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29 junho 2021

Resenha: Não é errado ser feliz - Linda Holmes

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Editora: Intrínseca
Ano: 2020
Páginas: 304
Tradutor: Marina Vargas

                                                               

Em uma cidadezinha costeira do estado americano do Maine, Evvie Drake raramente sai de sua casa enorme e vazia, mesmo um ano após a morte do marido. Todos na cidade, inclusive Andy, seu melhor amigo, acreditam que ela fica trancada ali porque ainda está em processo de luto — e Evvie certamente não faz nada para mudar essa impressão. Já em Nova York, Dean, ex-arremessador profissional e amigo de infância de Andy, vive o pior pesadelo de um atleta em sua posição: não consegue mais arremessar e, o pior de tudo, não faz ideia do motivo. Enquanto a imprensa trata de cobrir seu fracasso com uma insistência voraz, o convite de Andy para que passe um tempo no Maine parece a oportunidade perfeita para recomeçar.

Quando Dean se muda para o apartamento anexo à casa de Evvie, os dois fazem um acordo: ele não fará perguntas sobre o ex-marido dela, e ela não vai perguntar sobre a carreira dele no beisebol. Mas na vida, como no esporte, tudo pode mudar, até o último segundo. E assim tem início uma inesperada amizade... com potencial de se tornar algo mais.  [+]


06 janeiro 2020

Resenha: Teto para dois - Beth O'Leary

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Editora: Intrínseca
Ano: 2019
Páginas: 400
Compre: Submarino, Shoptime, Americanas  


Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.

Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?




17 abril 2019

Resenha: O Segredo de Helena - Lucinda Riley

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 464
Tradutor: Vera Ribeiro

Quanta verdade o amor é capaz de suportar?

Helena nunca esqueceu o verão que passou na mágica Pandora, a casa de seu padrinho no Chipre, onde, cercada por oliveiras e pelo verde-esmeralda do Mediterrâneo, ela se apaixonou pela primeira vez, aos 15 anos.

Mais de duas décadas depois, tendo herdado a antiga propriedade, ela retorna a Pandora para mais um verão, dessa vez em companhia do marido e dos filhos. No entanto, Helena sabe que voltar àquele lugar pode trazer à tona segredos que ela preferia esconder.

Um desses segredos envolve Alex, seu filho mais velho, fruto de uma relação anterior a seu casamento. Com uma inteligência acima da média, ele vive a difícil transição para a vida adulta e está determinado a descobrir a identidade de seu verdadeiro pai.

Enquanto o verão avança e pessoas do passado de Helena reaparecem, Pandora parece pronta a revelar os mistérios que ocultou por tantos anos e que, uma vez descobertos, farão com que a vida de Helena, e de sua família, nunca mais seja a mesma.


Classificação:     

"- Bem, aquele verão que passei aqui certamente moldou meu futuro. Não é incrível ver como cada decisão que tomamos afeta a decisão seguinte? - refletiu ela. - A vida é um conjunto de dominós em queda; está tudo conectado. Dizem que podemos descartar o passado, mas não podemos, porque ele faz parte de quem somos e de quem vamos ser." Página 182


O Segredo de Helena é uma obra de autoria de Lucinda Riley e lançada em 2018 no Brasil pela Editora Arqueiro. Esta foi uma das minhas solicitações de lançamentos durante a parceria, mas apesar de estar bastante empolgada para iniciar a leitura acabei só conseguindo fazê-la recentemente. Os livros da Lucinda Riley quase sempre entram na minha lista de favoritos, ou são avaliados com cinco estrelas, pois a autora é fenomenal. A cada leitura tenho mais certeza de que ela é uma das minhas autoras favoritas, todas as histórias são bem escritas e envolventes, deixando o leitor acompanhar a vida dos protagonistas como se estivesse presente na cena, é completamente surreal.

Em O Segredo de Helena, conhecemos uma mulher casada, com três filhos e que está chegando em uma propriedade que lhe traz diversas recordações. Helena sempre passou as férias em Pandora, junto de seu padrinho Angus, e quando o homem falece, deixa a propriedade para a afilhada. Sendo assim, Helena planeja uma viagem para o Chipre junto de sua melhor amiga, Sadie, e Jules e seus filhos, mulher do melhor amigo de seu marido. No início das férias, Helena, Jules e as crianças se divertem e tentam trazer vida para a casa, já há tempos está com aspecto de abandonada. Logo se juntam à turma, Fred e William, filho mais novo e marido de Helena, respectivamente, Chloë - filha do primeiro casamento de William -, e Sacha - melhor amigo de William e marido de Jules. 

Apesar do clima descontraído de férias, Alex está empenhado em competir pelo amor de Chloe, com o filho mais velho de Jules e Sacha, Rupes, ao mesmo tempo que inicia uma busca por informações de quem seria seu pai biológico. Aos poucos pessoas do passado e os segredos de Helena vão sendo descobertos e isso faz com que sua vida seja completamente abalada. Este é um livro emocionante e que o leitor acompanha o desenrolar da vida da protagonista, seus segredos mais profundos e a forma com que ela consegue superar tudo e ter a normalidade restaurada em sua vida. 


"Já não havia segredos, nada a esconder e nenhuma sombra a persegui-la. Fosse lá o que viesse a acontecer - e ela reconhecia quando tenderia a ser pavoroso um mundo sem William -, ao menos seria verdadeiro. Dali em diante, ela se ergueria ou ruiria sustentando a verdade." Página 390


Lucinda Riley é uma escritora maravilhosa, sempre apresenta protagonistas fortes, independentes e resilientes. Mesmo que suas vidas estejam mergulhadas no caos, elas dão um jeito de dar a volta por cima e aprender com seus erros. Esta é uma leitura que demorei para fazer e me arrependo, já que cada vez mais me apaixono pela narração da autora, seus personagens e histórias cativantes. Em O Segredo de Helena, assim como em todas as obras da autora, os personagens são complexos, mas bem desenvolvidos, a história tem uma reviravolta impressionante e deixa o leitor abismado com a narração. 

A capa é linda e traz ao leitor a sensação de estar em Pandora, junto da família de Helena, e acompanhando em primeira mão a descoberta dos segredos que a protagonista tentou guardar a sete chaves. A diagramação é simples e os capítulos são divididos entre o "Diário de Alex", 2016 - com um Alex de 23 anos voltando para Pandora, e em 2006, Alex com 13 anos - quando sua vida mudou e os segredos de sua mãe foram descobertos, além de capítulos narrando o passado de Helena, em 1992. Todos estes anos foram indispensáveis para os personagens e são interessantes para o leitor perceber o quanto as decisões do passado de Helena afetaram tantas pessoas ligadas à ela. A revisão deixou passar alguns errinhos, mas nada que prejudique muito a leitura. Este é, sem dúvidas, um livro indicado para os amantes de romances que envolvem segredos familiares e destinos sendo traçados ainda na infância. 


"Creio que esses são os momentos que a maioria dos seres humanos descreveria como "felicidade". Só que aí, é claro, a gente tem que voltar para o trem e continuar a viagem. Mas nunca esquece esses momentos de pura felicidade, Alex. São eles que nos dão forças para enfrentar o futuro: a convicção de que vão surgir outra vez. E eles vão, é claro." Página 457





30 agosto 2018

Resenha: Uma longa jornada - Nicholas Sparks

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Editora: Arqueiro
Ano: 2015
Páginas: 368

Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.

Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra e seus efeitos sobre eles e suas famílias.

Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga até um rodeio. Lá é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.

Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem
juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família.

Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado.
Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.

Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.



Classificação:       




"Foi assim que tudo começou. Não é uma história emocionante de aventura ou o tipo de romance de conto de fadas dos filmes, mas pareceu uma intervenção divina. Ruth ter visto algo especial em mim não fazia sentido algum, mas fui inteligente o bastante para aproveitar minha oportunidade. Depois disso, embora não tivéssemos muito tempo livre, passamos a maior parte dele juntos." Página 67


Uma longa jornada é um dos livros do Nicholas Sparks que estavam na minha estante há anos, mas que ainda não tinha tido vontade de ler. Em meados de 2015 tive um surto e comprei todos os livros dele que estavam disponíveis, mas acabei ficando enjoada de ler e acabei deixando de lado até agora. Confesso que me arrependi, já que a história é um amorzinho e aproveitei bastante a leitura.

Este livro conta a história de Sophia, uma universitária que está terminando um relacionamento conturbado e ao ir a uma festa, acaba conhecendo Luke, um caubói que a defende de uma investida violenta do ex-namorado. Com isso os dois começam a se aproximar e iniciam um relacionamento, porém aos poucos Sophia descobre que Luke está passando por problemas financeiros e arrisca sua vida mensalmente nos rodeios para salvar a fazenda de sua mãe. 


Em contrapartida, conhecemos também Ira, um senhor de idade avançada que sofre um acidente na estrada já tomada pela neve e começa a ver sua falecida esposa em diversas épocas de suas vidas. Duas gerações completamente diferentes, mas que se cruzaram por uma fatalidade. Três vidas que mudaram para sempre e uma oportunidade de Luke e Sophia acreditarem que tudo acontece por uma razão. Este é o típico romance do Nicholas Sparks que deixa o leitor torcendo para que os personagens enfrentem os problemas e deem uma chance ao destino. 


"Percebeu que os altos e baixos, os sonhos e as dificuldades, tudo fora parte da jornada - uma jornada que a levou ao gado perto de uma cidade chamada King, onde se apaixonara por um caubói chamado Luke." Página 220


Apesar da carga dramática da vida de Luke e o acidente de Ira, este é um livro leve e gostoso de ser lido. Os protagonistas são bem descritos e cativantes, apesar de em algumas vezes ficar com vontade de dar uns tabefes na Sophia. A história de Ira e Ruth é inspiradora, e a força de vontade de Luke de deixar a sua segurança de lado para dar uma chance de sua mãe reerguer a fazenda é emocionante, apesar de o protagonista ser bastante inconsequente com isso. 

A edição está ótima, sou suspeita em falar, mas adoro livros com capa/filme. A diagramação é simples, a revisão está boa e os capítulos bem divididos. Apesar de ter terminado o livro há um tempinho, ainda não fui atrás da adaptação, mas confesso que estou morrendo de curiosidade para conferir o filme. Sem dúvidas esta é uma leitura indicada para os leitores que adoram romance e histórias inspiradoras. 


"É estranho, penso, o que nossas vidas se tornam. Momentos circunstanciais, quando mais tarde combinados com decisões e ações conscientes e uma boa dose de esperança, podem enfim criar um futuro que parece predestinado." Página 242

11 julho 2018

Resenha: A luz que perdemos - Jill Santopolo

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 272


Lucy e Gabe se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001. No mesmo instante, dois aviões colidem com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

Quando se veem de novo, um ano depois, parece um encontro predestinado. Só que Gabe é enviado ao Oriente Médio como fotojornalista e Lucy decide investir em sua carreira em Nova York.

Nos treze anos que se seguem, o caminho dos dois se cruza e se afasta muitas vezes, numa odisseia de sonhos, desejo, ciúme, traição e, acima de tudo, amor. Lucy começa um relacionamento com o lindo e confiável Darren, enquanto Gabe viaja o mundo. Mesmo separados pela distância, eles jamais deixam o coração um do outro.

Ao longo dessa jornada emocional, Lucy começa a se fazer perguntas fundamentais sobre destino e livre-arbítrio: será que foi o destino que os uniu? E, agora, é por escolha própria que eles estão separados?

A Luz Que Perdemos é um romance impactante sobre o poder do primeiro amor. Uma ode comovente aos sacrifícios que fazemos em nome dos ­nossos sonhos e uma reflexão sobre os extremos que perseguimos em nome do amor.




Classificação:      



"Há momentos que alteram a vida das pessoas. Para tanta gente como nós, que morávamos em Nova York, o 11 de Setembro foi um desses momentos. Qualquer coisa que eu tivesse feito naquele dia teria sido importante, teria sido gravado a ferro e fogo na minha mente e marcado meu coração. Não sei por que te conheci naquele dia, mas sei que, por isso, você passou a fazer parte da história da minha vida," Página 21



A luz que perdemos foi lançado em 2018 pela Editora Arqueiro e é de autoria de Jill Santopolo. O livro nos apresenta um relacionamento iniciado em 11 de Setembro, dois jovens estavam na faculdade quando recebem a notícia do atentado e desde esse dia suas vidas estão ligadas, apesar de se afastarem diversas vezes. 

Lucy e Gabe se conheceram na manhã do atentado, milhares de vidas interrompidas fizeram com que ambos se entregassem ao momento e uma amizade se iniciou, porém neste mesmo dia Gabe volta com a ex-namorada e Lucy percebe que isso não teria futuro. Um ano depois de sua formatura, Lucy está comemorando seus 23 anos e reencontra Gabe, desta vez o relacionamento engata e os dois vão morar juntos até Gabriel decidir aceitar um trabalho como fotógrafo em zonas de conflito. Apesar de não concordar com a decisão, Lucy decide não abandonar sua carreira para acompanhar o namorado, então foca em sua carreira como roteirista e aos poucos sua vida segue sem Gabe. 

Aos poucos Lucy se restabelece e abre seu coração para Darren, casa-se e constrói uma família, porém Gabe continua sendo parte de sua história e constantemente aparece em seus pensamentos para lembrá-la do que poderiam ter caso o rapaz não tivesse aceitado o emprego. A luz que perdemos é uma história complexa, mas que nos mostra o quanto a vida muda à medida que amadurecemos, planos são postos de lado, trabalhos aparecem, pessoas partem e mesmo assim precisamos nos adaptar, continuar vivendo e aprendendo com as adversidades. 

A capa é linda, o que me fez solicitar o livro além da sinopse bem elaborada, a diagramação está boa e a revisão deixou passar alguns errinhos, mas nada que tire o foco da história maravilhosa. Quando solicitei a obra para a editora não imaginei o quanto ficaria abalada com a leitura, porque apesar de ter visto muitas pessoas comentando sobre o livro, pedi por impulso e me apaixonei pela história criada por Jill Santopolo. A leitura trás a tona um misto de emoções e o leitor torce para que tudo dê certo para Lucy, o desfecho é inesperado e faz com que o leitor se pergunte o quê faria no lugar da protagonista. Sem dúvidas, um livro excepcional. 




"Darren compreende tanta coisa em mim... Desde o início. Embora ele não consiga entender em absoluto minha ligação com você, mas não o culpo por isso." Página 115

19 outubro 2017

Resenha: As coisas que fazemos por amor - Kristin Hannah

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Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 352

Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.

Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.

Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.

Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.


Classificação:       



"David não sabia como era perder algo tão importante. Mas ele estava certo. Ela deveria ter ligado.  Mesmo tendo só 17 anos e às vezes sendo imaturo, David era a pessoa mais estável na vida dela. Quando estava com ele, seu futuro - o futuro dos dois - parecia puro e cintilante como uma pérola." Página 53


Os livros da autora Kristin Hannah sempre chamaram a minha atenção, mais pelo fato de que eram os primeiros que minha mãe batia os olhos em uma livraria, porém apesar de tê-los em casa ainda não havia lido nenhum deles. Quando solicitei a obra para a Arqueiro percebi que seria um dos únicos lançamentos que teria interesse de resenhar, já que os outros eram integrantes de séries, então assim que ele chegou comecei a leitura e não me arrependo nem por um segundo de tê-lo adiantado na lista de leituras, já que é um livro excepcional.

Em As coisas que fazemos por amor conhecemos Angie De Saria, uma mulher fragilizada pela morte de seu pai e de sua recém-nascida, planejada com tanto amor e uma vitória para o casal, que já tentavam conceber há algum tempo. Quando a dor se instala na vida de Angela, ela se afasta do trabalho e aos poucos do marido, Conlan, e decidem cada um seguir sua vida. Ao voltar para a sua cidade Natal, Angie se compromete com sua mãe e irmãs a criar uma estratégia para o restaurante da família que aos poucos caminha para a falência. Em West End, todos se conhecem e em uma situação Angie vê uma garota pedindo emprego em um dia chuvoso, pouco depois quando está fazendo trabalho voluntário avista a mesma garota pedindo a doação de um blusão de frio para sua mãe. Para ajudá-la, Angie compra os casacos e depois lhe oferece um emprego no De Sarias, já que a única garçonete do restaurante é uma senhora e não aguentaria o aumento do movimento previsto pela família.

A garota é Lauren Ribido, uma adolescente criada pela mãe e que busca um apoio para a vida conturbada. Lauren é extremamente estudiosa, faz o ensino médio em uma escola católica com bolsa integral conquistada por seu esforço. A jovem namora David há quase quatro anos e o rapaz é o único que é estável nesta realidade conturbada entre trabalhar para pagar o aluguel e cuidar da mãe alcoólatra que sempre se envolve com os homens errados, porém o mundo de Lauren começa a ruir quando um descuido ameaça mudar sua vida para sempre. E é nesta situação em que a amizade entre Lauren e Angie floresce, já que a jovem buscava o amor de uma mãe e Angie buscava o afeto de uma filha. 



"Palavras de gente grande, notou Angie: uma explicação dada a uma criança que ansiava por ver as luzes de Natal. Ela queria pôr a mão no ombro da garota, mostrar que Lauren não estava sozinha, mas o momento não permitia tal intimidade." Página 155


As relações familiares são abordadas por Kristin Hannah sem deixar a leitura pesada, é claro que a autora mescla temas fortes como luto e alcoolismo, porém para o leitor a trama é permeada com situações verossímeis e que podem ser encontradas em todas as famílias. Pelo que pude perceber na entrevista feita com a autora e publicada nas últimas páginas do livro, a família e relações entre mães e filhas são presentes em todos os seus livros e, se todos forem como As coisas que fazemos por amor, tenho certeza que Kristin Hannah se tornará uma das minhas autoras favoritas em breve.

Com relação aos aspectos editoriais, tenho que dar os parabéns para a editora pois o livro está impecável. A capa é maravilhosa e chamativa, dando uma visão do que iremos encontrar ao mergulhar na história de Angie e Lauren, a diagramação é simples e os capítulos bem divididos, letras de bom tamanho e páginas amareladas. A revisão está ótima e torna a leitura ainda mais agradável para o leitor, sem dúvidas este é um dos melhores romances que li em 2017. Recomendadíssimo para os leitores que gostam do gênero e para aqueles que querem ler uma história bem elaborada com temas difíceis de se abordar, mas tratados com tanto cuidado e respeito pela autora. 



"Lauren estava sozinha no mundo. Era uma garota boa e responsável, que faria a coisa certa ou morreria tentando, mas como era possível uma menina de 17 anos encontrar o caminho certo numa estrada tão traiçoeira? Ela precisava de ajuda." Página  223

22 fevereiro 2017

Resenha: O som do amor - Jojo Moyes

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Edição: 1
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 304

Matt e Laura McCarthy são obcecados pela ideia de herdar a Casa Espanhola — uma construção malcuidada e quase em ruínas no condado de Norfolk, interior da Inglaterra, que tem um valor simbólico para os moradores locais. Para atingir esse objetivo, Laura, a mando do marido, faz todas as vontades do velho Sr. Pottisworth, o proprietário. Entretanto, como o homem nunca deixou nada por escrito, quem acaba por herdar a casa é uma parente distante, Isabel Delancey.
Primeiro violino na Orquestra Sinfônica Municipal, em Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo. 
O som do amor é um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Jojo Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história de recomeços.

Classificação:     



"Isabel quase teve vontade de rir. Meu marido está morto, pensou. Meu filho ainda está em estado de choque e se recusa a falar. Minha filha envelheceu vinte anos em nove meses e se nega a admitir que haja algo errado. Tive que abrir mão da única coisa que eu adorava, o que jurei que nunca faria, e você acha que pode me trazer uma má notícia?" Página 31


O som do amor é um romance de autoria de Jojo Moyes e publicado no Brasil em 2016 pela Editora Intrínseca. Logo no primeiro capítulo conhecemos Laura e Matt McCarthy, um casal que tem uma grande ambição na vida: possuir a Casa Espanhola, que ainda está em posse de um idoso que está aos cuidados de Laura. Quando o Sr. Pottisworth morre sem deixar um testamento, a casa passa para a sua única parente reconhecida: Isabel Delancey, pondo um fim nos sonhos do casal McCarthy. 

A vida de Isabel estava complicada em Londres, já que com a morte do marido e seu afastamento da Orquestra, as finanças estavam indo de mal a pior. Quando o advogado lhe informa sobre a Casa Espanhola, ela vende a sua casa em Londres e se muda para a pequena cidade com os dois filhos, Kitty e Thierry. Lá, é recebida pelos locais e bastante acolhida por Matt e Laura, porém a mulher jamais imaginava que isso tinha algo a ver com sua recente herança.

Matt se oferece para reformar a casa, já que estava praticamente inabitável e apesar de ter pouco dinheiro em suas contas, Isabel concorda. Porém os custos com as obras estão cada vez maiores e não há uma melhora visível na casa, o que começa a preocupar a jovem mãe. Seus filhos também não haviam acostumado com a casa e a cidade em que foram morar, o que causava ainda mais problemas para Isabel. Ela decide vender seu único bem que jamais imaginou, seu violino que lhe acompanhou enquanto era parte da Orquestra Sinfônica Municipal, mas essa é uma das primeiras difíceis decisões que Isabel precisará tomar se realmente quiser continuar morando na Casa Espanhola. 


"Ouviu um ruído e um estrondo abafado vindo da Casa Espanhola e se perguntou o que Matt estava fazendo. Ele diz que a casa vai acabar sendo nossa, pensou ela. Preciso ter isso na cabeça. Aquela mulher não foi feita para morar lá. E no amor, na guerra e nos bens, vale tudo." Página 105


Jojo Moyes é uma das autoras que não está saindo da minha lista de leituras, pois desde que li Como eu era antes de você acabei me apaixonando por sua escrita. Baía da Esperança me conquistou e agora amei conhecer a história de Isabel Delancey e de como sua vida mudou após receber a herança, em O som do amor. Este livro é focado em como isso mudou a vida da herdeira, assim como das pessoas que buscavam colocar as mãos na Casa Espanhola a qualquer custo. A amizade de Kitty com o filho dos McCarthy teve extrema importância para que a protagonista percebesse o que se passava com o casal, mas alguns amigos da comunidade - em especial um empregado de Matt, fizeram toda a diferença. 

A narração é feita em terceira pessoa e dá ao leitor uma abrangência das cenas e podemos conhecer melhor os personagens deste romance. Isabel está fragilizada e acaba se deixando levar pela maldade de Matt, já seus filhos estão aprendendo a viver em outro local e encontram pessoas que podem fazer com que essa adaptação seja mais fácil. Por outro lado, a vida de Matt e Laura está desabando com as constantes traições e um corretor que está em busca de uma brecha para comprar a Casa Espanhola e por fim aos sonhos do casal de possuí-la. 

O livro é maravilhoso, a história é bem construída e os personagens são marcantes. A capa é linda e mostra a protagonista tocando violino, a sua maior paixão. A diagramação está ótima e a revisão também, o que torna a leitura mais apaixonante. O final da obra é inesperado e, sem dúvidas, amei o desfecho da protagonista. Apesar de não se tornar o livro favorito da autora, O som do amor é um excelente livro para os leitores que curtem um bom romance e personagens marcantes. 



"Desde que começara a obra, ela acatara a opinião de Matt, deixara-se tranquilizar por ele. A casa seria dos dois. Ele seria o dono da casa dos seus sonhos. Dono de Isabel Delancey." Página 198


21 fevereiro 2016

Resenha: Dez Coisas que Aprendi sobre o Amor - Sarah Butler

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Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 256
Tradutor: Paulo Polzonoff Junior

Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

Classificação:       

10 dezembro 2015

Resenha: A aposta - Vanessa Bosso

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Autor(a): Vanessa Bosso
Gênero: Romance, LITERATURA NACIONAL
Nº Páginas: 288



A primeira experiência amorosa de Nina não foi nada boa. Diante de tamanha decepção, a garota não quer saber de namorados e seu coração virou uma pedra de gelo. No colégio, os garotos lançam uma aposta a Lex, o grande pegador , daqueles que arrancam suspiros até mesmo de objetos inanimados. Será que ele, com todo seu poder de sedução, conseguirá conquistar o coração de Nina? De forma hilária e dinâmica, a autora levará os leitores a uma viagem inesquecível, na qual a amizade e o amor reinarão em absoluto... Até que uma vingança surja em cena para estragar tudo. Quem sairá vencedor? 
Façam suas apostas. O jogo está prestes a começar.


Classificação:      


06 agosto 2014

Resenha: A verdade sobre nós - Amanda Grace

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Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Páginas: 208
Tradutor: Regiane Winarski



Madelyn Hawkins está cansada. Cansada de ser sempre perfeita. Cansada de tirar A em tudo. Cansada de seguir à risca os planos que os pais fizeram para ela. Madelyn Hawkins está cansada de ser algo que não é, algo que não quer ser. E então ela conhece Bennet Cartwright. Inteligente, sensível, engraçado. A seu lado, ela se sente livre e independente. Uma história que poderia muito bem ter um final feliz, não fosse por um detalhe: Maddie tem apenas 16 anos, e Bennet, além de ter 25 anos, é seu professor.

Pressionada pelos pais a participar de um programa para jovens talentos, Maddie pula dois anos do Ensino Médio e vai direto para a faculdade, onde conhece e se apaixona pelo professor de biologia. O sentimento é recíproco, e para dar uma chance àquele novo relacionamento que lhe faz tão bem, ela decide não contar para Bennet sua idade. Não demora muito para que as coisas comecem a dar errado, e as consequências da farsa de Maddie ganham contornos devastadores quando a verdade vem à tona.


Classificação: