Resenha: Mentiras como o amor - Louisa Reid


Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 473

Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. 
Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e por sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. Juntos, eles estão em busca de dias melhores. 
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro. 
Então Audrey conhece Leo, mas ele torna a vida dela realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida. 
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família especialmente de seu irmão ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja? 
Mentiras Como o Amor é deslumbrante e de partir o coração. É o novo romance de Louisa Reid, a autora aclamada de Corações Feridos.



Classificação:       



"Olhei para baixo. Leo se aproximava. Rápido. Alguma coisa me dizia que eu precisava confiar em alguém, em algum momento. Mas como eu poderia ter certeza? Como saber em quem confiar?" Página 64


Mentiras como o amor é uma obra que me chamou atenção de primeira já que gosto bastante de dramas que envolvem doenças e batalhas familiares. Quando vi que já estava disponível na estante da Novo Conceito não hesitei em solicitar e comecei a leitura logo em seguida, porém como estou fazendo maratona de uma série antes que a Netflix a remova, acabei demorando três semanas para concluir a leitura e acredito que foi uma boa experiência porque consegui digerir e analisar bem essa história fascinante criada por Louisa Reid.  

Nesta obra conhecemos Audrey, uma adolescente de dezesseis anos que enfrenta os altos e baixos de uma depressão. Abandonada pelo pai, a mãe a cria sozinha desde que a menina tinha dez anos e o amor incondicional por seu irmão mais novo, Peter, é um dos motivos para que ela enfrente todos os dias difíceis. As batalhas de Audrey foram assumidas por sua mãe Lorraine que passa mais tempo acompanhando a filha em consultas, internações e terapias do que cuidando da própria vida e isso criou um vínculo entre elas que, às vezes, parece de mão única. Ao mudar de cidade, Audrey tenta se encaixar e acaba conhecendo seu vizinho, Leo, um garoto mais velho, mas que faz questão de conhecê-la melhor, apesar de saber dos boatos de sua doença que são espalhados sem filtro por toda a escola. 

Aos poucos essa amizade entre Audrey e Leo começa a evoluir para algo mais sério e com isso a mãe da protagonista começa a perder o controle sobre as ações da filha e se torna um empecilho para o envolvimento dos dois. Um livro difícil, a história é forte e confesso que não estava familiarizada com o tema, apesar de acharmos que sabemos do que se trata, o desfecho é um soco no estômago e deixa o leitor sem chão, mas sem dúvidas um excelente livro sobre o tema. As batalhas diárias de Audrey e Leo me conquistaram e encarei com ambos todas as dificuldades que passaram durante esse tempo de descobertas e amor. 


"Se eu realmente tentasse, poderia imaginá-la. Uma garota de dezesseis anos, completamente transtornada. Imaginei que ela sentia que a vida era uma merda tão grande que só queria fugir de tudo, que não conseguia descobrir outra maneira de ser feliz a não ser cortando a própria pele e deixando o sangue escorrer." Página 173


Mentiras como o amor é dividido em capítulos narrados em primeira pessoa por Audrey e outros que têm Leo em evidência que são em terceira pessoa, dando mais profundidade para a história. A cada capítulo a protagonista apresenta ao leitor as nuances de sua depressão, a vontade de desaparecer e ao mesmo tempo manter-se forte pelo irmão caçula, já que desde que ele era muito pequeno a irmã foi a única fonte de amor e segurança. A mãe de Audrey é uma mulher fortemente perturbada, que vive por meio da filha e a priva de ter a sua vida, tornando-se bastante inconveniente com o passar do tempo. Esse laço entre elas aparenta ser mais por parte de Lorraine, que faz questão de prender a filha, já Audrey tenta acreditar que ela faz isso porque ama os filhos. Esta é, sem dúvida, uma das partes mais perturbadoras do livro, mas não vou me estender para não dar spoilers.

Com relação à edição não tenho ressalvas, a capa é bonita e transmite a fragilidade, ou força - dependendo da interpretação, da protagonista. Os capítulos são curtos e tornam a leitura mais fluida. A diagramação é simples, mas cumpre bem seu papel e a revisão está boa, tornando a leitura mais proveitosa e sem interrupções. Esta é uma história que deveria ser conhecida por todos os leitores já que é extremamente real e poderia ser vivenciada por qualquer um de nós, sem dúvida um livro recomendadíssimo. 


"E eu entendi o motivo de tudo, exatamente naquele local, naquele momento. Que a felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar. Era confiança era fé; era saber que o amor que você dá fica seguro no coração de outra pessoa." Páginas 196 e 197


2 comentários:

  1. Oi!!!
    Já tinha lido algumas resenhas e achei bem reflexiva e gostei disso a protagonista vivencia muita coisa e passa por altos e baixos como vc disse uma historia forte eu também não estou tão acostumada a ler livros assim mas estou dando chances e quero conhecer.
    Abraços!!!

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  2. Rafa!
    Livros com dramas familiares e doenças me atraem, mas tem alguns que mexem muito conosco e acredito que esse seja um deles, tanto pela relação conturbada da mãe, como pelo final, que pelo que disse, assusta.
    Desejo um mês cheio de prosperidade!
    “A sabedoria consiste em compreender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.” (Ralph Waldo Emerson)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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