eu achava muito arrastada e te diante por horas quis interromper a leitura e eu tive essa mesma experiência com o último livro que eu li dele que foi quase uma rockstar

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