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26 maio 2019

Resenha: A irmã da lua - Lucinda Riley (As Sete Irmãs #5)

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Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 592

Em A Irmã da Lua, quinto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens separadas por um século têm suas vidas entrelaçadas numa emocionante história sobre fé, tradição, paixão e sobrevivência.

Entre as filhas adotivas de Pa Salt, Tiggy D’Aplièse é conhecida como a instintiva e sensível. Envolvida em sua carreira na proteção de animais selvagens, ela não sabe se está preparada para seguir as pistas de suas origens, deixadas pelo pai.

Ao aceitar um novo emprego nas belíssimas Terras Altas escocesas, Tiggy fica apaixonada pela remota propriedade, administrada pelo enigmático Charlie Kinnaird. O belo cirurgião cardíaco acabou de herdá-la e enfrenta problemas para reerguê-la e transformá-la em um santuário para as espécies nativas.

Em seu novo lar, Tiggy encontra o velho cigano Chilly, que altera totalmente seu destino. Ele conta que ela não só possui um sexto sentido, proveniente dos ancestrais, como há tempos foi previsto que ele a levaria até suas origens na Espanha, nas montanhas sagradas de Sacromonte, à sombra da magnífica Alhambra.

Escrito com a notável habilidade de Lucinda para entrelaçar enredos emocionantes e nos transportar para épocas e lugares distantes, A irmã da lua é uma brilhante continuação para a aclamada série das Sete Irmãs, e uma leitura saborosa e reveladora.

Classificação:      




"A maioria das crianças tinha o luxo de ter seu passado ligado a seu presente e seu futuro. Foram educadas em um ambiente que aceitavam e compreendiam. No meu caso, era como se eu estivesse assistindo a um curso intensivo sobre a minha linhagem, que não poderia ser mais diferente da vida que levei desde que fora tirada dali por Pa. De alguma maneira, eu precisava colar as duas Tiggys em uma só, e sabia que isso levaria algum tempo. Em primeiro lugar, era preciso chegar a um acordo com essa nova Tiggy do presente que eu estava descobrindo." Página 381


A irmã da lua é o quinto volume da série As Sete Irmãs, de autoria de Lucinda Riley e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Desde que finalizei o volume anterior já estava ansiosa para continuar a série e assim que a editora disponibilizou a obra para pedidos não hesitei em fazer a leitura. Neste volume acompanhamos a trajetória de Taígeta, ou Tiggy para os íntimos, a quinta filha adotiva de Pa Salt, uma jovem extremamente sensível e instintiva.

Assim como as irmãs, Tiggy precisa lidar com a perda de seu pai adotivo e com as descobertas sobre as suas origens. Agora, ela está trabalhando com animais selvagens na Propriedade Kinnaird, gerenciada por Charlie Kinnaird - um cirurgião que está tentando restaurar a propriedade ao mesmo tempo em que busca manter seu casamento e lidar com a rebeldia de sua filha, Zara. 

Nas Terras Altas, Tiggy conhece Chilly, um cigano que afirma que prometeu levá-la para casa, isto é, para sua família biológica. Então Tiggy embarca em uma viagem de descobertas de suas origens que vêm de Sacromonte, com Lucía - uma jovem que aprendeu desde cedo a abdicar de tudo em busca de um sonho. Ainda pequena mudou-se com seu pai em busca de oportunidades como dançarina e com o tempo ambos se afastaram de casa e de suas origens, porém uma década depois Lucía se vê obrigada a voltar para casa e amparar sua mãe.

Tiggy e Lucía são duas protagonistas fortes e independentes e é extremamente interessante acompanhar o desenvolvimento da história de Lucinda Riley para a quinta irmã, uma das que mais gostei durante a leitura dos livros anteriores. Tiggy é uma jovem que busca fazer a diferença no mundo, Lucía, por sua vez, é o contrário e almejava se tornar uma dançarina conhecida, mesmo que isso custasse tudo o que tinha. Duas mulheres diferentes, ligadas pelo destino e que têm as vidas transformadas pela perda e a magia. 

A irmã da lua é um livro cativante, assim como os anteriores, a escrita de Lucinda Riley é maravilhosa e a cada livro que tenho a oportunidade de conhecer admiro ainda mais a autora. A capa mantém o padrão adotado nas anteriores, o que fica lindo para o reconhecimento da série, a diagramação e a revisão estão boas e o livro conta com letras em bom tamanho, os capítulos se alternam entre Tiggy e Lucía, dando ao leitor a oportunidade de conectar a história das duas mulheres. Esta série é, sem dúvida, uma das minhas favoritas e apesar de A irmã da lua não se tornar um dos meus livros favoritos, foi uma leitura maravilhosa.




" - Sinto muito por ter sido tão... difícil desde que chegamos.
- Você sempre foi difícil, querida, mas entendo por quê. Você estava de luto.
- Você está certa, eu estava de luto. Por tudo o que eu fui. Mas, como dissemos, este é o início de uma nova vida e devo tentar abraçá-la. Quantas pessoas não puderam fazer o mesmo..." Página 465



08 outubro 2018

Resenha: A irmã da pérola - Lucinda Riley (As Sete Irmãs #4)

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Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 528

Em A Irmã da pérola, quarto volume da série As Sete Irmãs, duas jovens de séculos diferentes têm seus destinos cruzados numa emocionante história sobre amor, arte e superação.
Ceci D’Aplièse sempre se sentiu um peixe fora d’água. Após a morte do pai adotivo e o distanciamento de sua adorada irmã Estrela, ela de repente se percebe mais sozinha do que nunca. Depois de abandonar a faculdade, decide deixar sua vida sem sentido em Londres e desvendar o mistério por trás de suas origens. As únicas pistas que tem são uma fotografia em preto e branco e o nome de uma das primeiras exploradoras da Austrália, que viveu no país mais de um século antes.
A caminho de Sydney, Ceci faz uma parada no único local em que já se sentiu verdadeiramente em paz consigo mesma: as deslumbrantes praias de Krabi, na Tailândia. Lá, em meio aos mochileiros e aos festejos de fim de ano, conhece o misterioso Ace, um homem tão solitário quanto ela e o primeiro de muitos novos amigos que irão ajudá-la em sua jornada.
Ao chegar às escaldantes planícies australianas, algo dentro de Ceci responde à energia do local. À medida que chega mais perto de descobrir a verdade sobre seus antepassados, ela começa a perceber que afinal talvez seja possível encontrar nesse continente desconhecido aquilo que sempre procurou sem sucesso: a sensação de pertencer a algum lugar.


Classificação:      



"Perto do Cinturão de Órion, vi a constelação das Sete Irmãs. Quando Pa me mostrou minha estrela no telescópio pela primeira vez, logo percebeu que fiquei decepcionada. Era a menos brilhante, o que praticamente já explicava tudo, e minha história mitológica parecia vaga. Ainda tão jovem, eu queria ser a maior estrela, a mais brilhante, com a melhor história de todas.

- Ceci - disse ele, pegando minhas pequenas mãos, - você está aqui na Terra para escrever sua própria história. E eu sei que vai conseguir." Página 25


A Irmã da Pérola é o quarto livro da série As Sete Irmãs, escrita por Lucinda Riley e lançada no Brasil pela Editora Arqueiro. Confesso que o primeiro livro pedi por impulso, mas a cada volume me apaixono mais pela história das seis irmãs adotadas por Pa Salt e que após a morte de seu pai são levadas a confrontar seus passados e descobrir suas origens.

Ceci 
D’Aplièse é a quarta irmã, chegou à Atlantis apenas seis meses após a chegada de Estrela e a ligação entre as duas fora imediata. Estrela sempre foi bastante tímida e encontrava em Ceci uma cúmplice e a irmã que a apoiava em tudo. Em A Irmã da Sombra, a separação entre as duas se iniciou porque Estrela queria encontrar seu lugar no mundo ao invés de sempre ficar à sombra da irmã mais nova, porém este distanciamento foi bem complicado para Ceci e agora ela decidiu ir atrás de sua história e também encontrar um lugar ao qual pertence. Ceci embarca em uma jornada de autodescoberta guiada apenas por uma fotografia antiga e um nome, Kitty Mercer, além de um advogado que foi o responsável por uma herança que ela recebeu de sua família biológica pouco depois da morte de Pa Salt. 

Apesar de sua origem ser na Austrália, Ceci decide ficar um tempo na Tailândia e lá faz amizade com Ace, um homem bastante recluso e que a ajuda quando ela precisou. Porém, ao chegar na Austrália, Ceci percebe que Ace estava escondendo um grande segredo e ela acabou sendo usada para que o homem fosse descoberto. Precisando lidar com as consequências de algo que não fez e  buscando informações sobre seu nascimento, Ceci conta com a ajuda de Chrissie - uma nova amiga - e um audiolivro que conseguiu comprar sobre a vida de Kitty, que se torna o principal meio de entender o passado e como isso definiu sua vida. 


"Mesmo que eu não tivesse pensado muito na relação que podia ter com Kitty antes de chegar ali, agora havia uma parte de mim que adoraria ter algum parentesco com ela. Não só por causa de sua coragem de ir para a Austrália, para início de conversa, mas também pela maneira como lidou com o que encontrou lá quando chegou. As experiências dela faziam meus próprios problemas parecerem insignificantes. Fazer o que ela fez na Broome de cem anos atrás exigia muita coragem. E ela seguiu seu coração, aonde quer que isso a tenha levado." Página 260


A Irmã da Pérola, assim como os anteriores, é fascinante e leva o leitor a acompanhar uma jornada de autoconhecimento e muita reflexão sobre os caminhos que a vida e o destino traçam antes mesmo de nascermos. Ceci é uma personagem apaixonante, e assim como Estrela teve que se adaptar a nova vida sozinha, o que acabou sendo bastante difícil para ambas. A história de Kitty McBride também é interessante, filha de um pastor ela tem a chance de ir para a Austrália como dama de companhia de uma das fiéis da igreja de seu pai, e lá forma uma vida. Casa-se, tem um filho e com a morte do marido assume um grande império de extração de pérolas, porém tudo isso às custas de seu verdadeiro amor. 

A edição mantém o padrão das anteriores, a capa é maravilhosa e combina muito com a história apresentada por Lucinda Riley. A diagramação é simples e a revisão está ótima, os capítulos são bem divididos e há a divisão entre passado e presente, que são apresentados em terceira pessoa e primeira pessoa, por Ceci, respectivamente. Sem dúvida indico a série para todos os leitores e estou ansiosíssima pela história de Tiggy, que tivemos uma prévia nas últimas páginas de A Irmã da Pérola para aguçar a curiosidade. 



"O fato é que as últimas semanas tinham sido as mais incríveis de toda a minha vida. O pensamento por si só era brega, mas era como se eu tivesse renascido. Como se todos os pedaços de mim que não se encaixavam na Europa tivessem sido tirados e reorganizados, de modo a formar um todo melhor. Assim como minha instalação de arte. Eu nunca consegui que ela fosse perfeita, mas enfim, eu mesma nunca seria. Porém, eu sabia que estava melhor, e isso era o suficiente." Página 407




03 maio 2018

Resenha: A Irmã da Sombra - Lucinda Riley (As Sete Irmãs #3)

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Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 512
Tradutor: Fernanda Abreu

Em A irmã da sombra, terceiro volume da série As Sete Irmãs, duas jovens igualmente determinadas, porém de séculos distintos, conectam-se por meio de diários que retratam uma vida intensa de superação, amor e perdão.

Estrela D’Aplièse está numa encruzilhada após a repentina morte do pai, o misterioso bilionário Pa Salt. Antes de morrer, ele deixou a cada uma das seis filhas adotivas uma pista sobre suas origens, porém a jovem hesita em abrir mão da segurança da sua vida atual.

Enigmática e introspectiva, ela sempre se apoiou na irmã Ceci, seguindo-a aonde quer que fosse. Agora as duas se estabelecem em Londres, mas, para Estrela, a nova residência não oferece o contato com a natureza nem a tranquilidade da casa de sua infância. Insatisfeita, ela acaba cedendo à curiosidade e decide ir atrás da pista sobre seu nascimento.

Nessa busca, uma livraria de obras raras se torna a porta de entrada para o mundo da literatura e sua conexão com Flora MacNichol, uma jovem inglesa que, cem anos antes, morou na bucólica região de Lake District e teve como grande inspiração a escritora Beatrix Potter. Cada vez mais encantada com a história de Flora, Estrela se identifica com aquela jornada de autoconhecimento e, pela primeira vez, está disposta a sair da sombra da irmã superprotetora e descobrir o amor.

Classificação:       


" - Pode ser, mas ainda não reuni coragem. A verdade é que a considero minha heroína. Espero que um dia minha vida se pareça com a dela. 
- Como assim? Uma velha solteirona cuja única companhia são os animais e as plantas?
- Uma mulher independente que tem o próprio dinheiro e pôde escolher o próprio destino, você quer dizer? - rebateu Flora." Página 137


A Irmã da Sombra é o terceiro livro da série As Sete Irmãs, de autoria de Lucinda Riley e publicada pela Editora Arqueiro. Esta é uma série que me conquistou logo nos primeiros capítulos e a cada livro fico ainda mais angustiada para saber qual é a ligação das irmãs adotadas por Pa Salt nos mais diversos cantos do mundo. 

Neste terceiro volume conhecemos Estrela D’Aplièse, adotada por Pa Salt pouco antes da chegada de Ceci, as duas cresceram juntas e uma ligação extremamente forte cresceu ao longo dos anos. Com a morte do pai, Estrela começa a questionar tudo o que viveu durante a infância e busca criar uma história só sua, sem sempre estar à sombra de Ceci. As duas estão vivendo em um apartamento em Londres e Ceci está passando a maior parte do tempo na faculdade, o que dá tempo de Estrela buscar independência ao mesmo tempo em que vai atrás de informações sobre o seu passado - Pa Salt deixou informações para todas as filhas caso queiram ir atrás de sua origem. Estrela encontra uma pequena livraria mantida por Orlando e ao visitá-la acaba conseguindo um emprego, o que torna mais fácil as suas buscas já que o rapaz também é descendente de Flora MacNichol, o ponto de partida deixado por Pa Salt para a origem de Estrela. 

Aos poucos a mulher começa a se conectar com a família de Orlando: seu irmão Mouse, a prima Marguerite e o filho dela, Rory. Trabalhando na livraria e ficando de babá de Rory, já que o garotinho é surdo e Estrela sabe se comunicar em libras, seu tempo é totalmente ocupado e faz com que a difícil separação de sua irmã comece a se encaminhar. A irmã da Sombra é um livro fantástico e traz a história de duas mulheres fortes buscando encontrar seu lugar no mundo, Flora acaba tendo que deixar de viver com a pessoa que ama por causa de conflitos familiares, já Estrela precisa se desconectar da irmã de quem era extremamente dependente para, enfim, começar a viver. 


"Nada durava para sempre, ponderou, embora os seres humanos esperassem que sim. Tudo que se podia fazer era aproveitar as situações enquanto possível." Página 416



Poderia ficar por horas rasgando elogios para a Lucinda Riley e todos os seus livros já que sou apaixonada por sua escrita. Mas A Irmã da Sombra é excepcional, a leitura é fluida e a história de Estrela é sensacional, suas descobertas, a vontade de ser uma mulher independente, mas ao mesmo tempo o medo de se separar de Ceci fazem a história ser ainda mais dura para a protagonista. Flora MacNichol é também uma personagem interessante, sua vida voltada para a família que aos poucos muda drasticamente e foge de seu controle faz com que o leitor se emocione com as suas decisões ao longo da vida. 

Sobre a edição não tenho ressalvas, a capa é linda e apesar de ter imaginado Estrela bem diferente, acabei acostumando com o passar dos capítulos. O livro mescla entre a história de Flora e as pesquisas de Estrela, porém os capítulos são bem divididos e não cansam o leitor de tanto ir e voltar no tempo. A diagramação está simples e satisfatória, a revisão está ótima, tornando a leitura fluida - apesar de ser um livro de tamanho considerável -. A história é emocionante, personagens bem construídos e os locais são descritos para transportar o leitor para a rotina de Estrela, sendo assim A Irmã da Sombra ganhou seu lugarzinho em minha lista de favoritos e confesso que estou ansiosa para conferir o próximo volume e  ver como Ceci está encarando a separação da irmã. 



"- Vou logo avisando que talvez não seja exatamente o que você quer escutar; o conto de fadas era Atlantis... mas essa era a nossa vida de antes, e não vai mais ser assim. Só não esqueça uma coisa: a única responsável pelo seu destino é você. Mas é preciso ajudá-lo a acontecer. Entende o que estou dizendo?" Página 434




21 março 2018

[Aniversário #6Anos] em parceria com a Arqueiro

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Olá, leitores.

Hoje damos início às comemorações para o aniversário de seis anos do blog. Quando criei a página, em 2012, nunca pensei que chegaria seis anos depois e ainda estaria por aqui. Como forma de agradecimento a vocês leitores, teremos algumas promoções para comemorar a data e a primeira é em parceria com a Editora Arqueiro. 

Como estou resenhando os livros da série As Sete Irmãs aqui no blog, iremos sortear os dois últimos lançados A Irmã da Sombra e A Irmã da Pérola para um ganhador.


REGRAS GERAIS:

• Será apenas 1 ganhador;
• Para concluir a opção do Facebook é necessário Curtir a página do blog;
• O sorteio vai de 21/03/2018 até 21/04/2018;
• Não serão aceitos perfis utilizados unicamente com fins promocionais;
• É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil;
• A responsabilidade do envio do livro é da Editora Arqueiro  e nos reservamos ao direito de enviar o prêmio em até 45 dias;
• O vencedor terá o prazo de 72 horas para responder ao e-mail com os dados necessários para o envio dos prêmios;
• O blog não se responsabiliza por extravio, danos nos pacotes ou endereço de entrega inválido;
• Em caso de dúvidas, deixe um comentário.





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24 fevereiro 2018

Resenha: A Irmã da Tempestade - Lucinda Riley

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Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 528
Tradutor: Abreu Fernanda

Em A irmã da tempestade, segundo volume da série As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa história sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas.

Ally D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista
sobre suas verdadeiras origens. Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado.

Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.





Classificação:     



"O que eu passara a entender nas últimas semanas era que, antes, tinha uma vida privilegiada e, se devesse julgar a mim mesma e meus próprios defeitos, precisaria admitir que sempre havia considerado com desdém qualquer pessoa mais fraca do que eu. Não entendia por que os outros não conseguiam se levantar, sacudir a poeira de fosse qual fosse o trauma que houvesse suportado, e seguir em frente. De modo brutal, começara a perceber que, a menos que se tenha sofrido na pele uma perda e uma dor tão profunda, era impossível compreender de verdade alguém que passasse por aquela situação." Página 140



A Irmã da Tempestade é o segundo livro da série As sete irmãs, lançada pela Editora Arqueiro e de autoria de Lucinda Riley. Como apresentei na resenha do primeiro volume, a série segue a vida das irmãs D’Aplièse que eram órfãs e estavam espalhadas pelo mundo até o seu pai, Pa Salt, adotá-las e irem morar em Atlantis. Agora, já adultas, as seis irmãs recebem a notícia de que Pa Salt faleceu e deixou uma carta para cada uma, dando pistas sobre suas origens e irá depender delas irem atrás de sua família biológica ou não.

A segunda irmã é Alcíone D’Aplièse, ou apenas Ally como é carinhosamente chamada pelas irmãs, que tem uma carreira sólida como velejadora e é a única das irmãs que pode estar no velório do pai, mesmo não sabendo o que estava acontecendo. Ao voltar para Atlantis, Ally recebe uma carta do pai e um sapinho, que estava ligado ao seu local de nascimento. Apesar de não pretender seguir as pistas deixadas por Pa Salt, pelo menos não imediatamente, uma segunda perda faz com que Ally parta em busca de suas origens. Ao encontrar um livro sobre a vida de uma famosa cantora, Ally embarca em uma jornada de autoconhecimento e acompanha a vida de Anna Landvik, uma jovem cantora que teve sua vida modificada ao ser levada do campo para Christiania, por Herr Bayer, que lhe auxiliaria em sua carreira. 

Ao seguir seu coração, Anna acaba mudando o seu destino para um caminho sem garantias e isso faz com que ela se afaste de uma carreira promissora, porém um conhecido acaba voltando para sua vida e a mudando completamente. Por outro lado, Ally vai para a Noruega e conhece os locais pelos quais Anna passou, inclusive o teatro em que se apresentou e consolidou sua carreira como cantora. Com a ajuda de Thom, um dos descendentes de Anna Landvik, Ally embarca nesta jornada para descobrir aonde a história de Anna se conecta com a sua. 

Com maestria, Lucinda Riley criou uma história envolvente e fascinante sobre uma família abalada pela perda de um ente querido, mas que é envolta em segredos. A vida de Ally acaba perdendo o rumo após a perda de pessoas as quais ela amava e isso foi o ponto de partida para uma aventura que mudou sua vida completamente. Totalmente independente, Ally tem uma carreira e uma vida fora de Atlantis - ao contrário de Maia, sua irmã mais velha - e isso faz com que a protagonista encare as descobertas de forma destemida e vá atrás de suas origens com mais rapidez. 

Sobre a edição só tenho elogios, a capa é linda - apesar de ter curtido mais a da primeira edição -, a história de Ally é envolvente e fiquei extasiada com o final, a revisão e diagramação estão ótimas, o que torna a leitura fluida e sem igual. Ao terminar As Sete Irmãs engatei a leitura de A Irmã da Tempestade e farei o mesmo com o volume seguinte, A Irmã da Sombra, pois a autora conseguiu me deixar ansiosa pela leitura de todas as obras que são fenomenais. 



"Enquanto bebericava o café morno, Jens pensou se Simen teria razão. Mas a lembrança do rosto de Anna e de sua voz celestial  ainda assombrava seus sonhos. E agora, com todos os outros desafios que estava obrigado a enfrentar, por Deus, melhor seria jamais ter posto os olhos em Anna Landvik. Quando mais a ouvido cantar..." Página 229



22 janeiro 2018

Resenha: As Sete Irmãs - Lucinda Riley

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Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 480

Em As sete irmãs, Lucinda Riley inicia uma saga familiar de fôlego, que levará os leitores a diversos recantos e épocas e a viver amores impossíveis, sonhos grandiosos e surpresas emocionantes.

Filha mais velha do enigmático Pa Salt, Maia D’Aplièse sempre levou uma vida calma e confortável na isolada casa da família às margens do lago Léman, na Suíça. Ao receber a notícia de que seu pai – que adotou Maia e suas cinco irmãs em recantos distantes do mundo – morreu, ela vê seu universo de segurança desaparecer.

Antes de partir, no entanto, Pa Salt deixou para as seis filhas dicas sobre o passado de cada uma. Abalada pela morte do pai e pelo reaparecimento súbito de um antigo namorado, Maia decide seguir as pistas de sua verdadeira origem – uma carta, coordenadas geográficas e um ladrilho de pedra-sabão –, que a fazem viajar para o Rio de Janeiro.

Lá ela se envolve com a atmosfera sensual da cidade e descobre que sua vida está ligada a uma comovente e trágica história de amor que teve como cenário a Paris da belle époque e a construção do Cristo Redentor.


Classificação:         



"A verdade é que eu tinha mais medo do que qualquer uma delas. Enquanto todas as minhas irmãs tinham criado asas e deixado  o ninho, eu havia ficado, escondendo-me por trás da necessidade da minha presença quando Pa começou a envelhecer. Isso além da desculpa de que combinava perfeitamente com a carreira que eu escolhera, que era bastante solitária." Página 28




Lançado em 2016 pela Editora Arqueiro, As Sete Irmãs, inicia a série homônima e neste primeiro volume nos apresenta a história de Maia D’Aplièse, a primeira criança adotada por Pa Salt, um milionário cuja vida foi devotada a encontrar meninas pelo mundo e adotá-las, dando-lhes o nome segundo as Plêiades, a constelação das sete irmãs.  Apesar das Plêiades contarem com sete estrelas, em sua busca pelo mundo Pa Salt conseguiu encontrar apenas seis garotas: Maia, Ally, Estrela, Ceci, Tiggy e Electa, Mérope - a última irmã - nunca chegou à Atlantis. 

Maia é a única das irmãs que ainda vive no local em que foi criada e apesar de nunca deixar sua casa às margens do lago Léman, na Suíça, Pa Salt convence a filha mais velha a visitar uma amiga e pouco depois Maia recebe a notícia de que o pai morreu repentinamente. Ao voltar para casa e a babá, Ma, contatar todas as irmãs, o advogado da família informa às garotas de que Pa Salt deixou uma carta para cada uma delas com uma pista de como encontrarem suas famílias biológicas caso seja do interesse das filhas. Quando recebe a ligação de um ex-namorado, Maia decide partir para o Brasil e descobrir mais sobre sua origem, porém isso não é fácil já que Pa Salt deixou uma pista da época em que o Cristo Redentor estava sendo construído. 

Por ser uma excelente tradutora, Maia tem o contato de Floriano - um autor cujo livro estava sendo traduzido por Maia - e o homem se dispõe a ajudá-la a investigar a história da família que há séculos vive na Casa das Orquídeas e que segundo Pa Salt, faz parte da origem da filha mais velha. Embarcando nesta busca pela sua origem, Maia é apresentada à Izabela Bonifácio por meio de cartas enviadas a sua melhor amiga, Loen, assim como tudo o que aconteceu após as decisões que tomou durante a sua breve vida. 


"Deitada na areia quente, eu me perguntava se minha relutância tinha a ver com o fato de cada passo me levar mais perto da verdade sobre meus verdadeiros pais. Eu não tinha ideia se eles estavam vivos ou mortos, ou, na verdade por que Pa Salt me dera uma pista que me levara tão mais distante no passado do que logicamente eu precisaria ir." Página 245


As Sete Irmãs é um livro relativamente grande, porém a narração de Lucinda Riley é extremamente fluida e cativante, motivos pelos quais terminei a leitura em apenas três dias. A história de Maia é emocionante, sua busca por respostas desde o seu nascimento até os motivos porque Pa Salt adotara meninas pelo mundo são bem fundamentadas e acabei engatando a leitura do segundo livro, A irmã da tempestade, assim que concluí a leitura deste. 

Quando a editora divulgou o lançamento do quarto livro da série, A irmã da pérola, os parceiros falaram muito e acabei solicitando As Sete Irmãs para conhecer a série e foi a melhor escolha que fiz porque este está entre os melhores livros que já tive a oportunidade de ler. Maia é uma personagem cativante, assim como sua bisavó Izabela, é interessante ver como as decisões tomadas por uma pessoa podem afetar gerações. Pa Salt é um homem enigmático e apesar de já ter falecido no início do livro, estou bastante curiosa para saber mais sobre o que o motivou a adotar as garotas pelo mundo. 

Com relação à edição só tenho elogios, começando pela capa que deixa à mostra tudo o que encontraremos durante a leitura. A revisão e diagramação estão ótimas, os capítulos são intercalados entre a vida de Maia e Izabela, fazendo a conexão entre passado e presente e dando ao leitor a riqueza de detalhes sobre a origem da protagonista. As Sete Irmãs é um livro envolvente e apaixonante e, sem dúvidas, um dos melhores livros que já li. 


" - E você é linda, minha queria Maia. Desejo tantas coisas boas para você no futuro. Mas, acima de tudo, desejo que você encontre o amor. É a única coisa que torna suportável a dor de estar viva. Por favor, lembre-se disso." Página 453