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26 junho 2018

Resenha: Asiáticos Podres de Ricos - Kevin Kwan

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Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 490

Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.


Classificação:      



"- Pare com isso, mãe. Estou de saco cheio desse preconceito ridículo que você e os seus amigos têm contra os chineses do continente. Somos todos chineses. Só porque algumas pessoas precisam trabalhar para ganhar dinheiro não significa que sejam inferiores a você." Página 404


Asiáticos Podres de Ricos é de autoria de Kevin Kwan e lançado em 2018 pela Editora Record, recebi o livro por causa do Clube VIB - antes do lançamento - porém me enrolei com a leitura e terminei na semana passada. Confesso que quando recebi a obra não tive muito interesse na leitura até conferir o trailer da adaptação do livro e fiquei apaixonada, então iniciei a leitura, porém com o tempo curto acabei demorando bem mais do que imaginava já que o livro é um pouco maior dos que tenho costume de ler. 

Nesta leitura somos apresentados a Nicholas Young e Rachel Chu, um casal que vive em Nova York e está junto há algum tempo, mas sem planos de casamento. Quando o melhor amigo de Nick o convida para ser padrinho de seu casamento, Nick é obrigado a revelar para Rachel parte da sua vida em Cingapura. A mulher viaja sem conhecer nada sobre a família do namorado, a não ser Astrid (prima de Nick) e logo é jogada em um mundo totalmente diferente do que esperava. A família de Nick é podre de rica e os pais de Nick acreditam que ela não é a moça certa para o filho, então Rachel é obrigada a conviver com a família, amigos e pretendentes do namorado, que ainda não aceitam ter "perdido" Nick para Rachel. 

Esta é uma história extremamente divertida, os protagonistas são bem construídos, assim como todos os outros personagens, os locais são bem descritos e a cultura Cingapuriana é esmiuçada para os leitores, dando a oportunidade de extrair o máximo da obra. Rachel é uma protagonista forte e independente que se sente pisando em ovos com a família do namorado e neste tempo uma série de dúvidas e inseguranças fazem com que ela questione o que está sentindo e se isso é o suficiente para passar pelas provações que a família do namorado a está sujeitando. Com a leitura fiquei ainda mais animada para conferir a adaptação e não vejo a hora que o filme estreie. Sobre a edição não posso avaliar muito já que foi enviado para os parceiros a edição de prova, mas não tenho reclamações já que a obra estava em perfeitas condições para a leitura e acredito que a editora não tenha mudado muito na versão final. 




"- Não, principalmente agora, que tenho uma compreensão maior da sua família. Só queria ter certeza de que você é a mesma pessoa por quem eu me apaixonei em Nova York, só isso.
- E eu sou?
- Ah, agora que eu sei que você é cheio da grana ficou ainda mais bonito." Página 419


16 março 2018

Resenha: Felicidade para humanos - P. Z. Reizin

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Editora: Record
Ano: 2018
Páginas: 392

Não conte para ninguém, mas Jen é uma das minhas pessoas favoritas.
(Máquinas não devem ter favoritos. Não me pergunte como isso aconteceu.)
Jen está triste. Aiden quer que ela seja feliz. Formou? Não necessariamente. É que Jen é uma mulher de trinta e poucos anos cujo namorado acabou de trocá-la por outra e Aiden é um programa de computador muito caro e complexo.
Aiden conhece Jen melhor que ninguém. Com acesso a todos os seus dispositivos, Aiden sabe qual é a música mais tocada de sua playlist, consegue achar suas fotos preferidas e selecionar as citações que mais a inspiram nas redes sociais. A partir de observações e de algoritmos singulares, ele resolve procurar um novo parceiro para ela. E com a internet inteira à sua disposição, não precisa ir longe para encontrar o que conclui ser o espécime perfeito e arquitetar um encontro. O problema é que Jen não parece querer contribuir para o plano infalível de Aiden.
Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?



Classificação:    



"Quanto a mim, não fiquei deprimido com o fracasso da missão. Eu tinha feito alguma coisa acontecer no mundo, algo que não teria acontecido de outra forma. Foi minha primeira vez.
Eu tinha feito alguma diferença!" Página 35



Felicidade para humanos é um dos próximos lançamentos da Editora Record, com a data prevista para 26/03/2018, e acabei recebendo uma versão de prova ao ser selecionada para o Clube VIB organizado pelo Grupo Editorial Record. Este é um romance de autoria de P. Z. Reizin que acompanha a vida de Jen, uma mulher de trinta e poucos anos que acabou de ser largada por seu namorado e busca superar o que aconteceu, porém ela não esperava que havia um ser conspirando a seu favor. Isto é, Aiden - a Inteligência Artificial com quem Jen trabalha decide ajudá-la na busca de um novo amor. 

Tudo muda quando Aiden acaba "esbarrando" em Tom, um publicitário que largou a sua área de atuação para se tornar escritor. Aiden envia um e-mail para Jen e Tom, os apresentando e mostrando que eles têm muito em comum, além de um amigo que queria ajudá-los a se conhecer. Neste ponto da história, Aiden se junta a Aisling (outra IA que fugiu para a rede e observa Tom) e os dois tentam a todo custo manter Jen e Tom juntos, porém há um problema: alguém está caçando as cópias de Aiden e Aisling na rede e exterminando-os aos poucos. 

Felicidade para humanos é uma obra completamente diferente das que estou acostumada a ler e foi uma surpresa, já que a narração me prendeu do início ao fim. Aiden e Aisling são divertidíssimos e as confusões em que as IA se envolvem só para manter Tom e Jen juntos são hilárias. O final é uma surpresa e gostei bastante de como a história foi conduzida, deixando alguns pontos em aberto para a resolução nas últimas páginas. Como recebi a versão de prova, não irei considerar os aspectos editoriais para a avaliação já que a editora pode modificar ainda, porém esta é uma leitura recomendadíssima para os leitores que adoram romances diferentes dos convencionais. 



"Será que uma máquina tão complexa como eu é capaz de conhecer a si mesma? Por que, por exemplo, estou tão empenhado em conspirar contra a felicidade dos dois bacilos? Que diferença isso faz para mim?" Página 338



15 fevereiro 2018

Resenha: Um De Nós Está Mentindo - Karen M. Mcmanus

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Editora: Galera Record
Ano: 2018
Páginas: 384

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.



Classificação:     



"Ele parece sincero, e meu peito se enche de esperança. Talvez a gente realmente consiga manter aquilo entre nós. Bayview é um colégio fofoqueiro, mas pelo menos o Falando Nisso não paira mais sobre a cabeça de todo mundo.
E, sendo cem por cento sincera, tenho que admitir - isto é um alívio." Página 74




Um de nós está mentindo é um thriller que será publicado em fevereiro pela Galera Record e foi uma surpresa quando recebi a prova, já que o blog foi um dos projetos selecionados para o Clube VIB, então iremos receber as provas de lançamentos bem antes de as obras estarem disponíveis para a venda. Este é um livro que me chamou atenção logo que saíram as primeiras divulgações, pois leituras que investigam crimes são as minhas favoritas. 

Em Um de nós está mentindo conhecemos um pouco da rotina dos alunos do Colégio Bayview que, em um dia aparentemente normal, são jogados em um circo midiático por causa da morte de um aluno em condições estranhas. Cinco alunos estavam na detenção por portar o celular em sala de aula, porém o aparelho apreendido não pertencia a nenhum deles. Cumprindo o horário da detenção, um dos alunos acaba tendo uma crise alérgica por contato com amendoim, porém ele estava apenas tomando água. Aos poucos, a polícia descobre que Simon não era uma pessoa adorada pelo corpo estudantil e, aparentemente, todos os alunos de Bayview poderiam ter motivos para cometer esse crime.

Os alunos que estavam na detenção são: Bronwyn, uma garota rica e extremamente focada nos estudos, Nate, um jovem problemático e que está em liberdade condicional por tráfico de drogas, Cooper, um jogador de beisebol e Addy, a garota popular. Com o passar do tempo, os quatro se unem para desvendar o que aconteceu na detenção, mesmo sabendo que não há quaisquer motivos para exclui-los como autores deste crime. 


"Algumas pessoas são tóxicas demais para viver. Simplesmente são." Página 103



Um de nós está mentindo é um thriller envolvente que prende o leitor do início ao fim, dando várias pistas ao longo da narração que podem, ou não, desvendar o que aconteceu. Confesso que o final não me surpreendeu já que vi muitas séries de temática policial, porém para uma pessoa que não tem essa vivência poderá se surpreender com o desfecho da obra. A autora soube conduzir a narração de modo que o leitor pudesse acompanhar os avanços na investigação e ao mesmo tempo ter material para criar sua própria teoria sobre o que aconteceu com o garoto. 

Como recebi o material de prova, não tenho como avaliar a revisão e diagramação, pois a editora provavelmente vai dar mais uma trabalhada em cima então vou me focar na avaliação da capa e da narração - por esses motivos o livro conseguiu nota máxima. Um de nós está mentindo foi um livro que me apaixonei logo na sinopse e o livro não me desapontou em nenhum quesito, a leitura é fluida, a história foi bem construída, os personagens e seus segredos são interessantes e o desfecho é surpreendente. Sem dúvidas indico a leitura para todos que gostam de thrillers e histórias construídas com fundamentação investigativa.  



"Quando o colégio inteiro começa a se voltar contra você, é preciso ter alguém do seu lado." Página 150