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26 dezembro 2017

Resenha: Um verão para recomeçar - Morgan Matson

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Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 352

Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.
Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação.


Classificação:     



"Assim como não mudaria o fato de que eu não era excepcionalmente talentosa ou brilhante. As coisas eram assim desde que me entendia por gente - Warren era o inteligente, Gelsey era a talentosa e eu era simplesmente a Taylor, sem talento algum para nada." Página 21


Um verão para recomeçar é um dos lançamentos de 2017 que recebi em parceria com a Novo Conceito. Gostei bastante da sinopse e da capa, porém acabei deixando o livro na estante até o começo desse mês. O livro apresenta a história de Taylor Edwards, uma jovem que costumava fugir de tudo quando se via confrontada com coisas que não podia lidar, porém tudo muda quando em seu aniversário recebe a notícia de que seu pai está doente e tem poucos meses de vida. Um dos últimos desejos dele é reunir a família na casa que mantinham no lago Phoenix, porém a última vez que Taylor estava com a família lá não acabou bem já que ela abandonou seus dois melhores amigos sem explicações. Apesar de tentar fugir antes da viagem,  Rob encontra a filha no caminho e age como se não soubesse o que ela estava fazendo, pouco depois partem para as férias. Warren, Gelsey e Taylor sabem que resta pouco tempo de vida para o seu pai, porém ele faz questão de que os filhos aproveitem as férias fora de casa, então Taylor arranja um emprego, Gelsey faz aulas de tênis e nas horas vagas tem aulas de ballet com sua mãe e Warren acaba obcecado por uma garota que trabalha na cidade. 

Aos poucos os dias vão passando e Taylor é obrigada a conviver com Lucy, sua melhor amiga da infância, já que ambas trabalhavam na lanchonete beira-mar. Já Henry, seu antigo amor, está morando na casa ao lado da sua e seu irmão mais novo, Davy, faz questão de passear todos os dias com Murphy, o cachorro que foi abandonado pelos inquilinos antigos da casa dos Edwards e adotado por eles. Um verão para recomeçar mostra aos leitores uma história de amizade, rompimentos, perdas e segundas chances, sendo que a protagonista é obrigada a enfrentar as consequências de suas atitudes no passado para superar o que está acontecendo em sua vida. É interessante ver o quanto Taylor evoluiu ao longo dos capítulos que mesclam as histórias de uma Taylor no começo da adolescência e agora aos 17 anos, tendo que enfrentar o que deixou para trás assim que partiu do Lago Phoenix aos 12 anos.

A capa foi bem trabalhada e mostra aos leitores um dos locais favoritos da protagonista, os capítulos são bem divididos e se alternam no tempo passado e no atual, a diagramação é simples, mas assim como a revisão estão boas e tornam a leitura ainda mais prazerosa. A história de Taylor é complicada, suas fugas constantes fazem parte de sua personalidade e aos poucos ela percebe o quanto isso atrapalha sua vida, seu pai é um dos alicerces para se manter e quando isso ameaça ser tirado dela faz com que a protagonista repense, mesmo que a contragosto, nas consequências do que fez quando era mais nova. Esta não é uma leitura leve, mas a cada capítulo o leitor consegue entender um pouco mais da vida da protagonista e, sem dúvidas, vai se apaixonar pela leitura assim como aconteceu comigo.



"Virei e corri para a entrada, deixando os dois para trás - as duas pessoas que mais importavam para mim, e que eu tinha conseguido magoar simultaneamente." Página 208


21 março 2017

Resenha: A menina que não acredita em milagres - Wendy Wunder

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Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 288

Campbell tem 17 anos.
Ela não acredita em Deus.
Muito menos em milagres
Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos.
Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber.
Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? 
A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.



Classificação:       




"Quando Cam abraçou a mãe e caminhou de volta para o quarto, percebeu que passaria o resto da sua curta vida fazendo as pessoas se sentirem melhor diante da perspectiva de perdê-la." Página 38



Campbell Maria Cooper é uma garota de 17 anos, com um humor negro e a incrível predisposição a não acreditar em milagres. Motivada pela Lista do Flamingo, que contém tudo o que gostaria de fazer antes de morrer, Cam busca completar essa difícil tarefa que iniciou em um acampamento, junto de sua melhor amiga Lily. 

Sua família, por outro lado, está disposta a arriscar tudo para que Cam possa ter um milagre, então Alicia e Perry deixam tudo de lado e partem para Promise, uma cidade pequena no Maine, cuja fama era de que aconteciam coisas milagrosas e inacreditáveis.  Alicia é uma mãe bastante apegada às filhas, que abdicou de seu emprego na Disney para tentar - pela última vez, fazer com que Cam se cure. Já Perry, 11 anos, a irmã caçula de Cam sempre viveu à sombra da adolescente, já que desde muito pequena ela confrontou a doença da irmã e sempre se viu em segundo plano.

Ao chegarem em Promise, Alicia começa a notar uma melhora na filha que, apesar de estar mal-humorada na maior parte do tempo, começa a viver como uma adolescente normal e se enturmar. Nesta cidade, Campbell conhece Asher - um rapaz que fará parte da sua vida, para sempre, como é o seu desejo. Aos poucos as três começam a se acostumar com a vida no Maine, Cam arranja um emprego e as coisas começam realmente a melhorar, mas será que essa jovem irá viver para poder acompanhar um milagre? 

A menina que não acredita em milagres é um dos lançamentos que recebi na primeira caixa da parceria deste ano com a Novo Conceito e me encantei logo de cara pela capa toda rosa - sou apaixonada por rosa, me julguem. Porém, esse foi o segundo livro que li da remessa e o segundo livro com doença envolvida, muito drama para o meu coração aguentar nessas semanas. Sempre haverá você abalou o meu psicológico e A menina que não acredita em milagres concluiu essa saga de arrasar os sentimentos da pobre leitora. Apesar de Campbell ser bastante conformada com seu destino iminente, o final do livro foi bem emocionante, me deixando com lágrimas nos olhos. Costumo não me emocionar tanto com sick-lit, porém esses livros me conquistaram, acredito que pela forma com que foram narrados, os personagens extremamente cativantes.

Este é um livro que mescla drama, romance e muitos comentários sarcásticos vindos da protagonista, Perry é uma graça a parte, a garotinha é genial, outra personagem secundária que me arrancou gargalhadas é Nana, a avó das garotas. A editora também caprichou na edição, tornando a leitura ainda mais prazerosa por conta da diagramação sem muitos detalhes e revisão perfeita. Um livro recomendado para quem curte o gênero sick- lit, mas para mim foi uma surpresa já que a história é simples e cativante. 



"- As pessoas continuam falando nesse desdobrar. Eu não posso confiar no desdobramento, está bem? Se existe um poder superior fazendo origami do universo, ele me odeia. Eu era uma criança gorda, meus pais se divorciaram, meu pai morreu e, depois, tive câncer. Então, não. Não confio em como as coisas vão se desdobrar." Página 183