[Semana Passarinha de Conscientização do Autismo] Sobre o Autismo, por Lenise Battisti



 Olá, leitores.

Acabei não conseguindo fazer uma postagem por dia sobre o autismo durante essa semana, porém não irei parar por aqui e sempre que puder irei divulgar mais informações sobre a síndrome e tantas outras doenças que estão por aí e são tabu na sociedade. Pedi para uma das minhas melhores amigas, e irmã de coração, fazer um texto sobre autismo já que ela é psicóloga e teve esse contato. A Lenise nos mostrará um pouco mais sobre o autismo e como é possível realizar o tratamento, fazendo com que o indivíduo tenha uma melhora considerável em seu quadro. Confiram:

 
No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e torna-se necessário entender quais são as características dessa síndrome.

As características e sintomas apresentados por indivíduos autistas são variadas e deve-se levar em consideração as peculiaridades de cada um, nesse sentido, considerando-se a importância de não se ver apenas os sintomas, mas também quem aquele sujeito é como pessoa. Além disso, o autismo apresenta graus variados de comprometimento, por isso deve-se analisar cada caso de forma particular.

O diagnóstico do autismo pode ser feito na primeira infância, normalmente, até os dois anos e meio de idade da criança, onde a mesma já pode apresentar comprometimento em seu desenvolvimento nesse período. A predominância do autismo é de 0,6% da população e é mais comum em pessoas do sexo masculino.

Nessa síndrome, três áreas de desenvolvimento são afetadas: socialização; comunicação/linguagem verbal e não-verbal e comportamento.


  • Socialização: Esses indivíduos apresentam dificuldade na interação social, dando a impressão de não se interessarem por contato com os outros, possuem dificuldade em estabelecer relacionamentos e se apegar a pessoas específicas, apresentam dificuldade em expressar emoções e entender as emoções das outras pessoas
  • Comunicação/linguagem verbal e não-verbal: O prejuízo na comunicação se reflete na dificuldade da utilização da linguagem, onde o indivíduo apresenta atrasos nessa área; caracterizada pela mudez ou por padrões de fala característicos, tais como a predominância de ecolalia (repetição daquilo que lhe dizem) e inversão de pronome (utilizam 3ª pessoa para falarem de si mesmos). Possuem dificuldade de estabelecer uma conversação lógica e coerente, muitas vezes, sua forma de comunicação se mostra fora do contexto da realidade, já que percebem o mundo de forma diferente. Além disso, não estabelecem contato visual direto.
  • Comportamento: Indivíduos autistas não conseguem responder adequadamente ao ambiente, tem interesse por atividades isoladas, restritas e repetitivas, que podem durar por horas a fio, o que pode ser considerado “monótono” por outras pessoas; verifica-se ainda a dificuldade de lidar com mudanças, onde o indivíduo pode se irritar caso algo seja mudado em sua rotina. Podem ainda apresentar comportamentos inadequados, tais como se machucar de forma constante (exemplo: bater a cabeça repetidas vezes).
O tratamento a ser realizado com autistas é multiprofissional, ou seja, conta com a participação de profissionais de diferentes especialidades, tais como: psicólogo, psiquiatra, neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicopedagogo, terapeuta ocupacional; dentre outros; e deve ser realizado diariamente, contando com a participação dos responsáveis pela criança. E deve-se considerar que, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores são as chances da criança apresentar bons resultados.

Pode-se citar como forma de tratamento a Análise de Comportamento Aplicada (ABA), que é uma intervenção que deve ser realizada, se possível, desde o diagnóstico da síndrome e aplicada intensamente, onde se utiliza de métodos e princípios específicos para fazer o indivíduo aprender habilidades socialmente aceitáveis e reduzir comportamentos indesejados. A partir desse tratamento, o desenvolvimento da criança pode apresentar avanços e ela pode aprender habilidades de vida diária (relacionadas à higiene pessoal, alimentação, etc), de comunicação, de socialização, acadêmicas, dentre outras. Esse tratamento visa preparar o indivíduo para ter uma vida perto da normalidade e da autonomia, adquirindo melhor qualidade de vida.


8 comentários:

  1. Espero que o meu texto ajude seus leitores a entenderem um pouco melhor sobre essa síndrome!

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  2. A editora está de parabéns por abraçar esta causa e ajudar na conscientização desta doença;
    Bjs, Rose

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  3. Nossa adorei a postagem, o blog tá de parabéns, realmente o autismo não um bicho de sete cabeças, e que é possível sim conviver com pessoas com essa síndrome, e que elas podem ter uma boa qualidade de vida. :D

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  4. Texto interessante e um ótimo resumo. Fácil de ser compreendido. A Lenise está de parabéns.
    Como já disse, gosto de estudar a respeito desses tipos de doença, então o que foi dito não é nada que eu já não tenha lido em outros artigos. Mas gostei da forma simples e direta como ela escreveu.

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  5. Adorei o seu texto. Acho que compreendi com mais facilidade essa síndrome que me parece não ser o fim do mundo. Acho que todos deveriam saber um pouco mais sobre o autismo!

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  6. Oi, adorei o post, super informativo, para quem como eu não sabe muito sobre essa síndrome, adorei conhecer melhor essa síndrome.
    Beijos!!!

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  7. Gostei muito de acompanhar os posts do blog sobre o Autismo e este texto foi muito interessante, aprendi muito sobre a síndrome. :)

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  8. Muito interessante o post e muito legal a companha. Nós precisamos que mais editoras se prontifiquem a fazer esse tipo de incentivo a conscientização, para tentarmos mudar a cabeça das pessoas.

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