Resenha: Cinquenta tons de liberdade - E. L. James

Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 544


Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade.

Classificação:    


Essa resenha contém spoilers de Cinquenta tons de cinza e Cinquenta tons mais escuros



"Tanta coisa aconteceu nas últimas três semanas - a quem eu quero enganar?, nos últimos três meses - que ainda não sinto meus pés tocando o chão. E aqui estou eu, Sra. Christian Grey, casada com o mais delicioso, sensual, filantrópico e absurdamente rico figurão que qualquer mulher poderia querer. Como isso aconteceu tão rápido?" Página 91


Cinquenta tons de liberdade é a obra que encerra a trilogia tão falada por todo o mundo. Confesso que li por curiosidade, se bem que demorei mais de dois anos para lê-la entre o prazo de sentir vontade de ler, comprar e efetivamente ler os três livros. Posso dizer que só não me arrependo amargamente por ter gastado cem reais no box por dois motivos: gostei do segundo volume e, para minha alegria, o dinheiro não era meu, mas sim foi um presente dos meus pais (saliento que alguns pais são cegos hahahaha). Enfim, como falei na resenha de Cinquenta Tons Mais Escuros, o livro tinha alguma história além de toda relação sexual entre Ana e Christian, o que não acontece muito nesse livro. Voltamos ao quarto de jogos e todas as saliências desse ricasso mal compreendido.


Christian e Ana casaram e agora precisam aprender a conviver como um casal, seus trabalhos e família acabam tendo que se ajustar para que ambos possam lidar com seus assuntos e, ao mesmo tempo, formarem um casal. Christian compra a editora em que Ana estava trabalhando, pessoas e situações do passado também começam a atrapalhar o feliz casal que está em ritmo acelerado. Não se tem muita história nesse volume e uma das únicas partes que o livro me chamou atenção foi no epílogo, que eu achei uma graça.


"Descanso a cabeça na mesa, sentindo como se tivesse sido atropelada por um trator - o trator que é meu amado marido. Ele deve ser o homem mais frustrante, perturbador e teimoso do planeta. Volto a sentar-me ereta e esfrego freneticamente os olhos. O que foi que eu acabei de aceitar? Tudo bem: Ana Grey à frente da Seattle Independent Publishing - quer dizer, da Grey Publishing. Esse homem é insano." Página 146


Uma das partes que mais me deixou com nojo, sim fiquei com nojo, foi a narrada por Christian. Ao final do livro a autora nos deu uma apresentação dos pensamentos de Christian durante o momento em que o magnata conhece Ana e posso adiantar que fiquei com vontade de vomitar, por mim essa parte poderia ser excluída sem dó. Isso também me fez ficar com medo de ler obras semelhantes narradas pelo personagem masculino, li Desastre Iminente e fiquei muito feliz porque a autora não fez como E.L. James que acabou com um de seus personagens em algumas páginas.

Minhas ressalvas com relação a Cinquenta Tons de Liberdade são todas em relação à história. Não estou querendo polemizar e dar essa nota por causa da edição, mas sim esse livro só conseguiu nota três porque tanto a capa, diagramação e revisão do livro boas, pois se fosse para avaliar apenas o conteúdo do livro a obra conseguiria uma classificação menor. Não posso dizer que meu preconceito com obras eróticas se confirma, afinal já resenhei obras nesse estilo, mas a trilogia não funcionou para mim.


" Estou grávida.
Surgem vincos de incompreensão entre suas sobrancelhas.
- Como?
Como assim como? Que espécie de pergunta ridícula é essa? Eu fico vermelha e lanço-lhe um olhar irônico, como quem diz 'Como é que você acha?'." Página 396


14 comentários:

  1. Gostei da frase que você colocou da página 396, ela me fez repensar sobre ler ou não esse livro. Anyway, vou esperar minha mãe ler e aí eu pego emprestado dela.
    [isso se eu conseguir ganhá-lo no sorteio :)]

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  2. A sua resenha ficou ótima, pelo jeito o melhor livro é realmente o segundo, faz um tempo que li essa trilogia, a parte narrada pelo Cristian é totalmente dispensável, volto a repetir, tirando o sexo a história em si do livro é realmente boa. :D

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  3. a resenha até que ficou muitoo boa apesar de não ter lido o livro ainda

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  4. Já li os livros e não consegui formar um opinião concreta.
    O que realmente me irritou é que o Bdsm polemico do primeiro livro desaparece e a autora ganha em cima disso.

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  5. Desde que foi lançado e criou todo esse burburinho em relação aos romances eróticos, fiquei com vontade de ler essa trilogia. Afinal, foi ela que deu um up nesse gênero literário. Li muitas resenhas em relação a essa trilogia. A metade era positiva e a outra negativa. Não cheguei a ler nenhuma que ficou em cima do muro. Percebi que é um daqueles que, ou você ama, ou odeia, não existe meio termo. O fato é que quero ler muito em breve, pra tirar minhas próprias conclusões.

    @_Dom_Dom

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  6. Nunca tinha lido nenhuma resenha sobre nenhum Cinquenta Tons e posso dizer que admiro a maneira com que você conseguiu dar sua opinião ressaltando também os lados negativos da série.
    Particularmente, é uma leitura que eu não faria por já saber que não iria gostar.

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  7. SEGUIDORA: ANDRESSA NUNES

    Mantendo a qualidade e intensidade.

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  8. Pois é, Rafaella, acho que sempre esperamos muito do desfecho destes livros em série.
    E essa questão da narrativa ser alternada, deve criar mesmo um clima de expectativa, principalmente, da narrativa do Cristian Grey. É que eu, pelo menos, começo a imaginar tudo acontecendo, sei lá...

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  9. li o 1° e o 2° da serie, e bem li porque me senti atraída diante da história e não pelas passagens eróticas entre os dois, gostei da parte em que você cita que o segundo livro foi o "melhor" na trilogia, geralmente o 1° livro de qualquer série sempre é o melhor mas vejo que não em todo caso, li várias séries e a cade livro foi me surpreendendo e em outros preferia não ler,
    mas em todo caso a trilogia cinquentas tons será mais um série que já li.

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  10. Achei o desfecho da trilogia meio assim: "eu já imaginava que isso ia acontecer". Claro que algumas coisas não aconteceram do modo que eu imaginei mas outras sim então isso me deixou meio desanimada porém por outro lado me surpreendi algumas vezes com o Christian, por exemplo, na parte da reação dele quando ela diz que está grávida.. por um lado até entendo dada as situações que ele passou na vida.
    Bom, no final do livro quando a autora descreve os pensamentos de Christian, eu não fiquei com nojo apenas vi como ele realmente era e como ele mudou no passar dos livros. A trilogia é boa e vale a pena ser lida mas cada um tem seu modo de pensar diferente.

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  11. Ainda não li os dois primeiros volumes e até agora, só fiquei interessada no segundo livro mesmo, parece que a estória estava mais bem construída. Gostei da sua resenha, achei uma pena a trilogia não ter funcionado para você!

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  12. Adoro esses livros!!!!!!! Quero muito ganhar!!!!
    :D

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  13. Eu gosto dessa trilogia, mas acho que o único livro que pode ser considerado bom é o primeiro... E na minha opinião, os dois últimos livros perderam o sentido. Gostei da resenha ;)

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  14. Minha teoria se confirma nessa sua resenha: a trilogia é ruim mesmo! HAHAHAHA Mas admiro você por ter conseguido ler os três livros, mesmo a qualidade não sendo tão boa!

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