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26 maio 2019

Resenha: A irmã da lua - Lucinda Riley (As Sete Irmãs #5)

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 592

Em A Irmã da Lua, quinto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens separadas por um século têm suas vidas entrelaçadas numa emocionante história sobre fé, tradição, paixão e sobrevivência.

Entre as filhas adotivas de Pa Salt, Tiggy D’Aplièse é conhecida como a instintiva e sensível. Envolvida em sua carreira na proteção de animais selvagens, ela não sabe se está preparada para seguir as pistas de suas origens, deixadas pelo pai.

Ao aceitar um novo emprego nas belíssimas Terras Altas escocesas, Tiggy fica apaixonada pela remota propriedade, administrada pelo enigmático Charlie Kinnaird. O belo cirurgião cardíaco acabou de herdá-la e enfrenta problemas para reerguê-la e transformá-la em um santuário para as espécies nativas.

Em seu novo lar, Tiggy encontra o velho cigano Chilly, que altera totalmente seu destino. Ele conta que ela não só possui um sexto sentido, proveniente dos ancestrais, como há tempos foi previsto que ele a levaria até suas origens na Espanha, nas montanhas sagradas de Sacromonte, à sombra da magnífica Alhambra.

Escrito com a notável habilidade de Lucinda para entrelaçar enredos emocionantes e nos transportar para épocas e lugares distantes, A irmã da lua é uma brilhante continuação para a aclamada série das Sete Irmãs, e uma leitura saborosa e reveladora.

Classificação:      




"A maioria das crianças tinha o luxo de ter seu passado ligado a seu presente e seu futuro. Foram educadas em um ambiente que aceitavam e compreendiam. No meu caso, era como se eu estivesse assistindo a um curso intensivo sobre a minha linhagem, que não poderia ser mais diferente da vida que levei desde que fora tirada dali por Pa. De alguma maneira, eu precisava colar as duas Tiggys em uma só, e sabia que isso levaria algum tempo. Em primeiro lugar, era preciso chegar a um acordo com essa nova Tiggy do presente que eu estava descobrindo." Página 381


A irmã da lua é o quinto volume da série As Sete Irmãs, de autoria de Lucinda Riley e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Desde que finalizei o volume anterior já estava ansiosa para continuar a série e assim que a editora disponibilizou a obra para pedidos não hesitei em fazer a leitura. Neste volume acompanhamos a trajetória de Taígeta, ou Tiggy para os íntimos, a quinta filha adotiva de Pa Salt, uma jovem extremamente sensível e instintiva.

Assim como as irmãs, Tiggy precisa lidar com a perda de seu pai adotivo e com as descobertas sobre as suas origens. Agora, ela está trabalhando com animais selvagens na Propriedade Kinnaird, gerenciada por Charlie Kinnaird - um cirurgião que está tentando restaurar a propriedade ao mesmo tempo em que busca manter seu casamento e lidar com a rebeldia de sua filha, Zara. 

Nas Terras Altas, Tiggy conhece Chilly, um cigano que afirma que prometeu levá-la para casa, isto é, para sua família biológica. Então Tiggy embarca em uma viagem de descobertas de suas origens que vêm de Sacromonte, com Lucía - uma jovem que aprendeu desde cedo a abdicar de tudo em busca de um sonho. Ainda pequena mudou-se com seu pai em busca de oportunidades como dançarina e com o tempo ambos se afastaram de casa e de suas origens, porém uma década depois Lucía se vê obrigada a voltar para casa e amparar sua mãe.

Tiggy e Lucía são duas protagonistas fortes e independentes e é extremamente interessante acompanhar o desenvolvimento da história de Lucinda Riley para a quinta irmã, uma das que mais gostei durante a leitura dos livros anteriores. Tiggy é uma jovem que busca fazer a diferença no mundo, Lucía, por sua vez, é o contrário e almejava se tornar uma dançarina conhecida, mesmo que isso custasse tudo o que tinha. Duas mulheres diferentes, ligadas pelo destino e que têm as vidas transformadas pela perda e a magia. 

A irmã da lua é um livro cativante, assim como os anteriores, a escrita de Lucinda Riley é maravilhosa e a cada livro que tenho a oportunidade de conhecer admiro ainda mais a autora. A capa mantém o padrão adotado nas anteriores, o que fica lindo para o reconhecimento da série, a diagramação e a revisão estão boas e o livro conta com letras em bom tamanho, os capítulos se alternam entre Tiggy e Lucía, dando ao leitor a oportunidade de conectar a história das duas mulheres. Esta série é, sem dúvida, uma das minhas favoritas e apesar de A irmã da lua não se tornar um dos meus livros favoritos, foi uma leitura maravilhosa.




" - Sinto muito por ter sido tão... difícil desde que chegamos.
- Você sempre foi difícil, querida, mas entendo por quê. Você estava de luto.
- Você está certa, eu estava de luto. Por tudo o que eu fui. Mas, como dissemos, este é o início de uma nova vida e devo tentar abraçá-la. Quantas pessoas não puderam fazer o mesmo..." Página 465



08 outubro 2018

Resenha: A irmã da pérola - Lucinda Riley (As Sete Irmãs #4)

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Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 528

Em A Irmã da pérola, quarto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens de séculos diferentes têm seus destinos cruzados numa emocionante história sobre amor, arte e superação.
Ceci D’Aplièse sempre se sentiu um peixe fora d’água. Após a morte do pai adotivo e o distanciamento de sua adorada irmã Estrela, ela de repente se percebe mais sozinha do que nunca. Depois de abandonar a faculdade, decide deixar sua vida sem sentido em Londres e desvendar o mistério por trás de suas origens. As únicas pistas que tem são uma fotografia em preto e branco e o nome de uma das primeiras exploradoras da Austrália, que viveu no país mais de um século antes.
A caminho de Sydney, Ceci faz uma parada no único local em que já se sentiu verdadeiramente em paz consigo mesma: as deslumbrantes praias de Krabi, na Tailândia. Lá, em meio aos mochileiros e aos festejos de fim de ano, conhece o misterioso Ace, um homem tão solitário quanto ela e o primeiro de muitos novos amigos que irão ajudá-la em sua jornada.
Ao chegar às escaldantes planícies australianas, algo dentro de Ceci responde à energia do local. À medida que chega mais perto de descobrir a verdade sobre seus antepassados, ela começa a perceber que afinal talvez seja possível encontrar nesse continente desconhecido aquilo que sempre procurou sem sucesso: a sensação de pertencer a algum lugar.


Classificação:      



"Perto do Cinturão de Órion, vi a constelação das Sete Irmãs. Quando Pa me mostrou minha estrela no telescópio pela primeira vez, logo percebeu que fiquei decepcionada. Era a menos brilhante, o que praticamente já explicava tudo, e minha história mitológica parecia vaga. Ainda tão jovem, eu queria ser a maior estrela, a mais brilhante, com a melhor história de todas.

- Ceci - disse ele, pegando minhas pequenas mãos, - você está aqui na Terra para escrever sua própria história. E eu sei que vai conseguir." Página 25


A Irmã da Pérola é o quarto livro da série As Sete Irmãs, escrita por Lucinda Riley e lançada no Brasil pela Editora Arqueiro. Confesso que o primeiro livro pedi por impulso, mas a cada volume me apaixono mais pela história das seis irmãs adotadas por Pa Salt e que após a morte de seu pai são levadas a confrontar seus passados e descobrir suas origens.

Ceci 
D’Aplièse é a quarta irmã, chegou à Atlantis apenas seis meses após a chegada de Estrela e a ligação entre as duas fora imediata. Estrela sempre foi bastante tímida e encontrava em Ceci uma cúmplice e a irmã que a apoiava em tudo. Em A Irmã da Sombra, a separação entre as duas se iniciou porque Estrela queria encontrar seu lugar no mundo ao invés de sempre ficar à sombra da irmã mais nova, porém este distanciamento foi bem complicado para Ceci e agora ela decidiu ir atrás de sua história e também encontrar um lugar ao qual pertence. Ceci embarca em uma jornada de autodescoberta guiada apenas por uma fotografia antiga e um nome, Kitty Mercer, além de um advogado que foi o responsável por uma herança que ela recebeu de sua família biológica pouco depois da morte de Pa Salt. 

Apesar de sua origem ser na Austrália, Ceci decide ficar um tempo na Tailândia e lá faz amizade com Ace, um homem bastante recluso e que a ajuda quando ela precisou. Porém, ao chegar na Austrália, Ceci percebe que Ace estava escondendo um grande segredo e ela acabou sendo usada para que o homem fosse descoberto. Precisando lidar com as consequências de algo que não fez e  buscando informações sobre seu nascimento, Ceci conta com a ajuda de Chrissie - uma nova amiga - e um audiolivro que conseguiu comprar sobre a vida de Kitty, que se torna o principal meio de entender o passado e como isso definiu sua vida. 


"Mesmo que eu não tivesse pensado muito na relação que podia ter com Kitty antes de chegar ali, agora havia uma parte de mim que adoraria ter algum parentesco com ela. Não só por causa de sua coragem de ir para a Austrália, para início de conversa, mas também pela maneira como lidou com o que encontrou lá quando chegou. As experiências dela faziam meus próprios problemas parecerem insignificantes. Fazer o que ela fez na Broome de cem anos atrás exigia muita coragem. E ela seguiu seu coração, aonde quer que isso a tenha levado." Página 260


A Irmã da Pérola, assim como os anteriores, é fascinante e leva o leitor a acompanhar uma jornada de autoconhecimento e muita reflexão sobre os caminhos que a vida e o destino traçam antes mesmo de nascermos. Ceci é uma personagem apaixonante, e assim como Estrela teve que se adaptar a nova vida sozinha, o que acabou sendo bastante difícil para ambas. A história de Kitty McBride também é interessante, filha de um pastor ela tem a chance de ir para a Austrália como dama de companhia de uma das fiéis da igreja de seu pai, e lá forma uma vida. Casa-se, tem um filho e com a morte do marido assume um grande império de extração de pérolas, porém tudo isso às custas de seu verdadeiro amor. 

A edição mantém o padrão das anteriores, a capa é maravilhosa e combina muito com a história apresentada por Lucinda Riley. A diagramação é simples e a revisão está ótima, os capítulos são bem divididos e há a divisão entre passado e presente, que são apresentados em terceira pessoa e primeira pessoa, por Ceci, respectivamente. Sem dúvida indico a série para todos os leitores e estou ansiosíssima pela história de Tiggy, que tivemos uma prévia nas últimas páginas de A Irmã da Pérola para aguçar a curiosidade. 



"O fato é que as últimas semanas tinham sido as mais incríveis de toda a minha vida. O pensamento por si só era brega, mas era como se eu tivesse renascido. Como se todos os pedaços de mim que não se encaixavam na Europa tivessem sido tirados e reorganizados, de modo a formar um todo melhor. Assim como minha instalação de arte. Eu nunca consegui que ela fosse perfeita, mas enfim, eu mesma nunca seria. Porém, eu sabia que estava melhor, e isso era o suficiente." Página 407




15 setembro 2018

Resenha: Batman: Criaturas da Noite - Marie Lu

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 256

As criaturas da noite estão caçando a elite de Gotham. Bruce Wayne é o seu novo alvo.

Bruce Wayne está prestes a completar 18 anos e herdar a fortuna de sua família, além do controle das indústrias Wayne. No entanto, no dia do seu aniversário, ele faz uma escolha impulsiva e é condenado a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham, uma mescla de prisão e hospital psiquiátrico onde estão detidos os criminosos mais desequilibrados da cidade.

Lá ele conhece Madeleine, integrante das Criaturas da Noite, um grupo radical que deseja acabar com a elite de Gotham. Até então, a moça se recusava a confessar seus crimes ou informar à polícia os futuros ataques que planejavam, mas ela resolve se abrir para Bruce Wayne, dando início a um perigoso jogo de sedução e inteligência.


Será que o jovem Wayne vai conseguir convencê-la a revelar todos os seus segredos ou ela está apenas manipulando-o para arruinar Gotham? Enquanto o golpe final das Criaturas da Noite se aproxima, Bruce percebe que não é tão diferente de Madeleine. E, mesmo longe de se tornar o Cavaleiro das Trevas, precisará provar que está preparado para deter uma das maiores ameaças que Gotham já presenciou.




Classificação:     


"Bruce pestanejou. Era essa a prisioneira que a polícia de Gotham estava interrogando? Ele não sabia o que esperava, mas a garota não era nada do que imaginara. Parecia uma colega de escola, jovem demais para um lugar feito Arkham. Ao contrário dos outros detentos, ela exibia uma calma mortífera, e nada ali sugeria qualquer traço de criminalidade. Naquela fortaleza de violentos e desajustados, ela parecia... deslocada." Página 53



Batman: Criaturas da Noite é o segundo volume da série Lendas da DC, de autoria de Marie Lu e lançado pela Editora Arqueiro. Não sou muito fã do Batman, porém como havia lido o primeiro livro da coleção e adorei, resolvi solicitar e ver o que achava e confesso que foi uma agradável surpresa. 

Bruce Wayne está prestes a assumir a fortuna de sua família, porém interfere em uma perseguição policial e é punido. Como pena o jovem é obrigado a ajudar no Asilo Arkham, um hospital psiquiátrico prisional. Neste complexo estão presos os criminosos mais perigosos de Gotham, incluindo os integrantes das Criaturas da Noite, um grupo que está por trás dos assassinatos de pessoas importantes para a cidade. Um dos integrantes das Criaturas da Noite é Madeleine, uma jovem que tem a idade de Bruce e apesar da garota estar presa há meses e não falar nada para a polícia, acaba conversando com Bruce e coloca-o  em uma situação delicada, já que Madeleine era extremamente perigosa, mas possuía informações para ajudar a polícia a proteger os cidadãos da cidade. 

Em uma investigação paralela à da polícia, Bruce utiliza as informações que Madeleine lhe passa para tentar ajudar a cidade, porém descobre que seu nome está na lista de futuros assassinatos que serão executados pelas Criaturas da Noite. Apesar de confiar nas informações que Madeleine, Bruce sabe que a garota é ardilosa e fará de tudo para conseguir o que deseja, mesmo que a vida de Bruce corra risco durante este processo. 

Uma história eletrizante que deixará o leitor abismado com a complexidade dos planos das Criaturas da Noite. Gostei bastante da leitura e como pedi por impulso, acabei não tendo quaisquer expectativas para a leitura e isso foi maravilhoso, já que me surpreendi bastante com o desfecho da história. A edição está ótima, a capa é chamativa e mantêm a identidade visual da série, a diagramação está bem trabalhada e conta com uma referencia à capa do livro a cada início de capítulo, não lembro de ter notado problemas com a revisão. Com certeza irei ler os próximos livros da série e recomendo a leitura da série para os fãs de super-heróis


"Bruce sentiu o rosto esquentar. O que estava fazendo, nessa tentativa de arrancar algo mais dela? Madeleine Wallace era uma prisioneira do Asilo Arkham. Era doida em todos os sentidos, e agora lá estava ela, ensaiando um flerte perverso com ele. Havia cometido três assassinatos a sangue-frio, retalhado três gargantas com a precisão de um cirurgião psicopata." Página 93


04 setembro 2018

Resenha: Baía dos Suspiros - Nora Roberts

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 288
Tradutor: Maria Clara de Biase

Para celebrar a ascensão ao trono de sua nova rainha, as deusas da lua criaram três estrelas, de fogo, água e gelo. Mas a deusa da escuridão as fez cair do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos. Os seis guardiões, três homens e três mulheres de natureza especial, seguem unindo forças na busca pelas estrelas.

Com sua bússola mágica, Sawyer King os transporta para a ilha de Capri, onde está escondida a Estrela de Água. Agora, eles vão precisar contar ainda mais com a sereia Annika. Nova neste mundo, sua pureza e beleza são de tirar o fôlego, assim como sua lealdade e disposição em proteger os novos amigos.

Sawyer logo se vê atraído por seu espírito alegre. Mas Annika deve voltar para o mar em breve, e ele sabe que, se permitir que ela entre em seu coração, nenhuma bússola será capaz de guiá-lo para a terra firme…

Enquanto isso, na escuridão, Nerezza está furiosa com a primeira derrota e planeja um retorno ainda mais maligno. Ela perdeu uma estrela para os guardiões, mas ainda há tempo para derramamento de sangue. Pois uma nova arma está sendo forjada. Algo mortal e imprevisível.


Classificação:      


Pode conter spoilers do livro anterior: Estrelas da Sorte


"- Foi muito rápido. Lindo. Fez... - Ela levou a mão em concha ao coração e a abriu, como um desabrochar. - Fez meu coração se dilatar. Senti vento, vi cores e luz. Foi incrível. Depois veio a música, apenas música, com palavras que eu não distinguia muito bem. E suspiros. Mas não tristes, pelo menos não todos. Doces, mas com certa tristeza. Um pouco de tristeza misturada à alegria. Isso faz algum sentido?" Página 25


Baía dos Suspiros é o segundo livro da trilogia Os Guardiões, de autoria de Nora Roberts e lançado no Brasil pela Editora Arqueiro. Iniciei a leitura logo após concluir a de Estrelas da Sorte, já que a busca dos guardiões pelas estrelas me deixou extremamente curiosa para saber o que aconteceria a seguir.

Neste livro, os seis vão até Capri, lugar em que possivelmente a Estrela da Água estaria escondida. Agora, com todos os segredos devidamente revelados, os seis amigos buscam entender seus sentimentos em relação aos companheiros e a aventura. O primeiro livro ficou focado na construção de um relacionamento entre Sasha e Bran, neste volume o casal que ganha destaque é Annika e Sawyer, este que luta contra os sentimentos que nutre pela jovem sereia. Com a Estrela de Fogo em segurança, o sexteto se vê buscando informações sobre a segunda estrela a ser resgatada e a sua forte conexão com Annika. 

Um personagem inserido na trama é Andre Malmon, um homem ambicioso que já tem um passado com Riley e Sawyer, e é seduzido por Nerezza para ajudá-la na captura dos guardiões e das estrelas. Aos poucos Malmon deixa seu lado humano esquecido e começa a se tornar uma criatura desprezível que busca fazer tudo o que a mulher lhe ordena. 

Baía dos Suspiros é um livro emocionante, no primeiro livro conhecemos os personagens e percebemos o seu crescimento, já neste volume os seis estão bem entrosados e não tem medo de arriscar tudo pela missão de resgatar as estrelas e não deixar os mundos caírem na escuridão de Nerezza. Confesso que gostei bem mais deste volume, já que apesar de o clima ser de aventuras e algumas batalhas, pela narração ser focada em Annika e Sawyer o leitor tinha breves cenas descontraídas, pois Annika ainda estava aprendendo a se comportar como humana e fazia comentários bem engraçados e sinceros. Sawyer é um homem honrado e faz de tudo para evitar se aproximar de Annika, justamente pelo fato de ela ser ingênua em alguns assuntos, porém é inegável a ligação e, aos poucos, ele deixa o medo de lado e se entrega aos seus sentimentos. Este é, sem dúvidas, o meu livro favorito e não vejo a hora do lançamento de Ilha de Vidro. 

A capa segue a identidade visual da série, mostrando uma das personagens e o cenário em que os seis se encontram. A diagramação é simples, capítulos bem divididos que tornam a leitura fluida e com a possibilidade de pausas estratégicas. Assim como em Estrelas da Sorte, encontrei problemas na revisão, porém nada que anule a experiência maravilhosa que é esta leitura. E com este livro Nora Roberts conseguiu me conquistar também em suas histórias de fantasia, já que é uma das minhas autoras favoritas quando se trata de romance policial. 


"- Sawyer?
 - Sim.
 - Você é meu herói.
- Anni? Você é minha heroína. Que tal me ajudar a descer para a gente conversar com os outros heróis?"
 Página 208



03 setembro 2018

Resenha: Estrelas da Sorte - Nora Roberts

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 288

Sasha Riggs é uma artista assombrada por sonhos que transforma em pinturas maravilhosas, cenas que preveem o futuro. Ela nunca conseguiu assumir seu dom, mas desta vez não consegue ignorar as visões que a atormentam e viaja para a ilha grega de Corfu.

É lá que encontra as pessoas com quem sonha: um mágico, um arqueólogo, um viajante, um lutador, um solitário. Elas também foram atraídas por uma força inexplicável. Dotadas de habilidades extraordinárias, cada uma terá um papel fundamental na aventura que as espera: encontrar as míticas Estrelas da Sorte, que caíram do céu, pondo em risco o destino de todos os mundos.

Sasha é quem os mantém unidos e vê no mágico, Bran Killian, um homem de imensa compaixão. Ela tem dificuldade para lidar com sua vidência, mas Bran está lá para apoiá-la. Porém, os dois não devem desviar sua atenção da missão, pois uma ameaça sombria procura corromper tudo que está no caminho para alcançar as estrelas.


Classificação:       


"Ela era atormentada por sonhos, estivesse dormindo ou acordada. Entendia de sonhos, visões, conhecimento. Faziam parte de sua vida e ela aprendera a bloqueá-los, afastá-los." Página 14


Estrelas da Sorte é o primeiro livro da trilogia Os Guardiões, de autoria de Nora Roberts e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Apesar de gostar muito da escrita da Nora Roberts nos romances policiais, confesso que fiquei receosa ao solicitar o livro por ser de fantasia. Logo nos primeiros capítulos a narrativa me conquistou e já estou ansiosa para o lançamento de Ilha de Vidro, o livro que encerra a trilogia. 

Neste volume conhecemos Sasha Riggs, uma artista reclusa que possui o dom da vidência. Seguindo seus instintos, Sasha vai até Corfu em busca de respostas já que estava pintando há algum tempo cenas que pareciam ser do futuro. No lugar em que ficou hospedada, Sasha conhece a Dra. Riley Gwin, arqueóloga e uma das pessoas que estão presentes nos quadros de Sasha. Pouco depois, as duas conhecem Bran Killian, Sawyer, Annika e Doyle, e o sexteto está completo.

Cada um dos seis têm uma participação importante na busca pelas estrelas e já haviam tido contato com a história seja por buscas ou até mesmo pela família. Todos guardam segredos e tentam fazer sua parte nesta aventura, porém chegará um momento que todos deverão ser sinceros para que não sejam desfavorecidos nas batalhas. Nerezza, a vilã da história, é a responsável pelas estrelas terem sido espalhadas na Terra, já que seu plano era a dominação e é contra ela que os personagens precisam lutar para que o mundo não seja tomado pela escuridão. 

"Fora fraca, pensou; não poderia ter sido e nunca mais o seria. Se era para continuar com aquilo, e sabia que continuaria, precisaria ser mais esperta, mais forte e mais bem preparada. Não se acovardaria uma segunda vez quando uma deusa dos infernos tentasse dominá-la." Página 114


Estrelas da Sorte é um livro intenso, cativante e o leitor torce para que os seis consigam se livrar das investidas da vilã e mantenham o mundo como está. Os segredos dos protagonistas são inseridos na narração de forma a fazer com que o leitor possa ter suas teorias antes mesmo da confirmação pelos personagens, o que torna a descoberta bastante divertida. É interessante ver o crescimento de Sasha com o passar dos capítulos, assim como o relacionamento dos seis estranhos que foram unidos por essa busca e, aos poucos, tornam-se uma família. Nerezza é uma vilã que não se pode colocar defeito e que faz de tudo para ter o que deseja, mesmo depois de algumas batalhas perdidas, não desiste fácil da guerra.

A capa é linda e ilustra a cidade em que os protagonistas assumem seu destino de resgatar as estrelas, além de dar uma breve ideia da aparência de Sasha.  A diagramação é simples, capítulos bem divididos, porém encontrei algumas falhas na revisão. A leitura é fluida e já devorei também o segundo volume, Baía dos Suspiros, então este livro é, sem dúvidas, indicado para todos que gostam da Nora Roberts e livros de fantasia. 


"Destruiria mundos para atingir seus objetivos. As estrelas lhe dariam todo o poder necessário, e quando as tivesse e voltasse para a Ilha de Vidro para ascender ao trono, como era seu direito, criaria o que desejasse. 
Mundos de fogo e tempestades. Mundos de escravos e sofrimento. Mundo após mundo para servi-la. Isso era reinar, e seu reinado seria eterno." Página 204




30 agosto 2018

Resenha: Uma longa jornada - Nicholas Sparks

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Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 368

Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.

Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra e seus efeitos sobre eles e suas famílias.

Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga até um rodeio. Lá é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.

Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem
juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família.

Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado.
Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.

Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.



Classificação:       




"Foi assim que tudo começou. Não é uma história emocionante de aventura ou o tipo de romance de conto de fadas dos filmes, mas pareceu uma intervenção divina. Ruth ter visto algo especial em mim não fazia sentido algum, mas fui inteligente o bastante para aproveitar minha oportunidade. Depois disso, embora não tivéssemos muito tempo livre, passamos a maior parte dele juntos." Página 67


Uma longa jornada é um dos livros do Nicholas Sparks que estavam na minha estante há anos, mas que ainda não tinha tido vontade de ler. Em meados de 2015 tive um surto e comprei todos os livros dele que estavam disponíveis, mas acabei ficando enjoada de ler e acabei deixando de lado até agora. Confesso que me arrependi, já que a história é um amorzinho e aproveitei bastante a leitura.

Este livro conta a história de Sophia, uma universitária que está terminando um relacionamento conturbado e ao ir a uma festa, acaba conhecendo Luke, um caubói que a defende de uma investida violenta do ex-namorado. Com isso os dois começam a se aproximar e iniciam um relacionamento, porém aos poucos Sophia descobre que Luke está passando por problemas financeiros e arrisca sua vida mensalmente nos rodeios para salvar a fazenda de sua mãe. 


Em contrapartida, conhecemos também Ira, um senhor de idade avançada que sofre um acidente na estrada já tomada pela neve e começa a ver sua falecida esposa em diversas épocas de suas vidas. Duas gerações completamente diferentes, mas que se cruzaram por uma fatalidade. Três vidas que mudaram para sempre e uma oportunidade de Luke e Sophia acreditarem que tudo acontece por uma razão. Este é o típico romance do Nicholas Sparks que deixa o leitor torcendo para que os personagens enfrentem os problemas e deem uma chance ao destino. 


"Percebeu que os altos e baixos, os sonhos e as dificuldades, tudo fora parte da jornada - uma jornada que a levou ao gado perto de uma cidade chamada King, onde se apaixonara por um caubói chamado Luke." Página 220


Apesar da carga dramática da vida de Luke e o acidente de Ira, este é um livro leve e gostoso de ser lido. Os protagonistas são bem descritos e cativantes, apesar de em algumas vezes ficar com vontade de dar uns tabefes na Sophia. A história de Ira e Ruth é inspiradora, e a força de vontade de Luke de deixar a sua segurança de lado para dar uma chance de sua mãe reerguer a fazenda é emocionante, apesar de o protagonista ser bastante inconsequente com isso. 

A edição está ótima, sou suspeita em falar, mas adoro livros com capa/filme. A diagramação é simples, a revisão está boa e os capítulos bem divididos. Apesar de ter terminado o livro há um tempinho, ainda não fui atrás da adaptação, mas confesso que estou morrendo de curiosidade para conferir o filme. Sem dúvidas esta é uma leitura indicada para os leitores que adoram romance e histórias inspiradoras. 


"É estranho, penso, o que nossas vidas se tornam. Momentos circunstanciais, quando mais tarde combinados com decisões e ações conscientes e uma boa dose de esperança, podem enfim criar um futuro que parece predestinado." Página 242

11 julho 2018

Resenha: A luz que perdemos - Jill Santopolo

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272


Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.




Classificação:      



"Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante, teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer parte da história da minha vida," Página 21



A luz que perdemos foi lançado em 2018 pela Editora Arqueiro e é de autoria de Jill Santopolo. O livro nos apresenta um relacionamento iniciado em 11 de Setembro, dois jovens estavam na faculdade quando recebem a notícia do atentado e desde esse dia suas vidas estão ligadas, apesar de se afastarem diversas vezes. 

Lucy e Gabe se conheceram na manhã do atentado, milhares de vidas interrompidas fizeram com que ambos se entregassem ao momento e uma amizade se iniciou, porém neste mesmo dia Gabe volta com a ex-namorada e Lucy percebe que isso não teria futuro. Um ano depois de sua formatura, Lucy está comemorando seus 23 anos e reencontra Gabe, desta vez o relacionamento engata e os dois vão morar juntos até Gabriel decidir aceitar um trabalho como fotógrafo em zonas de conflito. Apesar de não concordar com a decisão, Lucy decide não abandonar sua carreira para acompanhar o namorado, então foca em sua carreira como roteirista e aos poucos sua vida segue sem Gabe. 

Aos poucos Lucy se restabelece e abre seu coração para Darren, casa-se e constrói uma família, porém Gabe continua sendo parte de sua história e constantemente aparece em seus pensamentos para lembrá-la do que poderiam ter caso o rapaz não tivesse aceitado o emprego. A luz que perdemos é uma história complexa, mas que nos mostra o quanto a vida muda à medida que amadurecemos, planos são postos de lado, trabalhos aparecem, pessoas partem e mesmo assim precisamos nos adaptar, continuar vivendo e aprendendo com as adversidades. 

A capa é linda, o que me fez solicitar o livro além da sinopse bem elaborada, a diagramação está boa e a revisão deixou passar alguns errinhos, mas nada que tire o foco da história maravilhosa. Quando solicitei a obra para a editora não imaginei o quanto ficaria abalada com a leitura, porque apesar de ter visto muitas pessoas comentando sobre o livro, pedi por impulso e me apaixonei pela história criada por Jill Santopolo. A leitura trás a tona um misto de emoções e o leitor torce para que tudo dê certo para Lucy, o desfecho é inesperado e faz com que o leitor se pergunte o quê faria no lugar da protagonista. Sem dúvidas, um livro excepcional. 




"Darren compreende tanta coisa em mim... Desde o início. Embora ele não consiga entender em absoluto minha ligação com você, mas não o culpo por isso." Página 115

06 junho 2018

[Resultado] Top comentarista de Maio

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Olá, leitores.

Em maio contamos com 9 postagens válidas para o top comentarista: 



A postagem sorteada foi:
E o comentário sorteado foi: 

















Parabéns, Gislaine. Você ganhou o livro A MULHER NA JANELA, da Editora Arqueiro. Entrarei em contato por e-mail.
Agradeço a participação de todos os leitores e logo mais publico o top comentarista de junho. 

15 maio 2018

Resenha: Sem fôlego - Abbi Glines

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272
Tradutor: Cássia Zanon

Sadie White acabou de se mudar com a mãe grávida para a cidade litorânea de Sea Breeze, mas seu emprego de verão não vai ser na praia. Como a mãe dela se recusa a trabalhar, Sadie vai substituí-la como empregada doméstica numa mansão na ilha vizinha.

Quando os donos da casa chegam para as férias, Sadie se depara com ninguém menos que Jax Stone, um dos roqueiros mais desejados do mundo. Se Sadie fosse uma garota normal – se ela não tivesse passado a vida cuidando da mãe e dos afazeres domésticos –, talvez estivesse impressionada com a ideia de trabalhar para um astro do rock. Mas ela não está.

Na verdade, é Jax quem fica atraído por ela. Tudo a respeito de Sadie o fascina, mas ele luta contra esse desejo: relacionamentos nunca funcionam em seu mundo e, por mais que ele queira Sadie, sabe que ela merece algo melhor. Conforme o verão passa, no entanto, essa paixão começa a deixá-lo sem fôlego – e é como se Sadie fosse a única pessoa capaz de lhe devolver o oxigênio.

Será que o amor entre os dois pode superar as diferenças em seus estilos de vida? Jax e Sadie vão precisar respirar fundo e mergulhar nessa relação para descobrir.



Classificação:    





"O mundo não sabe de nada. Normalmente, eu era um cretino egoísta no que dizia respeito a garotas e relacionamentos. Não as queria por perto a menos que precisasse de algum alívio. Não me importava com os sentimentos delas nem tinha tempo para ficar abraçado ou fazendo-as se sentirem desejadas. Se uma garota me quisesse, nunca teria nada além da parte física. Até agora. Até Sadie." Página 125




Sem fôlego é o primeiro livro da série Sea Breeze, da autora Abbi Glines e pulicado pela Editora Arqueiro. O livro conta a história de Sadie White, uma garota negligenciada pela mãe desde seus primeiros anos de vida e que agora precisa assumir o lugar dela como empregada em uma mansão, pois a mãe está grávida e não consegue mais fazer esforço - o que convenientemente começou no primeiro dia de férias de Sadie.

Como a garota sabe que se não trabalhar irão passar ainda mais necessidade, Sadie vai até a mansão e consegue a vaga da mãe, porém logo no primeiro dia descobre que quem mora na casa em que está trabalhando é a família de Jax Stone, um roqueiro bastante convencido e que teria quem quisesse aos seus pés. Como em todo bom romance, os protagonistas se apaixonam perdidamente, porém Jax não quer que a mídia descubra de seu envolvimento com Sadie para preservá-la, mas toda a pose diante das câmeras faz com que a garota sofra em dobro e  um colega que também trabalha na mansão acaba aproveitando dessa fragilidade do relacionamento para tentar afastá-la de Jax durante grande parte da narração.

Apesar do livro acabar centrado no triângulo amoroso formado, um dos pontos que mais me conquistaram durante a leitura foi a trajetória de vida de Sadie, toda a sua luta para se manter firme para a mãe, principalmente após o nascimento do irmão, que foi - sem dúvidas - a melhor parte do livro. Decidi solicitar a obra porque não tinha lido nada da autora, apesar de ter alguns livros em casa, mas fiquei feliz por ter começado por Sea Breeze já que gostei bastante da história e a forma com que a Abbi Glines conduz os fatos, deixando o leitor curioso para ver o que acontecerá a seguir. A capa do livro é sugestiva e dá ao leitor um pouco do que encontrará nos protagonistas, a diagramação é simples e a revisão está boa, tornando a leitura fluida. Confesso que já estou curiosa para conferir Sem escolha, o próximo livro da série, então esta é uma leitura recomendada para os românticos de plantão. 



"Tinha me permitido ficar deslumbrada pela beleza e pela personalidade encantadora dele. Os olhos intensos e o sorriso de menino dele de alguma forma me deixaram idiota e descuidada. Eu precisava ser protegida de mim mesma." Página 131


14 maio 2018

Resenha: Sonhos em Flor - Estelle Laure

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272

Eden Jones tem 17 anos e o futuro todo planejado. Com o apoio dos pais amorosos, do irmão gêmeo que a entende como ninguém e de Lucille, a melhor amiga de todas, sonha em estudar em Nova York e se tornar uma grande bailarina. Então seu mundinho perfeito começa a desmoronar... Além de não se sair bem no primeiro teste para um balé importante, fica sem chão quando Lucille e seu irmão escondem dela que estão namorando. Mas o destino achou que isso não era o bastante. Eden passa por uma incrível experiência de quase morte, porém volta com muitas perguntas e não consegue retomar a vida. As alucinações com flores negras e com a garota em coma na mesma ala do hospital onde esteve internada a levam a Joe, e só aí ela entende que não ter o controle das coisas pode ser libertador.


Classificação:     




"- É tão assustador... - diz, de lá do seu canto. - Ela deitada aqui, assim. Nunca fica parada, sabia? Quando acordada, pelo menos. É daquele tipo de pessoa que você pode derrubar mil vezes e que vai sempre se levantar, pronta pra outra." Página 111


Sonhos em Flor é o segundo livro da autora Estelle Laure lançado no Brasil pela Editora Arqueiro e acabei solicitando a obra para avaliação por causa da protagonista e seu amor pelo ballet. Porém esse ponto não foi recorrente durante a leitura já que Eden ficou impossibilitada de dançar e isso deu início a sua recuperação.

Eden Jones era uma garota extremamente centrada em seus objetivos, um destes dançar em uma grande companhia de ballet e ser conhecida, porém um acidente faz com que a garota passe semanas em coma e sua vida muda completamente. Após acordar, Eden tem a impressão de ver flores pretas perto das pessoas - uma delas é a garota que estava no quarto ao lado, ainda em coma, - aos poucos Eden faz amizade com Joe, o único amigo da garota no quarto ao lado. 


Em uma jornada de autoconhecimento e descobertas, Eden busca entender se o que está vendo é fruto do tempo em que passou em coma e qual a relação entre ela e Jasmine, a menina hospitalizada. Ao mesmo tempo que a protagonista precisa encarar as mudanças em sua vida desde o namoro de seu irmão com a sua melhor amiga, a vida no ballet que foi posta em pausa e o que está começando a sentir por Joe. 


" - Tenho amigos - explico. - E os meus pais. Eles me amam. Eles foram o motivo. Não posso afirmar que não teria acordado de qualquer forma, mas ela só tem a você. Então pode ser que você consiga trazê-la de volta. Talvez você seja a chave, a corda que vai tirá-la de lá. Você pode ajudá-la a se lembrar de que não há lugar como o nosso lar." Página 118


De leitura leve e fluida, Sonhos em Flor faz o leitor seguir as descobertas e desafios da protagonista, Eden Jones, porém em alguns momentos a história acaba ficando confusa e demorei um pouco para absorver as mudanças que a autora fez no decorrer da narração. O livro mostra bem pouco a vida de Eden antes do acidente e a dança acabou ficando em segundo plano, esse foi um dos pontos que acabou decepcionando, porém a leitura ganha força com o passar dos capítulos e apresenta algumas experiências de quase morte de pessoas aleatórias (que deram mais margem para a imaginação dos leitores). 

Esta é uma leitura completamente diferente das quais estou acostumada e gostei bastante dessa nova experiência, apesar de querer bater na Eden em algumas cenas. Com relação à edição só tenho elogios, a capa é interessante e apresenta elementos da história, a diagramação está ótima, capítulos narrados em primeira pessoa (por Eden) são bem divididos, e a revisão está ótima. Sem dúvidas é uma leitura diferente e intrigante. 



"Eu nunca tinha percebido como as coisas podem ser assustadoras, empolgantes e possíveis... Quando existe numa escolha." Página 196