Entrevista: Breno Melo

Olá, leitores.

A postagem de hoje é a entrevista que fiz com o autor Breno Melo. Seu livro A garota que tinha medo já foi resenhado aqui no blog, espero que gostem de conhecer um pouco mais sobre ele.




" Nasceu em 1980, no Rio de Janeiro. Foi indicado mais de uma vez para Poeta do Ano pela Sociedade Internacional de Poetas, em 2002, 2003 e 2004. Participou do “The Best Poems and Poets of 2003”, antologia da qual faz parte o poema “Hazel Eyes”, e “The Best Poems and Poets of 2004” com “That Girl”.

Cidade: Angra dos Reis, RJ - Brasil" Fonte




1. O que te motivou a escrever sobre a síndrome do pânico?

A síndrome do pânico é um assunto muito interessante, mas pouco conhecido pelas pessoas em geral. Em Veronika Decide Morrer, de Paulo Coelho, a protagonista tem depressão e vai para uma clínica, onde fica internada com outros pacientes, como Mari, que tem a síndrome. Mas ela é apenas mencionada, não explicada.

2.Como foi o processo de criação da protagonista e da história? Foi baseado em alguma pessoa que você conheça?

Acredite em mim: todos nós conhecemos ou vamos conhecer alguém que sofre de ansiedade. Estamos falando de um distúrbio muito comum, um dos males do século. Conheci pessoas que sofrem de ansiedade antes de escrever o livro, e continuei conhecendo outras, principalmente após a publicação do livro.

3. A Garota que Tinha Medo trata sobre uma doença psicológica. O que te inspirou a tratar desses temas considerados tabus pela sociedade?

A bem dizer, A Garota que Tinha Medo não fala da síndrome do pânico, mas de uma garota que a tem. E isso faz toda a diferença. Afinal, o livro não se chama “O Medo que Uma Garota Tinha”. O Medo não tem religião, filosofia ou senso de humor. Marina, sim.

4. Como foi feita a publicação de A garota que tinha medo? Foi aceito pela primeira editora para que você enviou?

Entrei em contato apenas com a Editora Schoba, que eu já conhecia.

5. Quanto tempo durou o processo de publicação da obra? Você ficou feliz com o resultado?

Na verdade, a obra passa por vários processos, como revisão do texto, escolha do layout, criação da capa, catalogação, etc. Ao todo, levou alguns meses. Fiquei muito contente com o resultado. Os leitores têm elogiado bastante a capa e a diagramação, e o texto ficou tão bem revisado, que praticamente não encontramos erros.
  
6. Você está escrevendo mais algum livro? Tem algum manuscrito que ainda não foi publicado?

Sempre temos alguma história na mente ou algum manuscrito guardado na gaveta. No momento, entretanto, eu gostaria de pensar apenas em A Garota que Tinha Medo, que ainda é muito recente.

7. Gostaria de deixar algum recado para os leitores que se identificam com as protagonistas de suas obras?

Terêncio, um poeta e dramaturgo da Antiguidade, disse: “Sou humano, nada do que é humano me é indiferente.” Por mais que as protagonistas de minhas obras possam parecer “diferentes”, maluquinhas ou estranhas, no fundo elas não deixam de ser tão humanas como qualquer um de nós. Sendo assim, é natural que nos identifiquemos inclusive com quem, apenas superficialmente, é diferente de nós.


 RESENHA



"Minha existência sempre havia sido banal e discreta, sem grandes dramas, até que um vendaval, vindo de não sei de onde, virou-a de ponta-cabeça. Me tornei a protagonista de uma história que eu não queria interpretar, passei a ser o centro das atenções e a me sentir humilhada. Nunca mais fui a mesma depois do primeiro ataque, temendo as pessoas ou os lugares. Tinha medo de passar por outros ataques, que poderiam acontecer a qualquer momento." Página 120

 

8 comentários:

  1. Não conhecia o autor e nem o livro. Mas já estou procurando a resenha do livro dele aqui no blog. Adorei essa entrevista com o autor. Passamos conhecer ainda mais o processo de criação da história e o lado do autor nela. E também adoro essa mensagem do autor para os leitores!

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  2. Uau. Adorei a entrevista e amei ainda mais o enredo do livro. Não conhecia a obra e fiquei mega curiosa. Sempre que temos um livro onde a protagonista sofre de algum transtorno de personalidade ou psicológico, fico curiosa. Afinal, adoro estudar sobre estes temas.
    Como o Breno disse, é um tabu na sociedade e muitas vezes as pessoas julgam mal, apontando como drama, algo pra se chamar a atenção, quando na verdade não é nada disso. As doenças psicológicas são as mais cruéis e destrutivas que existem, e sim, merecem uma atenção da parte da sociedade.

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  3. Parabéns para este jovem talentoso!
    Gostei da entrevista e pelo visto, o livro é muito bom!
    Sucesso, Breno Melo!

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  4. Não conhecia nenhum dos dois, mas adorei a entrevista e a resenha do livro. É bem diferente do que eu costumo ler mas não nego que gostei do enredo.
    Beijos.

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  5. Oi, eu não conhecia o autor, adorei conhecer ele, pois livros nacionais estão me agradando muito, adorei a entrevista, e a resenha também, parece ser uma historia surpreendente.
    Beijos!!!

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  6. Eu concordo com ele quando diz que todos nós vamos conhecer pessoas que sofrem com ansiedade, porque isso é mais comum do que imaginamos, aliás, doenças psicológicas são mais comuns do que as pessoas imaginam, o que acontece é que a sociedade julga essas pessoas e não busca entender pelo que elas passam. Muito interessante ter um livro que aborda uma questão como essa, que é tão importante ser discutida.

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  7. Não conhecia o autor e nem o livro dele, mas acho sempre muito interessante quando um blog decide entrevistar o autor. É muito legal saber um pouco mais sobre ele e seu trabalho, além de seus novos projetos e como foi escrever o livro.
    Parabéns pela entrevista.
    =)

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  8. Ainda não conhecia o autor e o livro, mas gostei muito da entrevista e de saber um pouco mais sobre. O enredo do livro é bem interessante. :)
    beijos!

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