Por dentro da tela: 3096 dias

Título no Brasil: 3096 Dias
Título Original: 3096 Tage
País de Origem: Alemanha
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 111 minutos
Ano de Lançamento: 2013


Uma jovem austríaca é raptada e mantida em cativeiro durante oito anos. Baseado na história real de Natascha Kampusch.



"Estava claro. Só um de nós sobreviveria. E no final fui eu. Não ele. Por favor, ajude! Eu fui sequestrada. Meu nome é Natascha Kampusch."



Classificação:     


3096 dias é, de longe, a postagem mais acessada do blog e segunda resenha que eu publiquei no La vie est ailleurs. Conheci a história da austríaca Natascha Kampusch por meio de minhas pesquisas sobre o desaparecimento da Madeleine McCann e tive a vontade de ler a obra que a garota publicou após sua libertação. Assim como o filme, não é uma leitura fácil e me deixou enjoada por diversas vezes, mas não podemos esquecer que é algo que acontece todos os dias e em todo o mundo. 



Assisti o filme, que por sua vez é baseado nos relatos de Natascha durante seus oito anos de cativeiro, e ele é perturbador de tantas maneiras. Fico chocada de perceber que enquanto eu estava comemorando aniversários, cercada de amor, esta garotinha estava sofrendo os mais diversos tipos de abuso e humilhação. E, apesar de tudo o que aconteceu, Natascha Kampusch permaneceu forte e conseguiu se libertar de seu sequestrador. Existem histórias semelhantes de vítimas que foram encontradas ou fugiram, como é o caso de Natascha, e são estas que nos dão esperança. 

Em um dia como os outros, Natascha Kampusch brigou com sua mãe e saiu para a escola. Para não mais voltar durante oito anos. A garotinha de dez anos foi sequestrada e permaneceu em cativeiro até pouco depois de seus dezoito anos. Você poderá conferir mais sobre a história da austríaca aqui, pois irei apresentar nesta publicação um pouco mais sobre o filme em si. 

A produção conta com atores muito parecidos com os personagens reais da história, a garotinha que você pode ver na imagem acima é muito parecida com Natascha aos dez anos de idade (as fotos podem ser encontradas por toda a rede). Já a jovem que interpreta Natascha em sua adolescência mostra aos espectadores todo o sofrimento que ela sentiu em seus anos cativa, desde a tentativa de suicídio até quando ela percebeu que lutaria por sua vida até as últimas consequências. No livro Natascha deixou claro que não iria relatar os abusos sexuais sofridos durante os anos de cativeiro, mas no filme não foram excluídas as cenas de violência sexual o que deixou o filme bem mais forte do que o livro escrito pela jovem. Fico sem palavras para descrever tudo o que senti quando li ou assisti a história de Natascha, mas sem dúvidas ela é uma garota que tinha tudo para desistir, porém em todos os anos que permaneceu presa tornou-se uma pessoa forte e que deve servir de exemplo para todos que acreditam que sua vida é horrível, pensem em tudo o que ela passou sem nunca desistir de lutar. 






2 comentários:

  1. Vou tentar assistir esse filme, apesar de imaginar que deve ser muito perturbador.

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  2. E perturbador sim, eu consegui assisti pq ja sei lidar com esse tipo de coisa. Mas algo q me intriga é que foi real. Triste. Gostaria mt de conhecer Natascha Kampusch.

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