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13 outubro 2019

Resenha: Na boca do leão - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #4)

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Editora: Fundamento
Ano: 2019
Páginas: 400

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Um crime misterioso abala um país. E, até que se descubra o culpado, todos são suspeitos.


Birgitte Volter era conhecida por governar com mãos de aço, ocupando com sua personalidade forte o cargo de primeira-ministra da Noruega.

Quando, em uma tarde qualquer, ela é encontrada assassinada em seu gabinete, atrás de portas fechadas, o choque toma conta da nação.

Determinada a elucidar esse mistério, a detetive Hanne Wilhelmsen interrompe suas férias para acompanhar o caso. No entanto, parece não haver pistas suficientes que levem ao assassino. Seria um crime político? Ou um assassinato por razões pessoais?

O jogo político bate de frente com a investigação criminal. A imprensa, em busca de respostas, acaba se tornando um empecilho para que a justiça seja feita. A disputa pelo poder e os segredos do passado são ingredientes que se somam à trama e tornam a missão de Hanne ainda mais complexa. Ela precisa descobrir quem é o assassino e sua motivação, antes que mais sangue seja derramado e o país convulsione.

E o tempo está correndo. Será possível deter o criminoso antes que ele faça mais vítimas?

Um thriller policial em que ninguém é o que parece.
Uma caçada de tirar o fôlego, com um final surpreendente.
Prepare-se para se ver Na boca do leão!



Classificação:    



"A reportagem impressionava, mas trazia apenas informações que ela já conhecia. Assim, Hanne nem se deu ao trabalho de ler mais nada. Mas pelo menos teve que admitir que dessa vez os jornais marcaram um ponto. Era intrigante o fato de Benjamin Grinde ter morrido oito dias depois de Birgitte Volter." Página 233



Na boca do leão é o quarto livro da série Hanne Wilhelmsen, que acompanha os casos investigados pela policial de Oslo e seus companheiros de farda. Neste quarto livro Hanne investiga a morte de Birgitte Volter, a primeira-ministra da Noruega, que morreu em seu escritório, sozinha, com um ferimento por arma de fogo em sua cabeça. 

Billy T. é o policial designado para investigar a morte de Birgitte Volter, porém conta com a ajuda de Hanne Wilhelmsen, que acaba interrompendo suas férias para dar apoio ao colega. Uma semana depois da morte da primeira-ministra, a polícia é informada da morte de Benjamin Grinde, o juiz do Supremo Tribunal, e uma das últimas pessoas a ver Birgitte Volter com vida, então a investigação de ambos os casos precisa ser analisada de outra perspectiva. 

Enquanto o Departamento de Polícia de Oslo investiga as duas mortes, um novo escândalo surge e pode ter ligação com a morte dos dois políticos. Em 1965 uma vacina foi distribuída para as crianças e houveram algumas mortes, então a polícia precisa analisar se a morte de duas figuras políticas têm relação com a morte dos bebês na década de 60. 

Na boca do leão é uma leitura indicada para os amantes de livros investigativos e policiais. Anne Holt é uma das autoras que tenho lido bastante nos últimos tempos, fiz a leitura de cinco livros da série Hanne Whilhelmsen e espero que a Editora Fundamento lance os outros em breve. A forma com que a autora conduz a história, soltando as informações aos poucos e fazendo o leitor criar diversas teorias antes de descobrir o que realmente aconteceu é um dos motivos que me fazem continuar gostando da série, além dos personagens e as histórias interessantes. Hanne é uma protagonista que me cativou por causa da sua personalidade e a forma com que ela investiga os casos, buscando sempre descobrir o que aconteceu com suas vítimas. 

A capa do livro é bastante chamativa e mantém o padrão da série, assim como a diagramação. Os capítulos bem divididos e na página inicial retomam um elemento da capa, além de considerar o dia e a hora dos acontecimentos o que facilita a leitura e a identificação dos fatos, letras em bom tamanho e páginas amareladas tornam a leitura fluida.  Na boca do leão foi um dos livros que mais gostei da série e sem dúvida indico para todos os leitores que gostam do gênero e querem acompanhar uma boa investigação criminal.



"- Eu tenho um forte pressentimento de que a morte do bebê de Birgitte Volter é mais relevante para o caso do assassinato do que o atual escândalo da Saúde. Acho que nos perdemos nos detalhes de todos os outros bebês que morreram. E acho que você está certo sobre o guarda. Algo o liga a isso também. Por acaso nasceu em 1965?
- Não. Ele é muito mais novo." Página 305


14 março 2018

Resenha: Demônio ou anjo - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #3)

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Editora: Fundamento
Ano: 2017
Páginas: 264

A chegada de Olav, um garoto de 12 anos, a um orfanato nos arredores de Oslo causa grande desconforto a todos que vivem lá. E mais ainda à rígida diretora da instituição, Agnes Vestavik, que vê algo aterrorizante no olhar do menino: puro ódio. Quando Agnes é encontrada morta com uma faca de cozinha cravada nas costas – e Olav desaparece –, o caso vai para a investigadora Hanne Wilhelmsen, recentemente promovida a inspetora chefe da Polícia de Oslo.

Uma criança pode ser um assassino? A polícia vasculha a cidade em busca de Olav, o principal suspeito. Mas Hanne, trabalhando com o desbocado detetive Billy T., quer saber mais sobre os funcionários do orfanato e sobre o passado de Agnes. Só que, apesar de ser uma brilhante detetive, Hanne está sendo uma negação como chefe: não consegue delegar tarefas, reunir informações ou compartilhar responsabilidades.

Será que Hanne aprenderá a confiar nos outros antes que tudo se torne confuso demais e isso acabe por tirá-la do rumo – no trabalho e na vida pessoal?


Classificação:    


"Por alguma razão, porém, o incidente o assustou. Por alguns dias, ele esteve tão dócil que quase me inquietou. Agora eu podia sentir a mesma coisa novamente. Ele parece extremamente aterrorizado. Mas o que eu vou fazer quando o medo passar?" Página 102


Demônio ou Anjo é o terceiro livro da série Hanne Wilhelmsen, de autoria de Anne Holt e publicada no Brasil pela Editora Fundamento. Como mencionei na resenha do volume anterior, acabei solicitando o segundo e o terceiro volume sem ter lido o primeiro, porém pude fazer a leitura sem me perder na história e pretendo solicitar os outros dois livros já lançados para que vocês, leitores, possam conferir o que achei das obras de Anne Holt. 

Neste volume, a história é focada em um orfanato cuja diretora foi encontrada com uma faca cravada nas costas e o interno mais recente, Olav, acabou desaparecendo no mesmo dia. Hanne Wilhelmsen conta com a ajuda de Billy T. para desvendar o que aconteceu com Agnes Vestavik e tentar encontrar Olav que pode ser o assassino ou uma testemunha do crime. Enquanto a investigação está sendo realizada, outro crime acontece e faz com que Hanne comece a questionar o quanto os funcionários e as crianças que moram no orfanato sabem sobre o que acontece no local. Enquanto isso, Olav é obrigado a se virar para conseguir sobreviver já que não pode voltar para a casa de sua mãe que possivelmente seria o primeiro lugar que a polícia iria procurá-lo. 

Em Demônio ou Anjo, Hanne assumiu o cargo de Investigadora Chefe da Polícia de Oslo e apesar de ser uma ótima investigadora, o cargo está sendo um desafio para ela que não consegue delegar as tarefas e manter a equipe motivada. A cada descoberta que ela faz sobre o assassinato de Agnes, algo muda e ela é obrigada a se questionar quais foram os motivos que levaram uma pessoa a cometer este crime. As histórias criadas por Anne Holt deixam os leitores ávidos por mais informações para desvendar os crimes e confesso que apesar da história de Números de Azar ser mais completa, acabei gostando mais de Demônio ou Anjo pelo caráter mais sombrio da narração. Olav é um garoto que cresceu em situação de risco e é completamente perturbado, então tudo o que o envolve acaba se tornando um mistério. Os funcionários do orfanato escondem muitos segredos, assim como Agnes Vestavik que gerencia o local com punhos de ferro. 

A edição da obra está ótima, desde a capa que é extremamente chamativa e a diagramação do livro retoma a capa em todas as folhas - seguindo o padrão do livro anterior, o que deixa o acabamento maravilhoso. Os capítulos são bem divididos e facilitam a leitura, o que pecou foi a revisão - que deixou passar alguns detalhes -, mas nada que desmotive o leitor a continuar a desvendar os mistérios que rondam o orfanato. Este é um livro indicado para aqueles leitores que gostam de histórias policiais e de desvendar crimes junto dos personagens. 


"Eu sei que ele não matou. Eu sei que preciso mantê-lo escondido. Mas por quanto tempo vou conseguir?" Página 122


09 março 2018

Resenha: Números de Azar - Anne Holt (Hanne Wilhelmsen #2)

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Editora: Fundamento
Ano: 2017
Páginas: 216

Três crimes. Três códigos. Muito sangue. Nenhum corpo. Quando o calor aumenta… a violência.

Em meio ao verão de Oslo, a detetive Hanne Wilhelmsen é enviada para a cena macabra de um possível assassinato. Em um galpão abandonado, há marcas de sangue por toda parte e, na parede, uma intrigante sequência de oito dígitos escrita com o líquido vermelho. Mas não há sinais da vítima. As pistas são escassas. Nos dois sábados seguintes, o horror se repete. Outros locais, números diferentes. Seria uma brincadeira de mau gosto ou a assinatura de um serial killer? E a questão mais importante: onde estariam os corpos?

Contando com sua habitual sagacidade, a obstinada Hanne corre contra o tempo. Ela só tem cinco dias até o próximo sábado... Mas o que fazer quando a linha que separa o certo do errado começa a se fundir e o sangue derramado pode manchar não só as mãos de inocentes como também a reputação do departamento de polícia onde ela atua?

Uma história vertiginosa. Um final surpreendente.


Classificação:   


"Não era mais assim. Ele era um homem. Uma pessoa que decidiu vir. Que escolheu a vida dela. Ele poderia tê-la deixado em paz, poderia não ter feito aquilo, poderia ter escolhido outra pessoa. Mas foi dela que ele se apoderou; com os olhos abertos, deliberadamente, de propósito." Página 134


Números de Azar é o segundo livro da série Hanne Wilhelmsen, lançada pela Editora Fundamento e de autoria de Anne Holt. Como no ano passado pretendia ler a série Amanhã, acabei não lendo outros autores publicados pela Fundamento, mas ao terminar a série decidi deixar as séries do John Marsden em espera e solicitar livros diferentes, então assim que recebi o e-mail com os lançamentos bati o olho em Demônio ou Anjo e como não havia lido nada da Anne Holt - apesar de ter lido várias resenhas sobre as obras dela - e aproveitei para pedir Números de Azar, porém assim que as obras chegaram percebi que eram o terceiro e segundo livro de uma série, respectivamente. Então, galera, palmas para a burra (HAHA). Porém, apesar de serem pertencentes à série, consegui fazer a leitura de Números de Azar tranquilamente e já engatei a leitura de Demônio ou Anjo.

Hanne Wilhelmsen é uma das detetives da polícia de Oslo e apesar de estar bem familiarizada com a equipe com que trabalha, esconde alguns detalhes de sua vida por medo de julgamentos por parte de seus colegas. Quando a cidade começa a passar por uma onda de calor, é também afetada pelos "Massacres de sábado à noite", ou seja, grandes quantidades de sangue são encontradas, uma série de números no local do crime e nenhum corpo para fazer a identificação. Enquanto a força policial buscava pistas de quem seria o responsável pelos massacres, uma garota é brutalmente violentada em sua casa e Hanne assume o caso, o que causa o descontentamento de sua companheira Cecile, já que a investigadora precisaria passar mais tempo na delegacia do que com ela. 
Aos poucos os pontos vão se conectando, então Hanne tem uma perspectiva geral da motivação e, agora, está correndo contra o tempo para salvar outras vítimas em potencial. Não vou prolongar muito essa parte sobre a história para não dar spoilers, porém a forma com que a autora conduziu a história foi interessante e o desfecho inesperado. Apesar de achar um tanto confuso no início porque a história se passa na Noruega, aos poucos fui pegando o ritmo da leitura e terminei a obra rapidamente. 

Sobre a edição preciso elogiar o capricho da Editora Fundamento com a capa e diagramação, os detalhes simulando pingos de sangue no interior do livro ficaram sensacionais e retomam o que foi trabalhado no título exposto na capa. O único ponto que deixou a desejar foi a revisão, já que encontrei vários errinhos durante a leitura. Como sou apaixonada por histórias policiais pretendo continuar a ler a série que tem 4, dos dez livros, já lançados pela Fundamento e acompanhar os mistérios a serem desvendados por Hanne Wilhelmsen



"Quando finalmente se acalmou, passou a saborear uma espécie de satisfação apaziguadora, pois uma atitude seria tomada; ela ficou atônita. Isso era loucura, pura e simples. Você não pode simplesmente matar pessoas. Mas, se alguém tinha que fazer isso, seria ela." Página 156